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Poesia
 
Felicidade em anzóis
Por: Ediney Santana



Felicidade em anzóis

Meu amor vive na
minha
fúria, meu amor é
uma semente
ruim que perturba
minha paz.
Olha, meu amor é
do mundo a vida
vadia que levo...
meu amor é profundamente
tudo de mim.
Olha, sem o meu amor
Afogo-me em face esquecida
de uma paixão qualquer.




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Lua, lua flor de mim


Copo que sou em balcões famintos
de rins e pus.
Elegante decadência.
Ferve abrigo,
Santa agonia nos braços da delinqüência

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Flor do medo

Você flor sem medo,
espinhos, flor desse
Palácio arruinado que sou.
Me abro flor,
me abro abraços sem paz.

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Diga sim, diga não

Sou só sexo e trovões,
cama
deitada na espinha minha
que me quebra
outros sentimentos, só
favela de mim e do tempo...

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Francisco “Chico”

Sem pai, sem mãe, morreu como se
nunca tivesse
vivido, sepultado em si foi sombreando
pela vida,
caiu, profundamente em sono
quando sabia de se
já era cinza, retalho sem fim.

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Seu Diva

Delicadeza, não longe nas
coisas do mundo
Se é feliz
quanto menos se tem razões,
pai dos pobre como
ele, coração
profundamente
encantador, morreu doce, rindo e doce.


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Norato


Das cachaças do mundo fez seu riso
trepido
como um vassalo.
Nada de elegante,
nada de profundidades,
afogado em si,
era um homem exato, gentileza em
sue templo de timidez
mergulha-se na busca, para sempre
perdido ao riso oculto.


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Diga a mim se não

Um dia desses pulei
na boca de um tigre
cantei ciranda cirandinha,
fomos todos viajar
quando a dona
da noite soube do tigre
e da ciranda
cirandinha rabiscou caxumba em meu
nariz peludo.

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Cora Coralina e o Saco de Açúcar

Nenê roubou o saco de
açúcar e no lugar colocou
sal,
a velha doceira,
feliz da vida...
não ficou zangada,
fez um poema como maçã do amor


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Delírios no dias de chuva


Visto saias e mergulho no mundo
Rio de pedra nos dentes,
Pedras novas com homens de saias
no oriente.
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Reviva a vida

Deus, deus , deus , deus ,deus
nada mais me tira
o sono do que ser ateu.



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Olha o trem

Papai trabalhava na ferrovia
eu achava
bonito o trem. Papai nuca
foi papai,
foi painho.

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Deixa só a paz ir embora

Na guerra meu amor,
na
guerra é a alegria do mundo
na guerra
meu bem é a paz do mundo,
na guerra minha querida
é que os corações se amam...
na guerra meu
amor é que eu desamor.
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Silêncio, criança nascendo

O mundo em pânico,
mais
uma criança vai nascer,
será um tamanduá ?
ou um gilete na vida?


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Tenho medo

Encontrei um bebezinho no
parque
sai correndo...Podia despertar
e me dá um Bum!!!!!!




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Alegria os não vencidos

o poder não se curva, o poder
nos faz
câncer e espinha
debaixo das unhas
não tenho amigos
poderosos, tenho
amigas deliciosamente
poderosas.


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Vendo e não crendo

Não creio em nada
que vejo e duvido do que
não seja de mim
rastro para mim,
saliva da minha saliva, ódio do
meu ódio,
prisão dos meus crimes.

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Angelina a tal

Traiu o marido com Euflavia
pariu dois
rinocerontes
um em cada par de tênis.

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Onde a vida me fere a fogo


Ferido, não procuro abrigo
morro ao relento
de ti, ferido só um lugar me
obrigo,
um fogo , castigo amigos,
inimigos são elegantes
na fúria do ri.



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Fogo


O que me rasga e devora
ferradura
em casca de gente sem coração
gente sem coração
é casca, gente feito aço na paz
dos outros.




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Minha Casa

O gato... Ele fareja minha pele
tenho medo
do mistério, ele quer minha
gravura, meu silêncio
o gato rosnar para o prazer

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Pesadelo

Em seu colo um
vampiro suga gotas de sêmen
tudo a volta
fica em gelo e
galhos tristes. Lepra é o que tens
nas mãos,
há muito o coração
foi ranço, agora não sou nada
além que mosquito em
garganta em flor.
Todas as mortes
Ela sangra seus
últimos momentos de luz... Como
fragrância de um
verme,bebo tua vida.
Dois gigantes
mergulham em horizonte negro amor,
ferida nesta alma
cândida, morte meu amor,
dois homens contaminaram minha
cama, duas muralhas
desabam em flor e força
Meninos da Rua Direita não sabem
da beleza fria da vida.
Sexo em carnaval de miseráveis
sou limbo
profundamente humano.
Toma teu sangue
Enquanto vampiros
nos fazem graça
matemos o
santo que há
no mundo,
o abraço de sempre torturas
palácios erguidos
em meu corpo
sem paz, vem
tempestades e luxarias
devora-me o olho direito
e eu te louvo ao pus do mundo.


