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Maria Carmem Gomes de Oliveira
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O rei e seu palácio
Por: Maria Carmem Gomes de Oliveira

O rei e o seu palácio

Conta à estória que num reino muito distante havia um príncipe, muito orgulhoso da herança que seu pai (leia-se povo) havia deixado. Ele fora treinado para administrar sem deixar dúvidas de sua competência e da sua irrefutável moral. Entretanto, como em todos os tronos sempre há uma esfinge a ser revelada, também nesse, não por acaso, havia uma querela a ser resolvida, um obstáculo a ser removido.
O palácio herdado estava situado num feudo muito rico, vizinho e parceiro de outros reinos também ricos e faustos, porém, pelo abandono do reinado anterior, reflexo de outras finalidades que haviam destinado a esse palácio; quase não se via a sua imponente construção. E para piorar a situação, no seu entorno edificações precárias pipocavam a cada dia, colocando em risco a segurança dos futuros nobres moradores.
O desafio estava posto, o príncipe só herdaria o palácio se conseguisse retirar os invasores das terras onde o seu palácio estava situado. Após anos de luta, sem glória, sem paz ou sossego, o seu pior inimigo cai inerte, o rei fizera uso da força da caneta, que nessa situação foi maior que da luta armada, o príncipe mais sábio que o pai, digo, que o povo, consegue numa bela manhã de segunda-feira retirar os intrusos das terras públicas, ou particulares? Ficará apenas o amigo do rei, próximo ao palácio nas terras do feudo, um popular, um trabalhador, um legítimo representante do povo se manterá pelo suor do seu rosto, o fotografo.
E assim, o príncipe refaz o seu palácio, agora mais suntuoso, inclusive para se livrar de possíveis intrusos, ou quem sabe inimigos coloca uma ponte inclinada, ficará mais belo e imponente a entrada do palácio, alguns guardiões bem posicionados também ficarão por ali, afinal nada poderá importuná-lo, virtualmente os seus súditos lhes tem acesso.
Que mais querem? Era sempre possível vê-lo nas festas, e desta feita faremos todas e agora “maior e melhor”: Carnaval; Semana Santa e também o São João.
O seu reino era lindo ele fazia questão de estivesse sempre florido, portanto tratou logo de contratar o melhor jardineiro da corte, ele tão logo chegou e se agraciou da cidade, porém, era muito quente, precisávamos colocar árvores e flores, custe o que custar à beleza da cidade acima de tudo, seu reino jamais sucumbirá por carência de plástica. Teremos as mais belas praças e jardins dessas redondezas afinal estamos num novo século o do “meio-ambiente”. Apenas o “meio” precisar ser conservado, colocaremos grades para o povo não sujar ou estragar, é apenas pra “inglês vê”, teremos que garantir que a corte nos visite e nos admire pela capacidade de limpeza e organização da maquiagem do feudo...

Mª Carmem – Socióloga/ Juazeirense

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