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JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA
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Estórias de pescador, declarações e retratações, e rombo nas contas
Por: JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA

Devo não nego, pago quando puder?

As notícias internacionais estamparam a decisão dos Estados Unidos agir no Oriente Médio por causa da morte de alguns soldados americanos que se encontravam na região. Se isso é um sinal de que a guerra que ocorre entre israelenses e palestinos, com foco na Faixa de Gaza, pode estar perto do fim, a maioria acredita que ainda teremos vários capítulos antes dessa história se encerrar. Afinal a morte de prisioneiros, de lado a lado, não é nenhuma surpresa para quem acompanha a pendenga da ocupação e expulsão das pessoas nesse território muito explosivo.
Mas o foco da mídia nacional está voltado para a busca e apreensão na casa de veraneio do vereador Carlos Bolsonaro, filho do ex-presidente da República Jair Bolsonaro, autorizada pelo STF após denúncias que ele seria o responsável pelas espionagens ilegais de inimigos políticos, críticos e pessoas que eram consideradas inimigas da gestão do então presidente. Essa atividade logo ficou conhecida como ABIN paralela, por ser comparada com o serviço de inteligência oficial para um municiar o chefe do Executivo sobre assuntos que envolvem a segurança nacional.
O episódio sobre a busca e apreensão gerou especulações para todos os gostos, como sempre que um assunto considerado escandaloso envolve uma autoridade, mas a veia humorística do brasileiro não perde a oportunidade para fazer uma boa piada. Daí que as declarações do advogado da família, justificando que a Polícia Federal não encontrou ninguém na casa porque todos saíram às 5 da manhã para pescar, numa lancha da família, gerou muitos comentários. Assim como o sinal do celular e a ausência de um dos filhos na volta para a casa.
Entre os que acreditam que tudo não passa de uma perseguição política e os que querem uma punição sem anistia, fica a Justiça imparcial, aquela que dá a todos o direito a ampla defesa. O ex-presidente disse que estava num local onde não recebia ligação, mas logo depois falou que o seu advogado o avisou sobre a busca na tal casa de praia. Agora, o tal jet ski usado pelo filho que não voltou precisa ser localizado, se é que ele existe. A ausência de equipamentos de pesca, iscas e outros complementos deu motivos para as piadas bombarem nas redes sociais.
No nosso meio político, além das rusgas pessoais, o fanatismo está acima de qualquer racionalidade. Portanto, as declarações do presidente do PL Waldemar da Costa Neto, o partido do ex-presidente Bolsonaro, elogiando a popularidade do presidente Lula, atingiram o Mito com mais intensidade que as notícias sobre a busca e apreensão. Rapidamente o chefe do PL se retratou publicamente tentando reverter a insatisfação do Mito. Soube-se que ele proibiu os seus aliados políticos de elogiarem publicamente o presidente Lula, defendendo a tolerância zero.
Um assunto que desviou os holofotes da mídia sobre a busca a apreensão por causa da ABIN paralela, foi o rombo de R$ 230,5 bilhões anunciado no primeiro ano do governo Lula. Os críticos e opositores se deliciaram com a notícia, mas logo caíram na realidade após a explicação do ministro da Economia Fernando Haddad. O pagamento de precatórias, no valor de R$ 92,4 bilhões, adiadas pela gestão anterior. Para evitar um aumento nessa dívida, o governo obteve um crédito extra. A União também compensou as perdas de ICMS dos estados com R$ 14,8 bilhões.
Quem vive num mundo paralelo, se limitando a criticar, nunca vai aceitar uma medida necessária, principalmente quando envolver o pagamento de contas públicas. A população sabe que a isenção provisória do ICMS dos combustíveis tinha fins eleitoreiros. Da mesma forma que o calote nos precatórios era para mostrar um superávit nas contas. Agora que a conta chegou, e não dá para ficar rolando a dívida por causa dos juros altos impostos pelo Banco Central, tornou-se muito cômodo responsabilizar o atual governo. O estranho é ignorar porque isso aconteceu.
Infelizmente a má vontade contra o atual governo é visível por parte da grande mídia. Os anúncios de investimentos de grandes empresas no Brasil como General Motors, Coca-Cola, BYD e Volkswagen, além dos comentários otimistas de líderes de multinacionais importantes, não ganham visibilidade. Percebe-se a decepção de alguns jornalistas quando ouvem elogios dos entrevistados sobre a política do atual governo para atrair investimentos. Ouviu-se até governador reeleito, mas inadimplente com a União, criticando a gestão das contas públicas do país. Então...

J R Ichihara
03/02/2024

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