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A FLOR DO QUERE

O que for mágica é
o que nos fere de morte
pó em vidro que
nos corta alma e fuzila
a criança que nos habita.
Ser o que nos reina
Favorecido amigo do
peito nu. Há abrigos
nesta tempestade em que todos
os homens se ferem.
Carnaval, sertões, mendigos
, missa no domingo.
A praça deserta
Uma mulher que nos
liberta a senzala da
América somos nós.
Flor que revela-se em
aço e baunilha
Todo o crime é o meu ser,
minha pálida alegria neste
carnaval de sombras
lixo e beleza.
Morre o filme
fa-se o homem amigo de outros homens.
Há mil tumores dentro de mim
Abelhas no meu sangue ruim,
tenho medo e
Pavor, rios e
correntezas, urubus e
Sutilezas, beijo você
, beijo todos os anjos tortos
que a noite invadem o meu sexo perverso
Abutres do mundo não sangrem
Minha alma pó em vidro.
Raio e tempestade nas minhas alucinações
Mato uma criança, fuzilo os pés
do cavalo anjo torto de mim.

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MARIA,MARIA

Vem cá minha perdição
Vare
longe tudo que de mim
é só tristeza.


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LIBERDADE

Se for necessário peguemos
os canhões e matemos
os monstro do palácio
central.
Morte os generais com
seus abutres sangra mundos.
Olho para o longe
Não há sede de sangue,
mas se preciso for. Matemos
os facínoras e sobre os seus corpos
Plantemos rosas, rosas a
liberdade, rosas aos sertões
do mundo.
Nossa luta não é por poder
é pela destruição do poder,
essa ordem que aí estar não
faz coro em nosso carnaval,
não existe ordem se
não haver liberdade.
Gritemos ao mundo.
Liberdade!!!Liberdade!!!! Liberdade!!!
Para a palestina,
para o oriente médio,
Para todo o mundo.
Juventude da América
é chegada a nossa hora
um novo levante
em que o sonho se faz
sempre presente.
A mão que faz um
poema é a mesma que
Empunha armas
contra a
canalha do mundo.
Rosas da liberdade,
O gênero humano
é superior as nossas dores,
Nossas vidas pela
vida do gênero humano.
Tenho em mim mil ódios
ódios contra os
abutres do mundo!!!
O que temos de melhor é a nossa organização.
Gritem nas ruas
nossos hinos de
Liberdade, nos
bairros, nas favelas, nas roças, nos
nossos corações.
Liberdade !!!!! Liberdade!!!!!
Liberdade!!!!!!
Vamos companheiros ,
vamos juntos, não há o que
Temer. Venha com a gente nesta
caminha de luta e
ternura, de não temos nada a temer
em nossas mãos a construção de um novo mundo.


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JARDIM DA INFÂNCIA

Brinco com um filho
que só existe
no segredo
que tenho
escondido no sótão.
É uma criança linda
Fez ele mi
l brincadeiras, faz ele
o meu dia ser
completo de sonhos e cores.
Meu filho, o filho que
não na

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Raiava!!!!

Há no esgoto de mim
tudo de limpo
que o mundo rejeitou.
Sombras de um eterno
dia entre aspas.
Tudo é sub-urbano
como mulheres na
central do Brasil
vorazes pelas migalhas
dos imundos do
templos. Desvirgino
o teu sagrado e estúpido
ser holocausto.
Eu como canibal
vou trepidando
agulhas nas asas
mesquinhas de quem amo.

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Bebo ao ser que vem

A você que vem eu
saúdo com mil canhões.
Armas solidárias
do amanhã feito sobre
a covardia do hoje.
Saúdo-te mulher
de todos os
Úteros verminosos.
Teu filho serás bandido
santo, morte e
vida para minhas
mais sensatas
loucuras.eu como
ser feliz desse ninho
deito no teu colo paraíso do mundo.



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Alegria

Vem dançar comigo,
linda senhora do dia feliz
qual paraíso em que
abita o senhor da
noite que não finda,
senhora tão linda como
os anéis de um soberano sem paz.
Vem comigo ao parque
que sou inimigo do rei
meu exército devora
fetos reais
não tenha medo, enquanto eu te amar
vida vais ter, senhora!

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A Morte de Ana Lú

Foi ontem em 1874 que ela saiu,
o dragão do bem
devorou suas viceras.
Ela morta, bela ria para mim.
Levei-a
Até o meu quarto, fiz festa
sobre o tempo de morte
em que ela vivia. Acordou
não reconheceu nada além do
que um dos seus seios
em minhas mãos de poeira e
alecrim, rio-se o medo.
Foi ontem que Deus
fez sobre mim seu maldito
juramento:
tudo que amas serás de mim
teu inferno entre os mortos
e os quase vivos.
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Felicidade

Câncer, política, crime
A cor amarela
dos rins da menina louca.
Pus e ácido.
Mãe e pai, pai morto e açúcar,
sangue ruim.
Houve uma tempestade,
raio de sol e
um dia de primavera.
Dor de cabeça, gonorréia,
Ácido na língua
Traição e pus no olho direito.
Sexo e não sexo, árvore.
Tamanduá, cachaça,
Reza de Gil Mario, a certeza de
Que sou sozinho,
a certeza de que não sou exato,
pau, pedra e sertões na
alma cansada, rios em fogo.

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Os seios de Maria Li

Eram a flor do mundo aqueles seios
decadentes.
Não havia leite,
apenas prisão e jardins.
Jardins habitados
por serpentes e
velhos piratas.
Voraz eram aqueles
seios - línguas e orquídeas.
O mundo foi sugado por ele.
Pariram-se abutres e bolos de cereja,
Fiz pipocas e cálice de
sangue de um antigo amor.

Am(or)

Voamos ao mais profundo silêncio.
Voamos
nas releituras de antigos cadáveres.
Mortos em amor.
Fuzilados na paz de um grande amor.

