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JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA
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Recessão técnica como alerta ou justificativa?
Por: JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA

Espirro lá não alerta mais sobre uma gripe cá

O clima pré-campanha eleitoral no Brasil está com a temperatura aumentando com o passar dos dias. A mídia dedica grande parte do tempo para tratar desse assunto. Não faltam as opiniões dos especialistas, os gráficos das pesquisas com suas tendências e os nichos onde os candidatos devem buscar os votos dos indecisos ou que pretendem anular o voto. Paralelamente os partidos tratam de ampliar os apoios, ao mesmo tempo que tentam amenizar os efeitos que isso gera por causa dos interesses estaduais, além dos municipais e federais. Não falta notícia.
Mas no mundo globalizado ninguém pode ignorar o que acontece no resto do planeta, assim como as consequências disso. Portanto, a guerra na Ucrânia, depois da invasão das tropas russas neste país, já causaram um impacto no consumo de gás em grande parte da Europa e nos que dependem de fertilizantes para o agronegócio. Isso exige ações com medidas para enfrentar a situação e amenizar os efeitos de uma crise real, sem previsão de acabar, mas que afeta consideravelmente a economia e desequilibra algumas contas nas balanças comerciais.
Um aditivo na situação difícil que todos o países sofrem é o anúncio de que o FED, o Banco Central dos Estados Unidos, elevou a taxa de juros. Por causa disso, muitos dizem que a maior potência econômica e militar do planeta enfrentará uma recessão técnica. O termo é aplicado quando há uma variação negativa do PIB por dois semestres consecutivos. É a maior elevação desde 1994. Daí que se o motor da Economia mundial está em dificuldades, o restante deve se preparar para dias muito difíceis. Alguma manifestação de ódio ao Tio Sam depois disso?
Infelizmente a medidas dos Estados Unidos para enfrentar os problemas internos podem servir para justificar o nosso desempenho por alguns defensores deste governo. Da mesma forma que a situação da vizinha Argentina é usada para mostrar que um governo de esquerda não sabe cuidar do país. Por que isso não deve ser visto como um alerta em vez justificativa? Alegar que o viés ideológico é o problema fundamental de tudo mostra o despreparo desta gestão para entender os problemas e buscar a solução. O que fica claro é que sempre alguém é culpado, menos ele.
O líder de um país não está isento de cometer erros nas decisões no exercício da função, mas o pior comportamento que pode oferecer é apontar para as gestões anteriores para justificar o desempenho atual. Da mesma forma que citar os insucessos alheios pouco resolvem os problemas da atualidade. Para que alguns foram eleitos? Onde estão as mudanças nos assuntos que tanto criticava? Governar por meios das redes sociais atende somente os fãs incondicionais, os que batem palmas para tudo. Mas servir ao país envolve muito mais que essa limitação.
Quantos ignoram que as mudanças climáticas sinalizam que devemos cuidar melhor do meio ambiente? As catástrofes geradas pelos fenômenos naturais ainda não convenceram os negacionistas? Os alertas sobre as ondas de calor e as inundações não significam absolutamente nada para os líderes mundiais? Soube-se que este mês de julho, uma época normalmente fria no Sudeste, foi um dos mais quentes na cidade de São Paulo, desde 1984. Por outro lado, na Europa, a época de calor registra valores muito altos em algumas cidades. O que ainda precisa ser visto?
Ainda não estamos livres da ameaça da Covid-19, apesar do assunto sair da mídia diariamente. Os casos ainda matam as pessoas, mas os holofotes agora estão focados na varíola do macaco. Sorte que as vítimas fatais não assustaram o mundo como o coronavirus. Talvez por ser época de eleições, a reação das autoridades da área de saúde é bem diferente do comportamento mostrado na Pandemia da Covid-19. Para o bem ou para o mal, as eleições obrigam os políticos em geral a dedicarem uma atenção especial à população brasileira. E depois?
Certamente os números positivos de geração de emprego, a queda no preço dos derivados de petróleo e o pagamento da ajuda aprovada na chamada PEC Kamikaze vai melhorar a aprovação do presidente Bolsonaro. Enquanto os efeitos disso ainda não impactam nas pesquisas eleitorais, o Mito segue questionando os resultados da urnas eletrônicas, convocando o povo para o 7 de setembro e desqualificando as obras das gestões petistas. À parte o teor de campanha nos discursos dele, o cidadão apolítico não vê a credibilidade além dos fins eleitoreiros.

J R Ichihara
31/07/2022

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