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Crônica
 
QUARENTA ANOS EM QUATRO
Por: Afonso e Silva

Juscelino Kubitschek foi eleito presidente do Brasil em 1955 almejando direcionar seu governo à modernização. Promoveu a implantação da indústria automobilística no Brasil; deu início à expansão de usinas hidrelétricas; criou a SUDENE com intuito de minimizar as desigualdades regionais; investiu em infra-estrutura, educação, alimentação e transportes. Transferiu a capital do país, da cidade do Rio de Janeiro para a, ainda em construção, Brasília no Planalto Central, longe do povo para dificultar cobranças aos políticos e reivindicações dos trabalhadores.

Contudo, é conveniente deixar claro que a aventura do presidente com a execução de parte de seu PLANO DE METAS não foi um sucesso, como a maioria dos formadores de opinião fizeram crer. A façanha ficou cara para todos nós. O governo JK fez o que fez, mas deixou a economia do país em frangalhos. O custo social foi muito elevado. Deixou uma dívida externa estratosférica e o país endividado até o pescoço. Sem contar com a inflação e o custo de vida que se aproximaram às nuvens, ao passo que os salários foram parar no fundo do poço.

Hoje temos um presidente que se elegeu em 2018 por quase 58 milhões de votos vendendo seu projeto de governo de desconstruir o país para moldá-lo ao seu bel prazer. Seu mundo foi comprado pela maioria dos eleitores brasileiros. E, em alguns aspectos, semelhante ao Plano de Metas de JK durante a campanha ao governo em 1955, com a única diferença: o segundo almejava a construção de um país moderno e industrializado, enquanto que o primeiro exatamente, o oposto. Sua meta comprada por aqueles que elegeram essa coisa tinham consciência que sua meta de governo era “desconstruir tudo que foi feito pós-ditadura de 64”, ou seja: o PLANO DE METAS proposto por Bolsonaro era “retroceder o país 40 anos em 4”. E esse objetivo ainda está em curso: os estragos feitos à Cultura, Meio Ambiente, Educação, Saúde, Ciência e Tecnologia e aos Direitos Humanos nos remete à Idade Média. Sem contar com os constantes ataques e desrespeito ao Estado Democrático de Direito, às Instituições Públicas e aos Direitos Humanos. Felizmente creio que não irá conseguir cumprir integramente seu intento. A ver.

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