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Risos

Invado tua vida
com meu riso raso
te devoro
tuas entranhas,
gozo e labirintos,
paixão a nos curar
em doces lápides
teu universo é o
fragmento meu.
Ela tem varizes
pequenas; teu sim
foi o teu sepultamento.
Rio, rio santo de paixões criminosas.


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Face crua
I
Não sei de tristeza ou medos,
vândalo apenas
de mim, cáustico e imperador
dos meus males.
II
Essas feridas são minhas, como
são tuas as paixões
ferventes no suor a ferir-te
beijos quentes na
flora língua do mal, nada de veneno
imperador, fuzila-me
os sentidos.
III
Abraço-te vagarosamente
como uma cobra, vou te roubando o ar
teu mais secreto paraíso.
IV
Senhor da noite, bela noite, da mais pura
amizade ao singelo momento
de dizermos sim, sim a tudo que for chama
silêncio e labirinto.

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Tempestades


Eu mergulhado na fauna flora
desenvolvo
paixões, senhor
qual pureza me
eleva a alma.
Santificada seja
meu amor e minha
amizade, tempo,tempo
não me diga se
somos amigos.
Envelhece comigo
nas tempestades
da vida, são rugas
esses risos de tu meu nobre amigo.

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Marina Silva

Voz,voz coragem, voz amiga
dos povos os
quais nos
fizemos, voz forte como
um trovão.
Tão bonita e frágil a
Senhora da floresta.
Tem olhares para o futuro
no entanto nunca deixa-se
perder o presente
Senhora tu me comoves ,
como o peito á
uma criança faminta.


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Lembro de nós

De nós tempos finitos, como crianças
sem medo
labirintos, vozes mergulhadas
no passado
paraíso desconstruindo
Essa nossa romaria,talvez
tenha piedade
Nossa senhora do milagre
não me deixa de nós apenas
as lembranças
em alguns rascunho
do sentido, voz amiga,
ranhuras entre rabiscos
minha vida é forte como
um cristal vento derretido,
eu nunca
me deixo nas mãos do aflito.


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Analfabeto


Leio as estrelas,como
quem come
carne de sertão ao sol
pelas trilhas dessas matas me
vai eu perambulando
arrisco-me senzala e palha casa
para a certeza
dos cantores na alegria da tarde
minha vida suavizar.
Generais posto ao meu redor,são
meus continentes,
lavoura por pedra flor e gilete.
não por si, tudo de mim
florido caminho do sendo para sempre
riso, riso canibal da pátria favelada.


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Tenho sorte

Versos pedras em papel,
escrevo com a alegria
sobrevivente
meu caminho é purificação,
ácido esmaltado.
O único caminho é: amar
a mim mesmo
como quem
nunca amou outro
alguém. Quem
disse
que há amor
maior do que por
si mesmo é
um profundo
tolo, amar amar
eu no profundo
de mim, rito amigo de mim.



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Beijos, beijos


Caiu fosso ardente
primavera
selvagem, dias de paz
eu nos braços
do amor o qual de
mim me salvou.



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Silêncio e paz

Madrugada, vejo a velha noite
a rua
dorme comigo e sigo em paz.
Indiferente
aos gemidos de um conhecido,
alimento
com fome a
paixão sentida
desse amargar cidreira – nuvem branca.

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Paraíso sem mim

Fogo, brisa , gelo
. Morto alguém me
convida
à festa. Alucinação
sem cores
breve cigarras
morrem mudas ao bicho facínora
do tempo.
Um besouro lambe
minha perna.
Castigo,castigo,doce de
goiabada frita dedos triturados
Hora da festa à noite
Cinderelas servidas em óleo
bacalhau e sorvete.



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Ciranda cirandinha


De desejo paz, paz como formigueiros
esmagados
na piedade dos jardins
, te desejo
silêncio, silêncio
como os velados túmulos
nas catedrais.
De desejo amor
como os dos suicidas
de Manuel Bandeira
Te desejo orgasmo
como os das mulheres
e seus maridos
famintos de si.
De desejo longa vida, como os
palestinos assassinados
pela covardia
interesseira do mundo.




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Caminho

Mordo-me na masturbação
estúpida
do dia dia, maculas
em orbita
nos olhares
não percebidos pela essência
do livremente
crucificado em sagrada orgia.

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Velório


O brasil, sempre um velório
Interminável .
O bem nasce
com cara de feto citrotec.





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Algodão

Longe do chão paraíso
ardido (mel)
me abrigo na sala de estar-se
no mundo.


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Coração

Voa longe
dentro longe
tudo que
é febre, convulsão
tem em si
os desenganos
da carne
a nos arder
em falso
paraíso.


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Festa-circo


Carnaval na bahia ( monstros horrendos )
sitiados
na alegria cadáver.


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Noite

Seduziu-me o coração
olhos
tristes da noite sublime
nos teus
braços meu
confortável
abrigo. Dai-me
sempre o teu
perfume,
embala-me
no teu sono
tranqüilo
dos vorazes
monstros
do dia, me protege.


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Tiranias

Celebramos nossas vidas na paz
que temos,
única paz das nossas
razões, paz do
nosso tempo.
Nossa salvação, nosso
espírito livre,
recriamos a paz
na luta, na morte ao mal
não há mal soberano
lutemos camaradas,
pelo fim da
tirania, lutemos pela
razão do amor
incondicional.
Lutemos ao paraíso.
Armas para sermos livre, poesia
para guerra e guerra
para a poesia,
não tenha medo
há um lugar aqui, no
nosso agora nos
fortalecemos
lutemos meu amigos
pouco importa o sonho que
acabou, a utopia é vencer
o agora, sempre...sempre.


