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JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA
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Todos de olho nas eleições municipais?
Por: JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA

O mundo pode ser particular, mas a gestão é pública

A semana em andamento revela uma mudança de comportamento entre prefeitos e governadores da oposição ao governo Lula, nos maiores colégios eleitorais do país como Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo. Quem acompanha o meio político brasileiro sabe que os governadores desses estados foram eleitos sob a bandeira bolsonarista, assim como muitos dos seus prefeitos. Por isso, o diálogo desses chefes do Executivo com o Planalto Central desagradou os opositores radicais, chegando ao ponto de serem considerados como uns traidores ideológicos.
Certamente quem ouviu o discurso do prefeito do Rio de Janeiro, valorizando o pacto federativo, assim como do govenador de São Paulo, fazendo elogios ao espírito republicano do atual presidente da República, pode entender uma parte dos gestos. Afinal, depois que as urnas apontam os vencedores, o país continua sendo único. Não existe um estado da oposição ou cidade governada por um opositor ao governo federal. Claro que já vimos isso acontecer recentemente, mas o resultado negativo disso ficou comprovado. Portanto, valeu a pena o amadurecimento.
O que poderia ser considerado uma traição de um governador ou prefeito ao se aproximar do governo federal para conseguir negociações nas dívidas ou nos empréstimos do Planalto? Por que alguns cidadãos são contra isso, mas reclamam da falta de investimentos no seu estado ou na sua cidade? As consequências das chuvas, estiagem e outros desastres naturais só podem ser mitigadas com obras visando a prevenção. Daí que os que querem tudo nas mãos da iniciativa privada esquecem disso, mas cobram todas as providências do Poder Público. Como mudar isso?
Mas enquanto o presidente do Congresso Rodrigo Pacheco também procura diálogo com o presidente Lula, o presidente da Câmara dos Deputados Arthur Lira adotou um tom de ameaça, por causa do corte de R$ 5 bilhões na isenção do setor de eventos. O ligeiro desentendimento gerou declarações do deputado e do ministro da Economia, sendo que este disse que se o problema era essa diferença, estava resolvido. Em política, especialmente no regime Democrático, as divergências sempre existirão, mas devem ser resolvidas com um bom diálogo e civilidade.
Seria ingenuidade achar que as costuras e os movimentos de bastidores estão descolados das eleições para prefeitos neste ano. Por isso, alguns nomes surgem na composição das chapas às vezes, para avaliar o impacto dessa indicação. Então se ouve que o líder da Câmara de Vereadores de São Paulo Milton Leite se ofereceu para ser o vice na chapa do prefeito Ricardo Nunes que concorre à reeleição. Mas a filiação de ex-prefeita de São Paulo Martha Suplicy no PT já foi confirmada pela mídia na última sexta-feira (02/02/24), para ser a vice de Guilherme Boulos.
Por uns momentos, as críticas sobre o desastre econômico que nos aguarda pelo endividamento do país, saiu do foco dos holofotes. Nem as notícias específicas sobre os números da economia reduzem a má vontade contra o governo Lula. Viu-se que as vendas nos shoppings cresceram 1,5% em 2023, em relação ao ano anterior, atingindo o maior valor da história, R$194,7 bilhões. Soma-se a isso, a queda do desemprego e da inflação, assim como da cesta básica, que poderiam comprovar que estamos melhorando, mas pouco significam para os opositores.
Um assunto que não pode ser ignorado é a ameaça da dengue nos estados do RJ, SP e MG. O Ministério da Saúde realiza campanha educativa sobre a prevenção, e informa que a vacina será distribuída conforme a incidência. A mídia divulga os casos confirmados e as vítimas fatais na internet e nos telejornais. Uma postagem do G1 do Globo, datado de 6/2/24, informa que passam de 360 mil os prováveis infectados, considerado de alta incidência. O portal Terra de hoje (7/2/24) informa que ao menos 40 pessoas morreram, desde o início do ano, em todo o país.
Qual ameaça preocupa mais o brasileiro? A vontade do Legislativo mandar no orçamento anual? O comportamento da oposição nas questões importantes? A Segurança Pública? Os atalhos que nos levarão à Cuba, à Venezuela e à Argentina, por causa da política econômica deste governo? As investigações da Polícia Federal sobre os envolvidos nos escândalos de corrupção e nos atos antidemocráticos? O endividamento nacional? Se algo está sendo feito fora das 4 linhas da nossa Constituição Federal, há muita preocupação. Mas se nada disso está acontecendo...

J R Ichihara
07/02/2024

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