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Crônica
 
Morosidade do tempo
Por: Alexandre Misturini

Na segunda feira, o tempo parece que não passa, e não passa mesmo. Acordo, e são 7:00 horas. Tomo banho, café da manhã, ligo o carro, dirijo-me ao trabalho, me estresso no trânsito, e são apenas 7:45. Chegando ao trabalho, cumprimento os colegas, os bem-humorados é claro, subo escadas, abro janelas para arejar o ambiente, e ainda são 08:05. O chefe já vem bufando em minha direção, atribuindo-me afazeres os quais sei que irão me irritar, e muito, no decorrer do período. Pilhas de relatórios, telefonemas para fazer, fax para enviar. Lá fora o sol ilumina de uma forma esplêndida o dia, e ainda são 10:00. Entre fios telefônicos e o estalar das teclas do computador, é meio, dia, ufa! Hora do almoço e lá vamos novamente para casa. Ia me esquecendo: mais uns vinte minutos de estresse no trânsito. Em casa, aquele cheirinho apetitoso da comida faz meu estômago parar de roncar. Coloco meu maxilar a trabalhar de forma rápida e repetitiva por alguns minutos. Satisfação, prazer, saciedade, hummm.... Minutos que duram pouco. Higiene bucal acelerada, estou atrasado preciso voltar ao estresse do trânsito, para chegar ao trabalho no ritmo dos relatórios. Tudo começa a me irritar novamente, pontualmente às 13:30. Entre conversas paralelas no corredor, e repetir dezena de vezes algumas informações ao telefone, já é a hora do café reanimador de zumbis às 16:30. Sempre temos um colega inspirado contando uma anedota, ou falando mal do nosso time, mas mesmo assim, neste momento, o tempo já parece ser um pouco mais rápido e menos torturador. É chegada a hora da redenção, 17:30, fim do expediente, longos e rápidos passos em direção à saída. Agora sou o senhor de mim, do tempo, que me resta a aproveitar. Fico um tanto atônito... Não sei mais o que fazer, pois estou cansado preciso descansar, relaxar. Não importa, agora tenho todo tempo do mundo para mim, as poucas horas do dia que sobraram se tornam prazerosas e propícias ao ócio e aos bons pensamentos. Opa! Hora de dormir, parei de contar o tempo e ele passou!






ACESSE:

http://alexandremisturini.blogspot.com

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