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Camponeses

Terra para homens
e mulheres livres.
Gritemos
as bestas devoradoras de terra:
Na terra quente tua
alma miserável
vamos sepultar!!!
Gritamos porque somos
forte em nossa voz
e ritos de
amor, amemo-nos ...
no amor de nós mesmos a
nossa maior
luta. Camaradas!!! Fogo ao mundo





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Igualdades tende nós

Amo você porque não é igual a mim
te quero
porque não me
reconheço em ti,
Me alegro
quando olho você,
tua pele branca e
a minha de muitas cores,
teu cabelo curto e
o meu levado
pelo vento, tua paixão
excêntrica pelos deuses
da natureza
e o meu sagrado ateísmo.
Te amo assim porque é dos contrários,
porque é o meu
avesso, meu amor por ti
é das noites, você
da luz alegre do dia.



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Chocolate


Vem enquanto meu coração
sente
tuas certezas
vem enquanto os
cães da noite
não invadem
nossa casa...
Vem soldado
mastiga o ventre da
senhora de muitos filhos, me
renasce em teu medo,
me agradece em tua paz.
Do céu
um labirinto amigo, da alma
feita em pedra do vento a leveza de deus.




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Medo de luz

Sou um vale arcaico
seresteiro
feito em cadeias
canto para a serpente
o silêncio das
amêndoas...Teu filho
me fere de
nascimentos, livre
ao paraíso incendeio
todos os teus
frutos em pecados.

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Livros, Livros

Feito para luta a construção
dessas
senhoras se fortalece
ao crepúsculo sem fim.

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“Todo Menino é um Rei”

“Todo menino é um rei “
eu também
desejei ser rei, mas em minha
infância fui
vassalo de rainha e rei.


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Felicidade em anzóis


Pesco minha raiva na alegria do mundo
enquanto dragões
me fervem a língua,
eu me evaporo
nos braços de um tempo
terrivelmente singular.
Tempo, tempo entrego meu copo
ao teu escopo bendito.
Sejamos bravos enquanto da lua
Poderoso eu, rasgo o último
signo. Sequei o mar na
minha sensível
vocação para o crime
Levo para meus abismos a estrela mais
bonita e desvirgino o homem
mais frio dessa facção sem reis.
Vem sereias
trazem de ti o quanto
de mim é fogo- fúria.
Deite-me entre escorpiões
no vale das borboletas,
castigos a ferro
santo, diga ao tempo
que eu o venci.
Sentado ao lado dessa janela
vejo todos os
viventes nus, nus em paz, a nudez
revela o vazio aborrecido
a gentileza como formas sempre
infelizes de um recomeço
perfeito,singelo. Horas
do teu amor
sufoca-te as lembranças esvazia
meu amargo desejo
ao que de mim é parte simétrica
escrevo um poema e
ofereço a minha mãe, todas as mães
são infelizes porque
parem monstros, monstros azuis como
as nuvens em dia de
primavera e sangue nos olhos.

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Ela, doente

Me deu seu sexo, sangrou,
sangra
há um certo medo no olhar.
Eu faminto
desejo seu corpo que sangra.


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Piedade


Não sou bom. Sou o diabo em pessoa,
carrasco
feito satanás a tentar
o amante de
Madalena,
Sou tão frio quanto
um médico nazista
tão perfeito quanto
um engenheiro judeu desenhando armas
para caírem na cabeça
dos palestinos e sues fantásticos
corações bombas.
Tão educado quanto o homem da resenha
do meio dia que só fala
do timão, mengão e nada de falar
dos peladeiros do meu imenso quintal de muitas
pátrias.
Sou tão feroz quanto o jornalista do noticiário da
noite que nunca diz: No nordeste
tem ciência e poesia.
Sou tão desgraçado
quanto a menina suicida de
pai e mãe. Meu bem, sou porco canalha e facínora
por isso te escrevo para dizer EU TE AMO!!!!!

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Rio Subaé

Pobre rio. Passei a vida mijando nele
Agora
indo para o próprio velório, me olha,
ri, diz algo que não entendo
e seca,morre com seus
bagres mutantes e sua gente faminta

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Mundo Novo/ Barra


Saudades do não vivido
meninos
nas nascidos, amores
por vim e uma saudadizinha
danada da
velha Erundina e seu
terrível charuto de palha.

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Leve, leve e leve

Acordar de manhã olhar para você
e sentir
saudade de um tempo, tempo
que você
ria, pulava, me achava lindo.
Tempo bom, leituras de vida feita
para dá certo e não deu.

-------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
Para Milton Nascimento

Toque a vida leve
o dia amanhece
e faz de alegre você..
Para sempre
não há vida breve se
faz desse tempo
caminho certo para
em amar você
for tudo de leve nesta
vida amanhecida
eu beijar o oferecido
paz ao tempo meu futuro
nas cantigas dessa vida amiga
eu amo você.

------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
Meu amor

Tem amêndoas na língua
cheira a
flores silvestres
sua voz é doce como
Fernanda Takai
a cantar sambas na antiga
paixão de
afáveis malandros.
Meu amor é
sol, chuva e
paraíso perdido.
Me fere com
suas verdades em pedra
de gelo, cão vadio
olho o meu
amor a chegar
no trem da estação
fantasma, beijos
ao tempo,
figuras fantasmas, meu
amor é veneno e paixão.

