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Ensaio
 
DEUS - UM NOVO OLHAR
Por: José Arthur

“Falando sobre Deus”, não é um texto elaborado com o objetivo de convencer a quem quer que seja, quanto à sua existência.

Com meros arrazoados isto é impossível. A finalidade é, antes, demonstrar aos que já creem na sua existência, o quanto de imaginação e misticismo envolve a ideia de um Deus, que, em essência, é a causa e o objeto de adoração de quase todas as religiões.

Nada é tão inconcebível para a mente humana e ao mesmo tempo capaz de projetar essa mente na direção do mistério, do eterno e do infinito: assim é DEUS.

Não aquele Deus dos altares, incensos e rituais, mas aquele que é a causa primeira de tudo o que existe, desde a origem dos tempos - e para Ele o tempo não conta.

Este é o Deus para o qual toda adjetivação será vaga e inexpressiva.

É tão extraordinário que a sua obra igualmente adquire contornos de beleza e ficção.

Não conheço qualquer crença religiosa ou filosófica capaz de exprimir a dimensão formidável de seus atributos.

O Universo, e então as Galáxias: estruturas gigantescas, em permanente e sincronizado movimento, distanciando se umas das outras, com energia e precisão através da amplidão infinita do Cosmo como se estivessem tentando, eternamente se afastarem de sua origem.

E é o que efetivamente estão fazendo, e pelo fato de estarem sempre se afastando umas das outras, em alguns milhões de séculos estarão isoladas na infinita solidão do Cosmo, como se fossem pequenos universos; universos em escala menor.

Contudo este Deus, soberano senhor do tempo e do espaço, tal como um incansável operário, não se limitou a um isolado gesto na criação, fazendo do apoteótico Big bang seu “gran finale”.

Pelo contrário, a criação é um processo que não teve um início como também não terá um fim.

Pode-se explicar este enigmático conceito utilizando um simples elemento da Geometria: a reta no espaço Euclidiano.
Não vamos nos preocupar com a aparente complexidade, é algo simples embora com nome pomposo.

Uma reta tem infinitos pontos, portanto não tem um ponto inicial e nem um ponto final, significando que, para qualquer ponto sob nossa observação haverá sempre infinitos pontos em qualquer direção que se escolha percorrer.

Assim é também a eternidade e a Criação Divina: não existe um ponto inicial e nem um ponto final.

Por esta razão o gesto criador não ocorreu em dada faixa do tempo, sendo por isso lógico concluir que a criação é eterna, tanto quanto o próprio Deus.

Mas deixemos, por hora, o Universo físico de lado; voltaremos mais adiante.

- Consideremos a vida.

Em Deus, que é a causa primeira de todas as coisas, havemos de considerar o fluido cósmico que é o plasma divino, hausto do Criador ou força nervosa do Todo-Sábio. Nesse elemento primordial, vibram e vivem constelações e sóis, mundos e seres, como peixes no oceano. (André Luiz - Evolução Em Dois Mundos-cap.I),

Neste ponto é essencial um parêntesis para falarmos desta substância primordial, que dá origem a toda a matéria que nos envolve e compreende tudo o que existe dentro e fora do nosso Universo, toda forma de matéria e energia, às quais se inclui uma dimensão extrafísica. Invisível ao olhar humano, Espiritual.

Grosso modo diríamos que a matéria prima de que se serve o Ser Supremo para a moldagem de tudo o que existe se realiza por meio destes dois componentes:

O FLUIDO CÓSMICO – Toda matéria existente no Universo, visível e invisível, tem origem no fluido cósmico ou matéria cósmica primitiva.

O FLUIDO VITAL – de onde se origina todas as formas de vida e inteligência do Universo.

A vida, como processo psíquico e biológico, tem um início e permanece em contínua evolução, desde as formas mais rudimentares até à perfeição atribuída aos seres angélicos.

