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ALESSANDRA LELES ROCHA
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Jornalismo
 
Para TINGIR a SENSIBILIDADE e... ATINGIR a RAZÃO!
Por: ALESSANDRA LELES ROCHA

Há algumas semanas escrevi um texto dizendo que “o nosso ópio não é mais o mesmo”, referindo-me a um entusiasmo, frente à Copa do Mundo na África do Sul, bem menos esfuziante do que aquele apresentado em outras Copas. Mas, apesar dos pesares, a data começa a se aproximar e, como é típico do comportamento brasileiro apreciar o prazer das diversões e comemorações, o país a se tingir de verde e amarelo.

Bom saber que o habitante tupiniquim se recorda das cores do pavilhão nacional! Ao menos isso! É de fato uma lástima verificar in loco que o brasileiro só se reconhece assim, “brasileiro”, de quatro em quatro anos motivado pelo esporte mais popular do país, o futebol. No resto do tempo, uma inibição desconcertante toma conta dessa gente que prefere ostentar quaisquer bandeiras ou símbolos de outros países, a revelar sua paixão nacionalista. Conhecem os hinos dos times do coração e tropeçam na letra do próprio hino da pátria. Sabem pouco ou superficialmente da sua história, sua cultura, sua geografia, sua língua; mas, cultuam os estrangeirismos sem pudor. Reúnem-se aos milhares em eventos públicos ou privados; mas, não unem forças para reivindicar explicitamente por seus próprios direitos. São um país imenso; mas, ainda, uma vaga e distante ideia do que é ser verdadeiramente uma nação.

Então, o que adianta o teatral espetáculo das bandeiras nos edifícios, a uniformização patriota, etc.etc.etc., se a ladainha chorosa do cotidiano difícil continua a correr os ponteiros do relógio? Por que não se valer desses símbolos nacionais para avivar a memória de que é preciso assumir a brasilidade e a responsabilidade da GRANDE TRANSFORMAÇÃO? Sem pensar, sem refletir, sem por de lado esse ufanismo de meia pataca, passado o furacão chamado Copa continuaremos a ser um país amarelo de vergonha, verde de desânimo, azul de falta de oportunidades, branco de esquecimento. Reclamar não adianta, é preciso agir! Temos a aquarela nas mãos e todos os motivos para pintar o rosto dessa nação que há muito anseia em emergir. Somos todos convocados a disputar o jogo da vida, a vestir a camisa da mudança, a driblar os obstáculos e marcar gols de sucesso no alcance de tornar reais nossos sonhos. Vamos dar o ponta pé inicial e fazer valer o passe de bola; afinal, com sabedoria, bom senso, inteligência e respeito às regras, o esquema tático dessa nação será imbatível!

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