-------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
Educação

Brasil brincadeira de criança
tempo
de nunca aprender.
Pacto de
não gestão,
pacto de fome,
gestão...
Educação bolão
de sabão.
Pobre professor,
infeliz aluno, gentil gordos
banhudos do não
pacto de gestão.
Ora essa, menino
cabeção
não decora a lição.
Mestre das teses absurdas,
Um guaraná por
favor? Gordos pactos de
gestão é muita
mão, pacto de não educação.


-------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------


Cocaína e pastel


Foi assim:
subiu na torre da rádio
e virou uma antena,
transmitiu a final
da copa do mundo de cangurus
nova-iorquinos.
Dez anos repetindo a
mesma coisa:
“ não compre batom”
Morreu essa semana,
saiu voando
até no sol seu último
grito fez da terra o sol grita
“ compre batom”

-------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

Nervos em aço

Fim de tarde, o amor
se faz presente
tudo
feito para o amor,
do silêncio
beijo profundo
tenho a calma exata
espero da lua
profana ciranda meu lugar
nos vossos braços a
paz encontrar.


















Todos Direitos reservados ao autor e a Laetitia Editores

Santo Amaro – Recôncavo – Bahia em 04 de junho de 2008/ perto dos dias santos de Santo Antonio e São João.





















Felicidade em anzóis

Na garganta tua saliva em
vinho impuro
Versos fantasmas em canções
infinitas, morra tu
entre o sexo meu, dor
e prazer, loucuras de um
anjo bom em meu
peito faminto de carne e sol




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Ai, aís, ais

(Me) fúria os deuses, me abusa o sexo
me faz ranhuras
na garganta
profunda, me reza um teço
até a tarde eu te amanheço.

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Lua, lua fira de mim


Copo que sou em balcões famintos
de ris e pus.
Sangue na cueca,
mais uma dose, alguém
que me vende,
alguém que me
respira, força
minha não ferve abrigo.

-------------------------------------------------------------
Flor do medo

Você flor sem medo,
espinhos, flor desse
Palácio arruinado que sou.
Me abro flor,
me abro abraços sem paz.

-------------------------------------------------------

Fim de tarde

Caiu à tarde como um Carlitos
Mergulho
febre e te afogo no corpo meu
qual só chama.
































Minha Casa

O gato... Ele fareja minha pele
tenho medo
do mistério, ele quer minha
gravura, meu silêncio
o gato rosnar para o prazer



Pesadelo

Em seu colo um
vampiro suga gotas de sêmen
tudo a volta
fica em gelo e
galhos tristes. Lepra é o que tens
nas mãos,
há muito o coração
foi ranço, agora não sou nada
além que mosquito em
garganta em flor.
Todas as mortes
Ela sangra seus
últimos momentos de luz... Como
fragrância de um
verme,bebo tua vida.
Dois gigantes
mergulham em horizonte negro amor,
ferida nesta alma
cândida, morte meu amor,
dois homens contaminaram minha
cama, duas muralhas
desabam em flor e força
Meninos da Rua Direita não sabem
da beleza fria da vida.
Sexo em carnaval de miseráveis
sou limbo
profundamente humano.
Toma teu sangue
Enquanto vampiros
nos fazem graça
matemos o
santo que há
no mundo,
dia braço de sempre torturas
palácios erguidos
em meu corpo
sem paz, vem
tempestades e luxurias
devora-me o olho direito
e eu te louvo ao pus do mundo.





A FLOR DO QUERE

O que for mágica é
o que nos fere de morte
pó em vidro que
nos corta alma e fuzila
a criança que nos habita.
Ser o que nos reina
Favorecido amigo do
peito nu. Há abrigos
nesta tempestade em que todos
os homens se ferem.
Carnaval, sertões, mendigos
, missa no domingo.
A praça deserta
Uma mulher que nos
liberta a senzala da
América somos nós.
Flor que revela-se em
aço e baunilha
Todo o crime é o meu ser,
minha pálida alegria neste
carnaval de sombras
lixo e beleza.
Morre o filme
fa-se o homem amigo de outros homens.
Há mil tumores dentro de mim
Abelhas no meu sangue ruim,
tenho medo e
Pavor, rios e
correntezas, urubus e
Sutilezas, beijo você
, beijo todos os anjos tortos
que a noite invadem o meu sexo perverso
Abutres do mundo não sangrem
Minha alma pó em vidro.
Raio e tempestade nas minhas alucinações
Mato uma criança, fuzilo os pés
do cavalo anjo torto de mim.

--------------------------------------------------------

MARIA,MARIA

Vem cá minha perdição
Vare
longe tudo que de mim
é só tristeza.




