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JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA
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Colocando a tranca depois da casa roubada... Sempre!
Por: JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA

Alguns não acreditam no que veem


O recente caso do edifício que desabou em Fortaleza, onde os dados fornecidos pelo Corpo de Bombeiros indicam que 7 pessoas foram resgatadas com vida, 7 mortes foram confirmadas e 2 estão desaparecidas, chocou. As notícias posteriores dizem que a estrutura do prédio estava comprometida, a síndica temia pelo pior e a opção para contratar uma prestadora de serviços por preço menor não foi decidida a tempo. Resultado: o ditado popular que colocar a tranca na porta depois da casa arrombada nunca sai da atualidade. Ou alguém duvida disso?
Aos que detestam os serviços de fiscalização sobre tudo que envolve a segurança coletiva da população, este é mais um caso onde a ausência dessa atuação pode trazer prejuízos e sofrimentos às pessoas. De que adianta, depois da tragédia ocorrida, ficar denunciando as irregularidades? Prevenir casos semelhantes o futuro? Buscar alguém para jogar a culpa? Ora, sejamos práticos e objetivos. Os acidentes acontecem e estão aí para provar, mas os que poderiam ser evitados não devem ser simplesmente esquecidos e ficar por isso mesmo.
Mas existem casos onde os atingidos nada tinham a ver com a insegurança das instalações que provocaram a tragédia. Ainda não caiu no esquecimento o que aconteceu em Brumadinho-MG, com o rompimento da barragem da empresa Vale. Mais de 300 pessoas morreram, a destruição de pastos e lavoura foi total e ninguém pagou pelos prejuízos e sofrimento dos atingidos. A empresa disse que havia um laudo técnico de uma consultoria acima de qualquer suspeita garantindo a estabilidade da barragem. Como aceitar passivamente essa afirmação?
O mundo viu as imagens das queimadas na Amazônia brasileira, mas o que muitos esqueceram foram as declarações do presidente Bolsonaro sobre a indústria de multas que se tornaram os órgãos fiscalizadores do meio ambiente – eles atrapalham o desenvolvimento do Brasil. Aproveitou para acusar as ONGs, os índios, a mídia e os países estrangeiros que têm interesses na preservação deste ecossistema. Ou seja, mesmo depois da casa arrombada ele pensou em colocar uma tranca na porta. Para os fãs ele demonstrou autoridade e soberania.
Infelizmente os manipuladores da mentalidade da população sabem como mostrar os benefícios que saem do saco de maldade dos poderosos. O povo é só um detalhe! Depois de aprovados os projetos de lei não adianta reclamar, protestar e depredar o patrimônio púbico ou privado nas manifestações. A mídia, como meio de comunicação entre o governo e a sociedade, geralmente está do lado dos mais fortes, claro. Oportunamente, quando sentem seus interesses ameaçados, aplica uma fina camada de moral e publica algo verdadeiro e útil ao povo. Mas...
Quem está dando muita atenção ao barraco armado entre os ex-aliados do presidente Mito, especialmente o PSL, o partido que o ajudou a ganhar as eleições, precisa olhar ao redor e pensar fora da caixa. O que essas futricas resolvem na situação atual de crise econômica? Qual benefício isso traz ao povo desempregado? Que diferença faz se o líder deste partido na Câmara de Deputados é o Waldir ou o Eduardo? Para o cidadão comum tanto faz, como tanto fez. Nem as ameaças de Waldir sobre a compra de votos dos deputados, pelo presidente, fede ou cheira.
Pelo andar da carruagem neste governo vai faltar tranca para colocar nas portas depois da casa arrombada. Sinal de que as políticas públicas mostrarão a cara? Nenhuma. Investimentos e retomada de crescimento do PIB, depois das Reformas? Ninguém viu. Fim da mamata e do toma lá, dá cá? Pula esse item porque a realidade passou muito longe. Enfim, somente os fãs incondicionais veem algo maravilhoso nesta gestão. Os que ainda resistem ao arrependimento dizendo que “apesar de tudo, está muito melhor que antes”. Mas gosto e opinião são indiscutíveis!


J R Ichihara
19/10/2019

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