Mas, a matéria não. Esta apenas se transforma pelas leis da Natureza, vezes sem conta, desde as estruturas mais complexas até às partículas mais elementares. Não existe uma sequência evolutiva.

1. A HUMANIDADE E OS SERES ANGÉLICOS
Como foi dito, sendo o Criador, eterno, eterna é a sua criação. Significa que as criaturas humanas, ou melhor, os Espíritos, criados hâ trilhões de anos, de há muito alcançaram a perfeição; mas restaria perguntar: se alcançaram a perfeição qual o seu papel no concerto do Universo? De nada necessitam e mais nada têm como dever ou obrigação; cessam daí por diante os desafios que a perfeição exige e oferece?

A razão está a nos dizer que se tornam criaturas semelhantes ao próprio Deus, mas com duas marcantes diferenças: não gozam da ubiquidade cósmica e atuam sobre o Fluido Cósmico e do Fluido Vital no processo da cocriarão com o Eterno Pai.

É importante se compreenda a extrema complexidade do tema que ousamos abordar, porque buscamos, ainda que de forma imperfeita, compreender a Deus e qual o seu propósito quanto à sua criatura.

Certamente muitos estarão questionando sobre, em que se apoiam minhas tratativas para a formulação dos conceitos aqui apresentados. É uma pergunta oportuna e cuja resposta ajudará a esclarecer certos pontos a serem discutidos. São eles:

- haveria alguma razão para que Deus se conservasse perpetuamente como um mistério para sua criatura? E, será que mesmo os Ministros Angélicos da Criação permaneçam ignorantes a esse respeito?

- será que apenas a razão seria capaz de deslindar semelhante enigma, ou, a compreensão em sentido mais profundo dos atributos, “Eterno e Infinito” a Ele conferidos, serão a chave para que possamos enveredar com segurança em tamanha empreitada?

Na verdade, nada mais temos, além dessas ferramentas, para nosso ousado propósito em abrir algumas frestas para uma maior compreensão a respeito de Deus.

Prossigamos. - Os fenômenos cósmicos que extasiam a Ciência são realizados com objetivos específicos por estes “deuses”, sempre em consonância com o pensamento divino. Assim, contrariamente ao que acreditam nossos irmãos ateus, tudo tem uma razão, um objetivo, uma finalidade.



2. A EVOLUÇÃO DO ESPÍRITO - O PRINCÍPIO INTELIGENTE

Podemos entender os espíritos como uma vertente da evolução, desde sua essência mais primária, a Mônada de Leibniz, que, por espetacular analogia, assemelha-se a uma semente a guardar em si todo o potencial da árvore e do fruto.

Esta evolução, sim, agrega complexidade a cada estágio nos variados reinos da Natureza, desde os Vírus e Bactérias, evoluindo sempre adquire entre os dromatérios e anfitérios os rudimentos das reações psicológicas superiores, depois, incorporando as conquistas do instinto e da inteligência aporta entre os mamíferos de grande porte, e daí alcançar os antropoides. Enfim, num grande salto evolutivo, se destacam entre as variadas famílias de hominídeos, até alcançar o H. Sapiens.

O PERISPÍRITO: Iniciando nos estudos do Espiritismo, um dos seus pontos mais importantes está na compreensão das propriedades que envolvem a relação, Corpo, Espírito, Perispírito. Este é o ponto em que todas as Teologias se confundem num emaranhado de definições e conceitos, mas que nada explicam.

Falta-lhes o elemento essencial, o Perispírito. É onde a alma e o corpo se entrelaçam através de estruturas sutilíssimas, para iniciar sua eterna viagem atendendo ao divino propósito da perfeição.

Portanto, o Perispírito é um corpo sutil que reveste o Espírito, enquanto se justapõe ao corpo físico, célula a célula, e em tudo semelhante a este corpo físico. Mas, na verdade, é o corpo físico que se assemelha, em minúcias, ao perispírito; este sim, o molde.

(fim da primeira parte)

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