LIBERDADE

Se for necessário peguemos
os canhões e matemos
os monstro do palácio
central.
Morte os generais com
seus abutres sangra mundos.
Olho para o longe
Não há sede de sangue,
mas se preciso for. Matemos
os facínoras e sobre os seus corpos
Plantemos rosas, rosas a
liberdade, rosas aos sertões
do mundo.
Nossa luta não é por poder
é pela destruição do poder,
essa ordem que aí estar não
faz coro em nosso carnaval
, não existe ordem se
não haver liberdade.
Gritemos ao mundo.
Liberdade!!!Liberdade!!!! Liberdade!!!
Para a palestina,
para o oriente médio,
Para todo o mundo.
Juventude da América
é chegada a nossa hora
um novo levante e
m que o sonho se faz
sempre presente.
A mão que faz um
poema é a mesma que
Empunha armas
contra a
canalha do mundo
. Rosas da liberdade,
O gênero humano
é superior as nossas dores,
Nossas vidas pela
vida do gênero humano.
Tenho em mim mil ódios
ódios contra os
abutres do mundo!!!
O que temos de melhor é a nossa organização.
Gritem nas ruas
nossos hinos de
Liberdade, nos
bairros, nas favelas, nas roças, nos
nossos corações.
Liberdade !!!!! Liberdade!!!!!
Liberdade!!!!!!
Vamos companheiros ,
vamos juntos, não há o que
Temer. Venha com a gente nesta
caminha de luta e
ternura, não temos nada a temer
em nossas mãos a construção de um novo mundo.





JARDIM DA INFÂNCIA

Brinco com um filho
que só existe
no segredo
que tenho
escondido no sótão.
É uma criança linda
Fez ele mi
l brincadeiras, faz ele
o meu dia ser
completo de sonhos e cores.
Meu filho, o filho que
não na


sceu. O filho que sempre esteve
Raiava!!!!

Há no esgoto de mim
tudo de limpo
que o mundo rejeitou.
Sombras de um eterno
dia entre aspas.
Tudo é sub-urbano
como mulheres na
central do Brasil
vorazes pelas migalhas
dos imundos do
templos. Desvirgino
o teu sagrado e estúpido
ser holocausto.
Eu como canibal
vou trepidando
agulhas nas asas
mesquinhas de quem amo.


Bebo ao ser que vem

A você que vem eu
saúdo com mil canhões.
Armas solidárias
do amanhã feito sobre
a covardia do hoje.
Saúdo-te mulher
de todos os
Úteros verminosos.
Teu filho serás bandido
santo, morte e
vida para minhas
mais sensatas
loucuras.eu como
ser feliz desse ninho
deito no teu colo paraíso do mundo.





Alegria

Vem dançar comigo,
linda senhora do dia feliz
qual paraíso em que
abita o senhor da
noite que não finda,
senhora tão linda como
os anéis de um soberano sem paz.
Vem comigo ao parque
que sou inimigo do rei
meu exército devora
fetos reais
não tenha medo, enquanto eu te amar
vida vais ter, senhora!




A Morte de Ana Lú

Foi ontem em 1874 que ela saiu,
o dragão do bem
devorou suas viceras.
Ela morta, bela ria para mim.
Levei-a
Até o meu quarto, fiz festa
sobre o tempo de morte
em que ela vivia. Acordou
não reconheceu nada além do
que um dos seus seios
em minhas mãos de poeira e
alecrim, rio-se o medo.
Foi ontem que Deus
fez sobre mim seu maldito
juramento:
tudo que amas serás de mim
teu inferno entre os mortos
e os quase vivos.

Felicidade

Câncer, política, crime
A cor amarela
dos rins da menina louca.
Pus e ácido.
Mãe e pai, pai morto e açúcar,
sangue ruim.
Houve uma tempestade,
raio de sol e
um dia de primavera.
Dor de cabeça, gonorréia,
Ácido na língua
Traição e pus no olho direito.
Sexo e não sexo, árvore.
Tamanduá, cachaça,
Reza de Gil Mario, a certeza de
Que sou sozinho,
a certeza de que não sou exato,
pau, pedra e sertões na
alma cansada, rios em fogo.

Os seios de Maria Li

Eram a flor do mundo aqueles seios
decadentes.
Não havia leite,
apenas prisão e jardins.
Jardins habitados
por serpentes e
velhos piratas.
Voraz eram aqueles
seios - línguas e orquídeas.
O mundo foi sugado por ele.
Pariram-se abutres e bolos de cereja,
Fiz pipocas e cálice de
sangue de um antigo amor.

Am(or)

Voamos ao mais profundo silêncio.
Voamos
nas releituras de antigos cadáveres.
Mortos em amor.
Fuzilados na paz de um grande amor.


Risos


Invado tua vida
com meu riso raso
te devoro
tua entranhas,
gozo e labirintos,
paixão a nos curar
em doces lápides
teu universo é o
fragmento meu.
Ela tem varizes
pequenas; teu sim
foi o teu sepultamento.
Rio, rio santo de paixões criminosas.



Face crua
I
Não sei de tristeza ou medos,
vândalo apenas
de mim, caustico e imperador
dos meus males.
II
Essas feridas são minhas, como
são tuas as paixões
ferventes no suor a ferir-te
beijos quentes na
flora língua do mal, nada de veneno
imperador, fuzila-me
os sentidos.
III
Abraço-te vagarosamente
como uma cobra, vou te roubando o ar
teu mais secreto paraíso.
IV
Senhor da noite, bela noite, da mais pura
amizade ao singelo momento
de dizermos sim, sim a tudo que for chama
silêncio e labirinto.



Tempestades


Eu mergulhado na fauna flora
desenvolvo
paixões, senhor
qual pureza me
eleva a alma.
Santificada seja
meu amor e minha
amizade, tempo,tempo
não me diga se
somos amigos.
Envelhece comigo
nas tempestades
da vida, são rugas
esses risos de tu meu nobre amigo.


