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JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA
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Desaparelhamento do Estado, alianças fortes e tudo mais
Por: JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA

Inquestionável o quem manda sou eu?


Aos poucos a população vai constatando que as promessas de campanha que colocariam o Brasil nos eixos permitem questionamentos sobre as consequências das medidas salvadoras da pátria. Desparelhar o Estado, a forte crítica às gestões petistas, construir alianças internacionais fortes, de preferência com os Estados Unidos, e explorar as riquezas naturais da Amazônia, ignorando as áreas preservadas e delimitadas para os índios. Talvez a insistente tecla que todo o problema do país é o servidor público, especialmente do baixo escalão, ganhou o apoio da maioria.
Mas o que seria desaparelhar o Estado? Demitir quem não produz nada, apesar de receber os vencimentos em dia? Ou substituir os considerados esquerdistas e colocar em seus lugares os eficientes militares da reserva ou da ativa? Se os números não mentem, tanto faz ser de direita, esquerda ou centro, se o salário pago não traz nada em contrapartida para a sociedade. A nova gestão colocou em evidência o tal viés ideológico, como se isso fosse o diferencial na produtividade do servidor público. Houve base científica para uma conclusão tão inquestionável?
O cidadão ouve diuturnamente que a nossa Justiça é cara e inoperante. Alguns citam que tudo isso é culpa dos governos petistas. Mas será que uma análise isenta de paixões político-partidária confirmaria que o epicentro do problema é esse? Ou as condenações no STF, para os julgamentos de petistas, não comprovam que o tal aparelhamento mostra algo diferente? Até onde se sabe os ministros mais influentes, como Gilmar Mendes e Marco Aurélio Mello, não foram empossados nas gestões de Lula e Dilma. Mas alguém no poder indicaria alguém da oposição?
Como o contribuinte vê o número elevado de militares da reserva e da ativa ocupando vários cargos na nova administração pública? Será que os civis não têm competência para exercer postos de relevância neste governo? Ou o corporativismo falou mais alto quando a nomeação depende de quem usa a caneta Compactor para assiná-la? Se os fãs incondicionais do Mito esperavam algo diferente, o tiro saiu pela culatra. Mas se a vontade expressa de uma intervenção militar e um governo ditatorial permanece... O caminho está sendo pavimentado como previsto.
Uma notícia voltou os holofotes para Donald Trump, o presidente dos Estados Unidos, o país mais poderoso do planeta, um ídolo declarado do presidente Jair Bolsonaro. Suspeito de buscar ajuda da Ucrânia para investigar o adversário democrata, Joe Biden, foi anunciada a abertura de um processo de impeachment contra ele, pela presidente da Câmara de Representantes, Nancy Pelosi, por violação da Constituição Americana. Será que a possível saída dele mantêm as boas expectativas que o Mito valoriza, do Tio Sam com relação ao Brasil?
Diz-se que o bom político sabe manter os bons relacionamentos internacionais, a despeito das tradições, costumes, religião e sistema de governo, principalmente quando envolve interesses comerciais. Se a pessoa for um representante de um país, então, as suas convicções pessoais e ideológicas devem ficar abaixo dos interesses do país. Daí muitos não entenderem o porquê do Bolsonaro criticar outros países, desqualificar a imprensa mundial e enaltecer a ditadura no discurso de abertura da Assembleia Geral da ONU. Quantos parceiros conseguiu com isso?
No solo pátrio o assunto relevante foi a aprovação do novo Procurador-Geral da República, depois de sabatinado pelo Senado Federal. A população sabe de casos anteriores na atuação de quem ocupou este cargo. Respondendo às perguntas dos senadores, Ara admitiu que não acredita na “cura gay”, mas assinou sem ler a carta que recomenda o tratamento para essas pessoas. Também elogiou a Operação Lava Jato, mas reconhece “excessos” e “correções”. Por fim, defendeu a lei do abuso de autoridade. Só o tempo e os fatos julgarão a escolha do Mito.


J R Ichihara
27/09/2019

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