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JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA
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Presidenciáveis e a análise das suas declarações
Por: JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA

Momento democrático permite muita declaração belíssima

Com o aumento da exposição midiática, os pré-candidatos à sucessão presidencial no Brasil intensificam as declarações sobre os problemas atuais, as possíveis soluções e tudo que envolve uma análise do desempenho do atual mandato. Apesar de somente confirmadas as chapas do ex-presidente Lula e do atual presidente Bolsonaro, a maioria acredita nas candidaturas de Ciro Gomes (PDT) e Simone Tebet (MDB). Os que não querem a reeleição de Bolsonaro nem a volta de Lula, veem que a sonhada Terceira Via está cada vez mais difícil de evitar isso.
A previsão dos especialistas no assunto é que 12 nomes serão inscritos no TSE para disputar o cargo máximo no Poder Executivo. Como é uma eleição que envolve todas as regiões do país, os acordos estão sendo costurados com muito critério pelos partidos políticos, tendo em vista também os interesses estaduais. Além disso, o convite para a vaga de vice não é facilmente preenchida pelo convidado. O exemplo é o do senador Tasso Jereissati (PSDB) para compor com a senadora Simone Tebet. A população não soube se ele aceitou ou recusou o convite. Portanto...
Nem as convenções dos partidos decide quem será o indicado para disputar as eleições. O PSDB escolheu o ex-governador de São Paulo João Dória, nas prévias com o ex-governador do Rio Grande do Sul Eduardo Leite, mas nenhum dos dois será o candidato pelo partido. Nada sinaliza que haverá alguém desta sigla disputando a presidência da República. Depois de vencer o PT por duas vezes, perdeu quatro vezes seguidas para o mesmo PT, o que gerou a tal polarização a ser quebrada, o PSDB deixou o protagonismo. São coisas da política no Brasil.
Portanto, os que acham que o ambiente político é fácil, onde as articulações para conseguir os objetivos são complexas, se decepcionam por causa das alianças com inimigos e traidores do passado. Declarou a ex-presidente Dilma, quando o seu vice Temer falou que ela é honestíssima: “Eu agradeceria que o senhor Michel Temer não mais buscasse limpar sua inconteste condição de golpista utilizando minha inconteste honestidade pessoal e política”. Será que Lula vai dispensar o apoio de Temer, um dos caciques do MDB, por esses desconfortos?
Com o aumento da temperatura por causa das eleições, alguns assuntos ficam para segundo plano. Quantos deram importância para o caso do cidadão Ivan Rejane Fonte Boa Pinto? Ele usou as redes sociais para ameaçar o ex-presidente Lula, a presidente do PT deputada Gleisi Hoffmann e alguns ministros do STF, nas redes sociais. Os vídeos incentivam a violência dizendo que “Está aberta a TEMPORADA DE CAÇA aos ministros do STF. Seja um caçador”. Não economizou nos palavrões e nas ameaças físicas aos alvos, mas já foi preso. Por que tanto ódio?
O fato é que as declarações dos pré-candidatos mais fortes alimentam as opiniões dos analistas que atuam na mídia. Quando Lula diz que o teto de gastos é uma regra “irresponsável” porque mistura gasto com investimento, a preocupação dos economistas é com o rombo nas contas públicas, o aumento na inflação, do juro e tudo mais. Já o presidente Bolsonaro disse que o teto é “mortal” e um problema para o governo federal. Mas ele votou a favor da PEC 241, a proposta que congelava os gastos públicos por 20 anos, quando era deputado federal. E agora?
Por outro lado, o candidato que seria o representante da Terceira Via Ciro Gomes não consegue decolar nas pesquisas. Muitos o consideram o mais preparado entre os que disputam essas eleições. Por que não é o preferido nas intenções de voto? A vontade de taxar as grandes fortunas atrai poucos votos? Simone Tebet, a outra ala contra a polarização, não aceita que num país produtor de alimentos como o nosso as pessoas passem fome. Por que agora vê essa injustiça? Sendo do agronegócio, ela deve priorizar o lucro e a produção. Como vai resolver isso?
Alguém se surpreende se os demais candidatos focarem as críticas em Lula e Bolsonaro? O slogan nem Lula nem Bolsonaro será muito usado porque são os dois que lideram as pesquisas, independente dos que não querem nenhum deles no poder novamente. Por isso, o eleitor ouvirá muita proposta de renovação, de pôr um fim na maneira de fazer política, de evitar que a roubalheira continue ou volte a fazer parte do dia a dia no país. Mas só as urnas revelarão a preferência numa escolha livre. Quem não espera um vale tudo para vencer pode se decepcionar.

J R Ichihara
28/07/2022

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