Marina Silva

Voz,voz coragem, voz amiga
dos povos os
quais nos
fizemos, voz forte como
um trovão.
Tão bonita e frágil a
Senhora da floresta.
Tem olhares para o futuro
no entanto nunca deixa-se
perder o presente
Senhora tu me comoves ,
como o peito á
uma criança faminta.






Lembro de nós

De nós tempos finitos, como crianças
sem medo
labirintos, vozes mergulhadas
no passado
paraíso desconstruindo
Essa nossa romaria,talvez
tenha piedade
Nossa senhora do milagre
não me deixa de nós apenas
as lembranças
em alguns rascunho
do sentido, voz amiga,
ranhuras entre rabiscos
minha vida é forte como
um cristal vento derretido,
eu nunca
me deixo nas mãos do aflito.




Analfabeto


Leio as estrelas,como
quem come
carne de sertão ao sol
pelas trilhas dessas matas me
vai eu perambulando
arrisco-me senzala e palha casa
para a certeza
dos cantores na alegria da tarde
minha vida suavizar.
Generais posto ao meu redor,são
meus continentes,
lavoura por pedra flor e gilete.
não por si, tudo de mim
florido caminho do sendo para sempre
riso, riso canibal da pátria favelada.




Tenho sorte

Versos pedras em papel,
escrevo com a alegria
sobrevivente
meu caminho é purificação,
ácido esmaltado.
O único caminho é: amar
a mim mesmo
como quem
nunca amou outro
alguém. Quem
disse
que há amor
maior do que por
si mesmo é
um profundo
tolo, amar amar
eu no profundo
de mim, rito amigo de mim.




Beijos, beijos


Caiu fosso ardente
primavera
selvagem, dias de paz
eu nos braços
do amor o qual de
mim me salvou.





Silêncio e paz

Madrugada, vejo a velha noite
a rua
dorme comigo e sigo em paz.
Indiferente
aos gemidos de um conhecido
alimento
com fome a
paixão sentida
desse amargar cidreira – nuvem branca.


Paraíso sem mim

Fogo, brisa , gelo
. Morto alguém me
convida
à festa. Alucinação
sem cores
breve cigarras
morrem mudas ao bicho facínora
do tempo.
Um besouro lambe
minha perna.
Castigo,castigo,doce de
goiabada frita dedos triturados
Hora da festa à noite
Cinderelas servidas em óleo
bacalhau e sorvete.







Ciranda cirandinha


De desejo paz, paz como formigueiros
esmagados
na piedade dos jardins
, te desejo
silêncio, silêncio
como os velados túmulos
nas catedrais.
De desejo amor
como os dos suicidas
de Manuel Bandeira
Te desejo orgasmo
como os das mulheres
e seus maridos
famintos de si.
De desejo longa vida, como os
palestinos assassinados
pela covardia
interesseira do mundo.












Caminho

Mordo-me na masturbação
estúpida
do dia dia, maculas
em orbita
nos olhares
não percebidos pela essência
do livremente
crucificado em sagrada orgia.



Velório


O brasil, sempre um velório
Interminável .
O bem nasce
com cara de feto citrotec.







Algodão

Longe do chão paraíso
ardido (mel)
me abrigo na sala de estar-se
no mundo.



Coração

Voa longe
dentro longe
tudo que
é febre, convulsão
tem em si
os desenganos
da carne
a nos arder
em falso
paraíso.



Festa-circo


Carnaval na bahia ( monstros horrendos )
sitiados
na alegria cadáver.








Noite

Seduziu-me o coração
olhos
tristes da noite sublime
nos teus
braços meu
confortável
abrigo. Dai-me
sempre o teu
perfume,
embala-me
no teu sono
tranqüilo
dos vorazes
monstros
do dia, me protege.




Tiranias

Celebramos nossas vidas na paz
que temos,
única paz das nossas
razões, paz do
nosso tempo.
Nossa salvação, nosso
espírito livre,
recriamos a paz
na luta, na morte ao mal
não há mal soberano
lutemos camaradas,
pelo fim da
tirania, lutemos pela
razão do amor
incondicional.
Lutemos ao paraíso.
Armas para sermos livre, poesia
para guerra e guerra
para a poesia,
não tenha medo
há um lugar aqui, no
nosso agora nos
fortalecemos
lutemos meu amigos
pouco importa o sonho que
acabou, a utopia é vencer
o agora, sempre...sempre.









Camponeses

Terra para homens
e mulheres livres.
Gritemos
as bestas devoradoras de terra:
Na terra quente tua
alma miserável
vamos sepultar!!!
Gritamos porque somos
forte em nossa voz
e ritos de
amor, amemo-nos ...
no amor de nós mesmos a
nossa maior
luta. Camaradas!!! Fogo ao mundo







Igualdades tende nós

Amo você porque não é igual a mim
te quero
porque não me
reconheço em ti,
Me alegro
quando olho você,
tua pele branca e
a minha de muitas cores,
teu cabelo curto e
o meu levado
pelo vento, tua paixão
excêntrica pelos deuses
da natureza
e o meu sagrado ateísmo.
Te amo assim porque é dos contrários,
porque é o meu
avesso, meu amor por ti
é das noites, você
da luz alegre do dia.






















Chocolate


Vem enquanto meu coração
sente
tuas certezas
vem enquanto os
cães da noite
não invadem
nossa casa...
Vem soldado
mastiga o ventre da
senhora de muitos filhos, me
renasce em teu medo,
me agradece em tua paz.
Do céu
um labirinto amigo, da alma
feita em pedra do vento a leveza de deus.






