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JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA
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Repetição enfadonha da preocupação presidencial
Por: JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA

Seria o convencer pela insistência?

O que o cidadão espera do presidente da República de um país democrático no enfrentamento de situações preocupantes como desemprego, inflação e violência? Certamente são anúncios de medidas que sinalizem como esses problemas serão combatidos, através de decisões que tranquilizem a população e permitam vislumbrar alguma esperança de melhorias. Será que liderar uma motociata demonstra que algo positivo está sendo feito? Ou exaltar uma operação policial, em que dezenas de pessoas morreram, põe fim à insegurança nas favelas?
Infelizmente as declarações do nosso presidente da República sempre vão na contramão do sonho de consumo da maioria dos brasileiros. À parte os fãs incondicionais dele, que batem palmas e gritam Mito a cada absurdo que ele fala, o que se ouve agride ainda mais o respeito e a cidadania, especialmente dos que mais precisam da atuação protetora do Poder Público. Está muito claro que esta gestão está se lixando para quem é pobre. Para o responsável pela chave do cofre, ao dono da poderosa caneta Compactor, esse pessoal simplesmente não existe. Portanto...
Alguém percebe que, além da preocupação com a vulnerabilidade das urnas eletrônicas usadas nas eleições, a ponto de expor isso a alguns diplomatas estrangeiros, em sessão exclusiva no Palácio do Planalto, o presidente Bolsonaro atua com tanta energia e obsessão para combater os verdadeiros problemas? Seguramente, fora os apoiadores ferrenhos, inclusive alguns prejudicados pela crise que vivemos, a sua aceitação é muito baixa. Ma a aprovação da PEC Kamikaze, a ajuda puramente eleitoreira, deve melhorar a imagem negativa deste governo.
Quem defende o pouco tempo desta gestão para mostrar os avanços sociais e econômicos, alegando a Pandemia da Covid-19 e a guerra no Leste asiático, precisa explicar o porquê da atuação negacionista frente a esses problemas. Não adianta declarar que fomos um exemplo na crise sanitária quando o mundo sabe que morreram mais de 650 mil brasileiros por falta de atuação do governo federal. Ouvir que não podia fazer nada porque não é coveiro, ou que só compraria as vacinas na casa da mãe de um cidadão, só agrada quem não tem empatia.
Mas fatos estranhos aconteceram com pessoas envolvidas com algumas situações que exigem um esclarecimento público. Testemunhas que ajudariam em escândalos são mortas ou praticam suicídio. Praticantes de atos antidemocráticos são perdoados, apesar de não terem qualquer vínculo ou proximidade com o presidente da República. Servidores públicos responsáveis por investigações nas denúncias contra os parentes e amigos do presidente da República são afastados. Enfim, se não há o que esconder, por que impor sigilos seculares em alguns casos?
Curioso é a repetição de que as urnas eletrônicas são vulneráveis a fraudes vir de quem declarou que a insistência de vacinação contra a Covid-19 era frescura, chororô, mimimi, chegando a enfatizar isso com um sonoro PORRA. Por que o Mito não muda o disco? Será que ele não tem outra coisa para mostrar para quem está endividado, sem ter o que comer e não vê um fio de esperança no horizonte? Mais estranho é que ele já declarou que não nasceu para ser presidente da República, mas para ser militar e foi treinado para matar. Quem merece morrer?
Um efeito das orientações dos marqueteiros da campanha eleitoral do presidente Bolsonaro é a mudança de comportamento nas declarações públicas. Observa-se que ele já se refere às mulheres e aos índios com um irreconhecível respeito. Nada de desqualificação e tratamento desumano. Afinal o eleitorado feminino é o maior do país, apesar da insignificância delas por parte do Mito, conforme as suas declarações anteriores. Por que somente agora elas ganharam destaque para ele, inclusive assumindo a presidência da Caixa Econômica Federal?
Quantas motociatas e acusações de roubalheira nas gestões dos petistas, o povo apolítico e desprovido de fanatismo ainda verá como resposta aos problemas que enfrentamos? Ou quais suspeitas de fraudes, sem qualquer fato comprovado, o eleitorado vai ouvir do presidente da República? Se isso for a bandeira de luta deste governo para permanecer no poder... o repertório é fraco, inconsistente, enfadonho como argumento para convencer as pessoas que possuem um mínimo de consciência. Vai sobrar apenas o assustador “Deus, Pátria e família” dessa turma?

J R Ichihara
25/07/2022

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