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ALESSANDRA LELES ROCHA
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Os “meninos” estão de volta!
Por: ALESSANDRA LELES ROCHA




Os “meninos” estão de volta! A Seleção Brasileira Masculina de Vôlei está reunida para mais uma Liga Mundial. Corações nas mãos e o velho hábito de superar limites são os compromissos fiéis dessa equipe fantástica comandada pelo líder Bernardo Rezende.
E as batalhas começam em solo brasileiro para dar-nos ainda mais emoção. Quem já viu uma partida desses encantadores da bola no ar, sabe muito bem o que é se arrepiar diante da plasticidade impar dos movimentos precisamente executados; mais do que isso, esse voleibol tem a arte raciocinada e estratégica do xadrez, tudo medido, pesado, avaliado para o sucesso final, aquela cortada excepcional de atacantes como Giba. Entretanto, só quem viu bem de pertinho para entender o que significam esses minutos preciosos no interior do ginásio... Indescritível, surreal, transcende o refino das mais puras emoções. Ficamos atônitos, boquiabertos, extasiados diante do que denominamos talento. Mesmo quando distraidamente olhamos para a quadra adversária, ainda sim, o espetáculo encanta pela qualidade da disputa; também lá existem “super-heróis” de carne e osso.
Apesar do ano, dos olhos da grande maioria, estarem voltados para a Copa do Mundo, estes ainda continuam sendo os verdadeiros exemplos honrados da representação nacional. Não se vê entre eles nenhum sentimento de apatia, de fastio, de desdém cada vez que são escalados. Só aceitam a convocação quando se sentem verdadeiramente aptos a fazê-lo, pois caso contrário manifestam-se com lisura aos seus superiores os motivos de sua impossibilidade. Esses “filhos da pátria não fogem à luta” e quando vão para o fronte vão para lutar e vencer; jamais para fazer figuração e demonstrar menos do que exibem em seus clubes. Lembre-se que ser um atleta de altíssimo nível cansa! Não bastassem os treinamentos exaustivos, as viagens, os fusos-horário, as comidas diferentes em cada lugar, a ausência da família, dos amigos, dos amores, o assedio dos fãs e da imprensa, há um corpo humano que clama seus limites.
Por isso, quando olhamos para essas camisas verde-amarelas na quadra, o suor cansado escorrendo-lhes pelo rosto, o peito arfando pelo embate, sentimos refletir o espelho do digno trabalhador brasileiro, aquele que acorda de madrugada, que enfrenta os desafios cotidianos, que não esmorece diante dos obstáculos, que sorri o sorriso do justo e carrega a certeza do dever cumprido. E quando estão lá, no exercício magno do seu ofício de atleta, sapientes do longo percurso trilhado até ali – porque nem tudo foram flores nesse caminho glorioso -, eles têm a grandeza e o respeito ao olhar de cada um que os contempla com admiração, se sentem em parte responsáveis por destilar esse mel que adoça os lábios dessa gente que tantas vezes os tem secos e amargos pela vida.
Desde sempre o voleibol se pautou em fundamentos bem mais importantes do que simplesmente a euforia da vitória; a preocupação em transmitir valores e princípios na formação de novos atletas e a consciência de sua responsabilidade cidadã os levou a construir tijolo a tijolo essa fortaleza de sucesso. Então, boa sorte! Como disse Martin Luther King1, “Mesmo as noites totalmente sem estrelas podem anunciar a aurora de uma grande realização”. Em busca do nonagésimo título da Liga Mundial de Vôlei que novas páginas dessas grandes lições de vida e humanidade nos sejam presenteadas, em conjunto com o misto das emoções compartilhadas direta e indiretamente.
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1 http://pt.wikipedia.org/wiki/Martin_Luther_King_Jr.

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