Medo de luz

Sou um vale arcaico
seresteiro
feito em cadeias
canto para a serpente
o silêncio das
amêndoas...Teu filho
me fere de
nascimentos, livre
ao paraíso incendeio
todos os teus
frutos em pecados.



Livros, Livros

Feito para luta a construção
dessas
senhoras se fortalece
ao crepúsculo sem fim.



“Todo Menino é um Rei”

“Todo menino é um rei “
eu também
desejei ser rei, mas em minha
infância fui
vassalo de rainha e rei.




Felicidade em anzóis


Pesco minha raiva na alegria do mundo
enquanto dragões
me fervem a língua,
eu me evaporo
nos braços de um tempo
terrivelmente singular.
Tempo, tempo entrego meu copo
ao teu escopo bendito.
Sejamos bravos enquanto da lua
Poderoso eu, rasgo o último
signo. Sequei o mar na
minha sensível
vocação para o crime
Levo para meus abismos a estrela mais
bonita e desvirgino o homem
mais frio dessa facção sem reis.
Vem sereias
trazem de ti o quanto
de mim é fogo- fúria.
Deite-me entre escorpiões
no vale das borboletas,
castigos à ferro
santo, diga ao tempo
que eu o venci.
Sentado ao lado dessa janela
vejo todos os
viventes nus, nus em paz, a nudez
revela o vazio aborrecido
a gentileza como formas sempre
infelizes de um recomeço
perfeito,singelo. Horas
do teu amor
sufoca-te as lembranças e esvazia
meu amargo desejo
ao que de mim é parte simétrica
escrevo um poema e
ofereço a minha mãe, todas as mães
são infelizes porque
parem monstros, monstros azuis como
as nuvens em dia de
primavera e sangue nos olhos.



Ela, doente

Me deu seu sexo, sangrou,
sangra
há um certo medo no olhar.
Eu faminto
desejo seu corpo que sangra.




Piedade


Não sou bom. Sou o diabo em pessoa,
carrasco
feito satanás a tentar
o amante de
Madalena,
Sou tão frio quanto
um médico nazista
tão perfeito quanto
um engenheiro judeu desenhando armas
para caírem na cabeça
dos palestinos e sua fantásticas
pedras pombas.
Tão educado quanto o homem da resenha
do meio dia que só fala
do timão, mengão e nada de falar
dos peladeiros do meu imenso quintal de muitas
pátrias.
Sou tão feroz quanto o jornalista do noticiário da
noite que nunca diz: No nordeste
tem ciência e poesia.
Sou tão desgraçado
quanto a menina suicida de
pai e mãe. Meu bem, sou porco canalha e facínora
por isso te escrevo para dizer EU TE AMO!!!!!




Rio Subaé

Pobre rio. Passei a vida mijando nele
Agora
indo para o próprio velório, me olha,
ri, diz algo que não entendo
e seca,morre com seus
bagres mutantes e sua gente faminta


Mundo Novo/ Barra


Saudades do não vivido
meninos
nas nascidos, amores
por vim e uma saudadizinha
danada da
velha Erundina e seu
terrível charuto de palha.


Leve, leve e leve

Acordar de manhã olhar para você
e sentir
saudade de um tempo, um tempo
que você
ria, pulava, me achava lindo.
Tempo bom, leituras de uma vida feita
para dá certo e não deu.


Para Milton Nascimento

Toque a vida leve
o dia amanhece
e faz de alegre você..
Para sempre
não há vida breve se
faz desse tempo
caminho certo para
em amar você
for tudo de leve nesta
vida amanhecida
eu beijar o oferecido
paz ao tempo meu futuro
nas cantigas dessa vida amiga
eu amo você.


Meu amor

Tem amêndoas na língua
cheira a
flores silvestres
sua voz é doce como
Fernanda Takai
a cantar sambas na antiga
paixão de
afáveis malandros.
Meu amor é
sol, chuva e
paraíso perdido.
Me fere com
suas verdades em pedra
de gelo, cão vadio
olho o meu
amor a chegar
no trem da estação
fantasma, beijos
ao tempo,
figuras fantasmas, meu
amor é veneno e paixão.


Educação

Brasil brincadeira de criança
tempo
de nunca aprender.
Pacto de
não gestão,
pacto de fome,
gestão...
Educação bolão
de sabão.
Pobre professor,
infeliz aluno, gentil gordos
banhudos do não
pacto de gestão.
Ora essa, menino
cabeção
não decora a lição.
Mestre das teses absurdas,
Um guaraná por
favor? Gordos pactos de
gestão é muita
mão, pacto de não educação.









Relógio

Tudo marcadinho, na TV
só o que interessa
feito para fuder você.




Cocaína e pastel


Foi assim:
subiu na torre da rádio
e virou uma antena,
transmitiu a final
da copa do mundo de cangurus
nova-iorquinos.
Dez anos repetindo a
mesma coisa:
“ não compre batom”
Morreu essa semana,
saiu voando
até no sol seu último
grito fez da terra o sol grita
“ compre batom”



Nervos em aço

Fim de tarde, o amor
se faz presente
tudo
feito para o amor,
do silencio
beijo profundo
tenho a calma exata
espero da lua
profana ciranda meu lugar
nos vossos braços a
paz encontrar.


















Todos os textos foram editados pela Laetitia Editores

Santo Amaro – Recôncavo – Bahia em 04 de junho de 2008/ perto dos dias santos de Santo Antonio e São João.

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