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JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA
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Defesa de interesses em bloco é dispensável?
Por: JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA

Quando a união é a fraqueza...

Ciclicamente a humanidade se vê às voltas com situações em que regiões, continentes ou países de certa forma ligadas por outros interesses, se unem em blocos para a obtenção de melhores resultados. A História mostra que sempre houve divergências sobre a supremacia econômica, cultural e cientifica entre Ocidente o Oriente, assim como entre os Hemisférios Norte e Sul. Mas a atividade comercial, que muitos consideram o motor do desenvolvimento e do progresso do mundo, sempre foi o motivo que impulsionou o transporte nas áreas do planeta.
Portanto, da descoberta do caminho marítimo às Índias, passando pela Rota da Seda, até as construções dos canais do Panamá e Suez os países sempre buscaram a forma mais rápida e econômica de levar e trazer os produtos que comercializavam. Alguma dúvida que ninguém investiria tanto dinheiro e tempo somente para dizer que realizaram uma obra grandiosa? Tudo é justificado porque isso traz vantagem na concorrência entre fornecedores e clientes. Por isso alguns produtos são mais baratos se importados do que fabricados em solo pátrio. Simples assim!
Quando alguns países da Europa resolveram criar o Mercado Comum Europeu pensaram em unir ou separar os países envolvidos? Os Estados Unidos, o Canadá e o México, apesar das diferenças no peso das economias, pensaram no NAFTA para dificultar as relações comerciais entre eles? Será que os países da Ásia criaram a APEC (Cooperação Econômica da Ásia e do Pacífico) somente para dizer que ela existe? Certamente todos pensam que elas têm como ponto de convergência os interesses comerciais. Se não atendem aos propósitos é outra questão.
O brasileiro sempre acha que toda e qualquer iniciativa produzirá um efeito imediato – o famoso vapt vupt – em qualquer que seja a medida adotada. É assim na educação, na saúde, no mercado de trabalho e na economia. O BRICs, o banco para financiar o desenvolvimento dos países ditos emergentes (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) deu em nada. Bom é participar do mercado europeu e norte-americano, o clube dos ricos, onde a grana rola em abundância. Mas quem já viveu sob as condições do FMI sabe o que isso significa numa gestão.
Mas o subdesenvolvido que sonha em entrar no time do Primeiro Mundo não lembra que o convite dispensa amizade pessoal e diplomacia acima de tudo. A análise é fria e desprovida de sentimentalismo, onde a famosa lição de casa precisa ser feita. Portanto, se os mais pobres não valorizam um bloco unido que se defende diante das dificuldades... pouco adianta contar com a benevolência dos mais ricos. Trazendo ao dia a dia que vivemos na sociedade, dificilmente vemos a caridade dos que podem socorrer os que não podem. O slogan é que Deus está acima de todos.
Curioso é que o forte deste governo federal é desqualificar os vizinhos que seriam os parceiros comerciais e clientes dos produtos manufaturados porque o Brasil é mais industrializado que os demais do continente. Isso é tratamento com os potenciais compradores? O que se ganha agindo desta maneira? Se a migração dos vizinhos para cá é sinônimo de incompetência na gestão, o que dizer dos inúmeros brazucas que se arriscam na fronteira do México com os Estados Unidos em busca do sonho americano? Arrogância está longe da comprovação de eficiência.
Infelizmente a nossa realidade, apesar da insistência de que estamos muito bem, é preocupante para os que mantêm os pés no chão. A Democracia, conquistada com muita luta e alguns sacrifícios pessoais, corre sérios riscos. Basta ouvir as declarações do nosso presidente da República sobre o processo eleitoral. Ele convidou alguns embaixadores estrangeiros para expor a sua preocupação com os resultados da sua reeleição por causa das fraudes que as urnas possibilitam. Graças que foi ignorado. Agora, além da crise econômica, temos uma institucional.
Ganhou certa repercussão a participação do presidente Bolsonaro na reunião do Mercosul. Após negar e confirmar a presença, a mídia divulgou que ele resolveu comparecer ao evento. Alguns comentaristas ressaltaram que isso pouco acrescenta aos interesses do Brasil, principalmente neste momento de crise global. Será que o nosso país está nadando de braçadas e pode se dar ao luxo de ignorar um encontro onde seria discutido os interesses comuns dos envolvidos? Ou o Mercosul ainda não disse a que veio? Quando os interessados não valorizam...

J R Ichihara
22/07/2022

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