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JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA
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A melhor defesa é o ataque?
Por: JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA

Ainda bem que nem todos são fanáticos

Diz-se que a melhor defesa sempre é o ataque, em qualquer que seja a competição que se esteja participando. Mas será que isso vale para tudo que precisa ser avaliado no dia a dia? Ou isso não é extensivo para quem ocupa cargo de destaque na gestão pública? A impressão que se percebe é que usar o ataque aos adversários, como tentativa de justificar as suas deficiências, deixa muito a desejar quanto a responsabilidade de reconhecer a sua incompetência para resolver os desafios. Por que culpar quem está fora há tempos, estando no comando do país agora?
Para um povo que ama o futebol e costuma associar várias ocorrências ao comportamento de uma equipe ao longo de um campeonato, certos argumentos caem como uma luva. Quando o presidente diz que atua dentro das 4 linhas, mas comete tantas barbaridades, o próprio torcedor fanático dele fica sem saber o que dizer. Blindar a família e os amigos de cozinha, impedindo a atuação dos órgãos de investigação de atuar, está bem longe de tal afirmação. Impor sigilo sobre informações de interesse público, muito menos comprova que ele age como fala. Então...
Quantos entendem o porquê de o presidente Bolsonaro atacar tanto o STF e o TSE? Da mesma forma que insistir que as Forças Armadas devem fiscalizar o processo eleitoral deste ano? Desde que foi restabelecida a eleição livre para todos os cargos eletivos no país nunca houve comprovação de fraude na consolidação dos votos das urnas. Por que somente agora o Mito levanta tantas dúvidas, apesar de nunca ter provado nada a respeito? Será que até o TSE conspira contra ele? Ou isso é para desviar as atenções sobre os escândalos no seu governo?
A reação dele, infelizmente, ocorre da maneira mais inexplicável possível e que nada esclarece para o cidadão apolítico, que tem interesse apenas em saber como a sua contribuição está sendo aplicada. Simples assim! Tem argumento do Mito que lança mais dúvidas do que esclarecimento. Qual paralelo o cidadão comum vê entre a vitória do ex-presidente Lula com o perigo da transformação dos clubes de tiro ao alvo em bibliotecas? Se algum fã incondicional dele vê nisso uma grande ameaça... estamos muito mal de análise e avaliação de políticas públicas.
O fato é que a cada denúncia de corrupção neste governo, a explicação passa longe de agradar os que detestam “briga de rua”, especialmente das pessoas que deveriam ter um comportamento respeitoso com a população. A maior parte dos esclarecimentos palacianos só atende a turma do cercadinho do Alvorada. Mas na recente reunião com os empresários da Confederação Nacional de Indústria (CNI), disse que se reeleito, o ministro da Indústria e do Comércio será o indicado por eles. Bateu o desespero para vencer as eleições a qualquer preço?
Mas o combate à corrupção que vem perdendo força com as recentes denúncias no Ministério da Educação não abateu o presidente Mito. Ele admitiu que pode haver “casos isolados” na sua gestão, “mas não temos nenhuma corrupção endêmica no governo”. O que isso significa para o contribuinte que não admite qualquer tipo de corrupção, assim como este presidente declarava publicamente que não havia isso no seu governo? Aí se vê a tática de atacar as gestões anteriores para justificar os problemas que existem na sua gestão. Quem deve assumir isso?
Curioso é que a lista de culpados pelo mau desempenho está ficando longa. Imprensa, IBGE, IPEA, IBAMA, FUNAI, professores, servidores da Saúde e da pesquisa cientifica, Receita Federal, governadores estaduais e seus ICMs, STF e TSE já ocuparam o lugar de responsabilidade por atrapalharem o Mito. Quantos ainda podem servir de culpados pela nossa situação? Sabe-se que a bola da vez é a Petrobras, mas esta novela pode se estender por vários capítulos até o desfecho final com todos felizes para o resto da vida. Muito fácil ser Mito assim!
A sorte deste presidente da República é que nem só de resolver problemas sobrevive uma gestão eficiente, transparente e que coloca Deus acima de todos. Daí que nada que uma motociata não elimine de vez as dificuldades de um povo que tem a felicidade de ter alguém no comando que não terceiriza jamais a sua responsabilidade. Aqui e acolá, ele reforça que nunca pensou em ser presidente da República, que a sua formação é militar, mas que foi o escolhido porque era a única alternativa para acabar com o esquema montado pelo 9 dedos e sua quadrilha. Fé em Deus!

J R Ichihara
03/07/2022

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