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Antuérpio Pettersen Filho
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REALENGO: “NOS TAMBÉM TEMOS COLUMBINE...”
Por: Antuérpio Pettersen Filho

REALENGO: “NOS TAMBÉM TEMOS COLUMBINE...”

Por : Pettersen Filho

Recém ingresso no Primeiro Mundo, o dito Mundo dos Paises Desenvolvidos, que sempre almejara, via concessão de um Assento Permanente no Conselho de Segurança na ONU, nunca materializado, não foi, contudo, mediante a explosão do seu Primeiro Artefato Atômico, que o tornasse apto a freqüentar Seleto Clube das Nações Desenvolvidas, do G8, ou via BRIC`s, através de uma sólida participação no Mercado Global, que o Brasil ascendeu a tal “Posto”, mas, foi através das mãos assassinas do, até ontem, notório desconhecido, Wellington Menezes, e do seu velho revolver “Trêsoitão” que obtivemos tal “Façanha”...
É que na manhã de 07 de abril de 2011, que bem poderíamos chamar, aqui, de o “Dia da Infâmia”, dando a exata dimensão da traição perpetrada, o Ex-aluno da Escola Tasso da Silveira, no Bairro de Realengo/RJ, apresentou-se na Portaria da Escola, e, dissimulado, portando seu Revolver Trinta e Oito, e outro Calibre 32, armas relativamente antiquadas, diante da Guerra Urbana vivida na Capital Carioca, repleta de Fuzis AR 15 e Helicópteros Blindados, passou a fazer disparos seletos, nesse, ou naquele aluno, aparentemente, segundo critérios de sexualidade, e religiosos, levando a morte-certa 12 alunos inocentes, além de outro tanto de feridos.
Tragédia anusual, pelo menos no Cotidiano Tupiniquim, em que vivenciamos a Cultura da proposital mansidão das Novelas Teledramaticas, e dos embates fúteis nos Campos de Futebol, que órbitam nossas parcas vidas, mas, fato recorrente nos Estados Unidos, onde se caracteriza “Columbine” no Colorado, anos atrás, em que atiradores, ex-alunos da Escola, abriram fogo-fatal contra alunos da Entidade, matando igual numero de pessoas, a façanha de Wellington Menezes, ainda mal compreendida, como talvez, nunca o será, sem que ao Brasil fosse imposto, como parâmetros de desenvolvimento, melhorar sua Desigualdade de Renda, ou os Investimentos na Educação, como a Coréia ou a Alemanha, por exemplo, para que alcance “Padrões” de “Primeiro Mundo”, foi capaz, no entanto, de em pouco mais de sessenta tiros, lançar o Brasil, da sua modesta posição de País Subdesenvolvido, abruptamente, para a Capa dos principais Jornais, e Revistas, do Mundo Desenvolvido.
Conduta solitária, e isolada, aparentemente, que, se fosse no Iraque, ou, no Afeganistão, bem poderia reportar uma espécie de represália, pelo fato do Pais ser Invadido, ou pela perda do Morro do Alemão para as Forças Estatais, a ação de Wellington Menezes, contra os seus Ex-colegas, está,contudo, repleta de Simbolismo, posto que é, exatamente a Escola o ente representativo do “Futuro”, que sempre nos é prometido, aparentemente, a ele negado, e do “Bom Convívio”, coisa que, supõe-se, também não dispunha, o que o teria lançado a um “Mundo” a parte, onde amor e proteção não cabiam.
Motivado pelo que, ao certo, nunca se saberá, Wellington Menezes, ao disparar seus tiros fatais, e no estampido dos seus revólveres, deu conta, a todos nós, Brasileiros, de uma vida cada vez mais autômata, a que somos levados, pela Tecnologia e Mundo Moderno, de sermos todos nós, profundamente solitários, conectados por alguns megabytes, via internet, uns aos outros, sem Deus, Paz, Família ou Credo Político, ensimesmados em nosso cômodo “Mundo Perfeito”
Segundo ao que se sabe, sem que, antes, ninguém percebesse, Wellington Menezes, como tantas outras pessoas que existem , perambulando por ai, Filho Adotivo, Desajustado, Homodesconexo, enquanto declarava, no seu âmbito interno, “Guerra” ao Mundo, vivia, completamente ignorado, o seu Mundo a parte, como tão bem leciona nosso Capitalismo, que a todos nós isola, e padroniza, enquanto nos lança na sórdida competição por um “Lugar ao Sol”, ao mesmo tempo que, fecha nossos olhos para o Próximo.
Ação que mescla tanto questões de Saúde Pública, passível ao Estado, quanto de Humanismo, responsabilidade da própria Humanidade, a conduta de Wellington, certamente, não poderá ser atribuída, meramente, a uma Patologia Individual, ou a Esquizofrenia de um “Só-homem”: Wellington Menezes...
Sob pena de, se assim o fizermos, ser depositada, como em “Columbine”, EUA, uma superficial pá-de-cal sobre o problema, mas deverá, sim, ser analisada sob um Prisma Maior, de Fenômeno Social, “Doença Coletiva”, a que estaremos, cada vez mais expostos, seja no Japão, na Inglaterra, ou aqui, também no Brasil, onde somos Algozes, e ao mesmo tempo Vitimas, de um Sistema de Produção, Mantença de Poder e Dominação Humana, do “Homem pelo Homem”, cada vez mais perverso e individualista.
Afinal, “Wellington Menezes”, sem que percebas, pode ser seu vizinho, seu colega de trabalho, ai, bem ao seu lado, precisando de ajuda e conforto moral...
E a sua Escola, também, sem que percebas, poderá ser a próxima !
Já parou para pensar ?

ANTUÉRPIO PETTERSEN FILHO é Advogado Militante e Presidente da ABDIC – ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE DEFESA DO INDIVÍDUO E DA CIDADANIA além de EDITOR do Periódico Eletrônico JORNAL GRITO CIDADÃO


Jornal Grito Cidadão

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