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Artigo
 
Uma viagem ao eu
Por: Mario Junges

Como uma paródia da vida em sociedade, o Big Brother vem atraindo a atenção de grande parte da população que se encanta ao observar e, principalmente, com o poder de decidir sobre o destino dos que estão na casa confinados. Contudo, ainda que muitas vezes não seja percebido, nem discutido dessa forma, o BBB traz a tona uma das necessidades básicas de todo ser humano: a de aprovação.
Chegar ao final do programa e receber certa quantia em dinheiro, ainda que possa parecer o premio máximo, esconde por traz o prazer e o poder de ter sido aceito pelo Outro como um modelo aprovado. É receber a carta que coloca o sujeito como sendo o predileto em relação aos seus competidores.
Desde que nascemos buscamos este sentimento de aceitação. Começamos essa procura dentro do olhar materno e mais tarde, acabamos reverenciando o olhar que a sociedade nos volta, ainda que ele venha representar o olhar inicial. Esse tipo de movimento é claramente verificado “dentro da casa”, no momento em que os participantes começam a perceber, para quem o olhar de aprovação vindo de fora está voltado. Então, o reconhecimento que era conseguido através de certo companheirismo e discutível amizade, acaba perdendo seu valor quando da percepção de que, as características que antes eram vistas como necessárias encontram-se longe do modelo requerido pelo público, que aqui representa o olhar do social.
Talvez por este motivo este programa cause repulsa em alguns casos. Encontrar conteúdos nossos, em sujeitos que estão trancafiados em uma casa, cercados por mordomias e com a garantia de um bom premio ao final, não é nada fácil e até invasivo. É deparar-se com questões do nosso Eu mais profundo, é perceber (mesmo sem perceber), que na maior das diversidades, somos todos seres psicossociais e que, assim como coloca Castoriadis, não possuímos condições de “ser” sem o outro, e poderíamos acrescentar, sem a sua aprovação.

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