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ALESSANDRA LELES ROCHA
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A luz de velas?
Por: ALESSANDRA LELES ROCHA


Depois não querem que o cidadão fique irado com os serviços básicos prestados! O século vinte e um já chegou, mas em pleno centro urbano ainda vivemos a luz de velas. Quem disse que o apagão acabou, hein?
Nada disso! Pagamos caro pela energia elétrica consumida, mas a prestação do serviço anda uma lástima. Quando não são os despautérios na cobrança, são os apagões repentinos oriundos da velha prática em usar material obsoleto. Hoje, por exemplo, o céu está lindo, repleto de estrelas, sem nenhuma nuvenzinha sinalizando tempestade, e de repente fez-se breu total. Ao ligar para pedir o restabelecimento, a ladainha da atendente foi a mesma de todas as outras vezes, incluindo que “poderia ter sido algum galho de árvore sobre a fiação, ou algum passarinho desavisado, ou uma rajada de vento inoportuna” e “segundo a ANEEL – Agência Nacional de Energia Elétrica, eles tem um prazo de até vinte e quatro horas para resolver o problema”. Legal, não é? A sua geladeira que descongele, que os alimentos estraguem, que você tome banho frio no inverno – pode até ser bom para saúde, mas não me atrai nem um pouquinho -, que seu trabalho no computador fique para depois, que o filme locado seja devolvido sem assistir, que você suba pelas escadas – com cuidado para não rolar e se arrebentar inteiro - porque o elevador está paradinho, paradinho,... Enfim, o problema é seu, se vira!
Enquanto isso, as concessionárias de energia contabilizam lucros astronômicos, o governo implementa a construção de mais e mais usinas país afora, e nós pagamos a conta e os prejuízos. Energia tem de sobra, mas sem dúvida ainda há bastante desperdício e serviços mal planejados e executados. Compatibilizar o uso com a demanda precisa acontecer de imediato! Substituir os equipamentos ultrapassados e sucateados, em nome da economia e do controle do desperdício, também é vital! Inspecionar periodicamente a rede e tomar providencia quanto aos pontos críticos, evitando a repetição crônica da falta de energia é obrigação do prestador de serviço, assim reza o Código de Defesa do Consumidor (Lei 8078, de 11/09/90)!
Ufa! Ainda bem que a luz da razão funciona por gerador próprio!Imagina só voltar a pensar depois de vinte e quatro horas! Mas, pensando bem, será que a cabeça dessas concessionárias de energia depende da eletricidade para demorar tanto em entender o óbvio? Talvez estejam em eterno apagão. Essa indignação que arrebata o cidadão, aquele ser pagador de impostos, cumpridor dos deveres e obrigações, espoliado rotineiramente na vida, precisa chegar ao fim através de solução rápida e eficiente. Precisamos de uma luz no fim desse túnel já! E tem que ser daquelas bem potentes para não deixar margens de pontos obscuros. Da descoberta do fogo aos dias de hoje, a humanidade já evoluiu bastante para se sujeitar a viver no retrocesso ou quem sabe vir a pedir um “Bolsa Vela”.

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