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JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA
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Seguidores afinados com o ídolo
Por: JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA

Quem não está comigo é contra o país?


Vive-se no país um clima de ódio e segregação que extrapolam a racionalidade. Depois da polêmica decisão do Supremo Tribunal Federal sobre a prisão em segunda instância, a advogada Claudia Teixeira Gomes postou nas redes sociais “Que estuprem e matem as filhas dos Ordinários ministros do STF”. A que ponto chegamos com relação à tolerância, o respeito às decisões da maior instituição da Justiça no país. Claro que tal incitação à violência recebeu muito apoio dos fãs incondicionais do presidente Mito e do ex-juiz herói da Operação Lava Jato.
Curiosamente este governo fala em Deus, família, obediência à Constituição Federal e tudo mais. Só que o comportamento e as declarações ficam muito longe de qualquer percepção sobre esses valores sagrados. Se o próprio presidente se exibe prometendo fuzilar os adversários políticos, fazendo gestos com as mãos como se fossem armas e declarou que é a favor da tortura e da morte de quem pensa diferente dele... Como estranhar uma atitude semelhante dos seus apaixonados seguidores? Quais regras de boa convivência são válidas para essas pessoas?
Diz-se que as pessoas costumam seguir e imitar as atitudes e o comportamento dos seus ídolos. Se o modelo for aplicado apenas para a vida pessoal sobre crenças, valores, religião, preferência sexual, gosto musical, estilo de vida e ideologia, sem atingir os demais, nada a criticar. O problema é decidir que quem não pensa e age de maneira igual, como alguém que precisa ser eliminado da face da Terra. A convivência civilizada está difícil por causa disso. Quem discorda de mim é um idiota, protetor de corrupto e merece ser fuzilado. Não tem algo errado nisso?
Longe vai o tempo em que o regime democrático permitia críticas sobre algumas decisões do governo central. Qualquer anúncio vindo do Planalto é motivo de divergências sangrentas entre os fãs e os opositores da atual gestão. O recente anúncio da extinção do DPVAT, o seguro obrigatório que é usado para amparar os acidentados no trânsito, virou um prato cheio para quem gosta de discussão que não leva a nada. Da mesma forma que a taxação do Seguro-desemprego anunciado pelo presidente Bolsonaro. Sem analisar os prós e contras dá para falar tanto assim?
Talvez a rejeição das medidas anunciadas pelo atual governo seja porque a maioria não aceita a forma como ele trata o trabalhador, especialmente o servidor público. Se ele é a autoridade máxima de todos os que atuam nas repartições públicas, mas se refere aos seus colaboradores como uns incompetentes que sugam os recursos financeiros... É possível esperar que todos apoiem as suas decisões? Seria um grande desafio mostrar quando ele elogiou alguma instituição que presta serviços à população. Mas numa empresa privada séria o chefe também é demitido!
Felizmente os filhos do presidente resolveram deixar de jogar lenha na fogueira do caldeirão que se tornou o ambiente político no Brasil. Depois de declarar que bastaria um Jeep, com um cabo e um soldado, para fechar o STF o grande ataque às instituições foi sugerir a reedição do AI-5 como forma de manter a oposição calada. O empenho pessoal do Mito em privatizar tudo segue em fogo brando. Talvez pela decepção sobre o leilão das áreas do pré-sal que ficou muito aquém das expectativas geradas pela equipe que comanda a economia do país.
O fato é que os que comandam o país atualmente precisam entender que a oposição faz parte de qualquer regime democrático, gostem ou não os ocupantes do poder. Da mesma forma que a mídia sempre vai divulgar notícias que desagradam quem está com a rédeas nas mãos. Qualquer vontade pessoal que não aceita isso só pode partir de alguém com o espírito autoritário, um ditador, o admirador do totalitarismo. Discordar e exercer o direito de opinar não pode ser considerado torcer contra o bem-comum. Onde tem embasamento científico nisso? Portanto...


J R Ichihara
13/11/2019

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