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JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA
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O que vemos lá fora não serve para nós?
Por: JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA

A cadeira entre Deus e a Rainha

Como as ocorrências no mundo globalizado provocam os impactos internamente em cada país? Será que todos só se preocupam com o desabastecimento e as mudanças no mapa geográfico por causa dos conflitos? Ou, além disso, algumas questões exigem medidas e decisões que demonstrem que o comando precisa trocar de mãos? A verdade é que o comportamento pessoal de quem deve satisfações é tratado de forma muito diferente nas diversas situações do dia a dia de cada povo. Talvez isso seja a grande diferença entre a seriedade e o descaso. Então...
A notícia da renúncia do primeiro-ministro do Reino Unido Boris Johnson repercutiu além das suas fronteiras e pode demonstrar como a política é feita mundo afora. O que chamou a atenção dos que gostam de analisar os fatos é que o pedido de afastamento contou com os membros do próprio partido do líder do país. A saída espontânea de alguns ministros acelerou a exigência porque significou que ele não contava mais com o apoio e a confiança pública. O motivo principal, dizem os especialistas, foi a crise econômica que não mostra sinais de recuperação.
Pesou na imagem negativa de Boris Johnson o comportamento dele durante a pandemia da Covid-19, quando foi visto dando festas na Casa Oficial, contrariando a recomendação sanitária da época. Sabe-se que o caso Brexit também contribuiu. Além disso, há denúncias de omissão nos casos de assédio sexual de subordinados. Ele disse que não renunciaria, mas no final acabou cedendo e o povo aguarda o nome do novo líder. Vai continuar interinamente no cargo até que seja escolhido outra pessoa para substituí-lo. O caso seria um bom exemplo para o nosso povo?
Mas outros fatos ocorridos no exterior também podem servir como experiência alheia. A mídia exibiu as cenas da matança que um jovem nos Estados Unidos realizou com armas de fogo. Não fosse uma prática que se tornou corriqueira na terra da facilidade para adquirir armas, até de grosso calibre, os casos serviriam para os que entendem que armar as pessoas aumenta a segurança coletiva? A realidade é que os americanos já olham para isso com outros olhos. Como os que são favoráveis à liberação na venda respondem quando essas tragédias acontecem?
Um assassinato com arma de fogo chamou a atenção por causa da raridade. O caso do ex-primeiro-ministro do Japão Shinzo Abe, atingido durante um comício, repercutiu no mundo. Neste país não há facilidade para adquirir arma de fogo, por isso o autor usou uma de fabricação caseira. A surpresa é por causa do baixo índice de homicídios registrados. Daí que a tese defendida de que todos armados aumenta a segurança coletiva merece questionamentos. O fato sensibilizou até o presidente Bolsonaro, que se manifestou homenageando a vítima. Quem diria?
Infelizmente os bons e maus exemplos que vemos fora do nosso país em nada servem como lições aprendidas para nós. Usar o que motivou a saída do primeiro-ministro do Reino Unido não se aplica em Terra Brasilis. O nosso presidente da República é imune a essas ‘cuestões” e a turma que o apoia aumenta a cada motociata ou declaração agressiva contra os “inimigos”. Como Deus é brasileiro... só Ele tira o Mito da cadeira mais poderosa do país. A oposição tenta enquadrar o presidente da República, mas a blindagem dele é robusta e eficaz, via Centrão.
Por outro lado, temos maus exemplos para todos os gostos. O presidente Bolsonaro se recusou a assinar o diploma que o escritor Chico Buarque recebeu no Prêmio Camões, um reconhecimento dos governos do Brasil e de Portugal, pelo destaque na literatura da língua portuguesa. Isso seria inofensivo se o deputado federal Daniel Silveira, um bolsonarista ferrenho, não fosse condecorado com a medalha de Ordem do Mérito do Livro, na Biblioteca Nacional, sem fazer por onde merecer. Será que viés ideológico e meritocracia, definitivamente, não se cheiram?
Como saber quais exemplos que assistimos no dia a dia devemos seguir para comprovar que só atuamos dento das 4 linhas? Duvidar de tudo porque é um direito pessoal? Perdoar e ainda condecorar quem acha que merece? Acusar sem provas os desafetos e as Instituições? Ou se blindar de toda e qualquer ameaça que achar de cunho pessoal? Se imitar alguém que está sofrendo por falta de ar é para ser elogiado e até defendido ferrenhamente... estamos muito mal de bons exemplos. Aqui só Deus pode tirar alguém de uma cadeira; lá a rainha não o segurou.

J R Ichihara
09/07/2022

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