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JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA
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Como a falta de assunto chega ao eleitor
Por: JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA

Quando nem todos aprendem as lições que a vida ensina...

A proximidade das eleições presidenciais no Brasil revela poucas surpresas no posicionamento do atual ocupante do cargo que tentará a reeleição. Quem duvidou que haveria uma mudança da água para o vinho, para ficar no campo do ditado popular, nas declarações sobre as mulheres e os índios? As poucas ações no sentido de mostrar que o Mito trata de forma respeitosa as pessoas enquadradas nesses grupos são insignificantes se comparadas com o que ele sempre declarou anteriormente. Mas tem gente que não aprende as lições que a vida ensina.
Talvez por falta de mostrar os avanços que todos esperavam na sua gestão, o que se ouve e vê é o famoso “mais do mesmo”, a repetição de que neste governo não há corrupção endêmica e que os ladrões não podem voltar ao poder. Será que apenas isso basta para convencer que as rédeas do país estão em boas mãos e devem continuar assim para o bem de todos? Ou a comparação pode ser muito desvantajosa para o Mito? Afinal, se os números oficiais não mentem, qual é a dificuldade para se concluir se hoje estamos muito melhor que antes?
O mundo que prioriza a economia, o carro-chefe deste governo, tem como foco a utilização do tempo de forma produtiva como um fator-chave de sucesso. Por isso, os críticos deste governo nunca entendem o desperdício com assuntos que nada agregam à atividade econômica que impulsiona toda a cadeia que gera riqueza. Tornou-se cansativo e enfadonho a lenga-lenga sobre a confiabilidade das urnas eletrônicas usadas pelo TSE. Convidar diplomatas estrangeiros para convencê-las que elas são vulneráveis é de uma inutilidade acima de qualquer aceitação.
Enquanto isso, a pendenga sobre a mudança na diretoria da Petrobras, o mais recente vilão nacional por causa dos aumentos nos preços dos derivados de petróleo, segue alimentando os noticiários da mídia tradicional. Da mesma forma que o assassinato do petista pelo bolsonarista em Foz do Iguaçu, durante uma festa de aniversário da vítima fatal, continua rendendo audiência e dividindo opiniões. Talvez esta gestão até valorize temas dessa natureza porque desvia o foco dos problemas cruciais do dia a dia que penalizam as pessoas menos privilegiadas. Até quando?
Mas a defesa sobre o comportamento pessoal agressivo que incentiva o uso da violência física e verbal contra os seus adversários, é que tudo desta natureza que acontece neste país a oposição coloca a responsabilidade sobre os seus ombros. Daí que ele declarou que provavelmente, num futuro próximo, até as brigas de torcidas nos jogos de futebol será por culpa dele. A parte os exageros de parte a parte, ele não pode se eximir da disseminação de desejar a morte dos seus oponentes, visto que os seus discursos sempre contêm esses incentivos.
Uma comprovação da sua argumentação baseada no viés ideológico foi a declaração sobre o médico anestesista que estuprou uma paciente durante um parto num hospital da rede pública no Rio de Janeiro. A sua declaração sobre o caso é muito estranha: “Qual é a educação desse cara? O quê que ele aprendeu na faculdade? Lógico, aprendeu a ser anestesista lá. Mas o que mais foi ensinado na faculdade para ele? Qual era o centro acadêmico? O que tinha no centro acadêmico? Qual era a ideologia dessas universidades?” Este é o nosso presidente da República!
Infelizmente a visão de mundo de cada pessoa é muito particular e até incompreensível para uma grande maioria. Enquanto uns querem mais escolas e bibliotecas públicas de qualidade, oferecendo oportunidades para todos; outros acham que o mais importante é o aumento de escolas de tiro com armas de fogo, assim como a facilidade de aquisição delas, porque essas medidas contribuirão para o aumento da segurança coletiva na sociedade. Se isso tem o apoio integral do nosso presidente da República, bem como as motociatas, o bem e o mal ficam claro.
A decepção e o lamento dos que dependem de politicas públicas para a inclusão como cidadão é que a tesoura que corta a verba do governo federal só vê as pessoas que mais precisam. O pacote de bondade aprovado pelo Congresso é puramente eleitoreiro, gostem ou não os bons samaritanos de ocasião. Por que esta ajuda demorou tanto a vir? Mas a gratidão suicida de muitos eleitores pode custar caro a longo prazo. Oferecer ajuda quando a pessoa está no limite do suportável não é uma atitude de quem coloca Deus acima de todos. Quando a esmola é grande...

J R Ichihara
19/07/2022

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