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Jornalismo
 
Ricos cada vez mais ricos, pobres...
Por: Marlene Nascimento

No meu facebook, pensei como no texto aspado, sobre a morte do apresentador Gugu Liberato, vitimado por um acidente doméstico: “Gugu Liberato se foi, porque nada que tem vida pereniza. E claro, ele divertiu o pobre povo brasileiro (ganhando rios de dinheiro).”

E, evidentemente, teve gente que não gostou, sendo assim argumentei:

Quando se coloca uma frase entre aspas, significa que apenas pensamos, mas teve quem leu meu pensamento sobre Gugu Liberato e me perguntou se sou contra as pessoas do showbusiness se darem bem. Não, não sou contra. Sou até a favor. Pondero que para todo sacrifício dispensado para chegar ao auge, para toda a exposição pessoal, tem que haver um retorno compensatório. “Celebridades” também pagam seus impostos onerosos. Até aqui, tudo certo. Pois bem (mal), mas, para o pobre povo brasileiro, trabalhador, que paga cinco dos seus salários anuais à tributos vários, a distância entre ricos e pobres não deveria ser tão exorbitante. Tem trabalhador com anos de labuta que não tem casa própria, enquanto ser brasileiro e ter uma mansão em Orlando (fora todo resto e ponha-se todo resto nisso) não é para qualquer um. Sorte? Não! Péssima distribuição de renda num país capitalista. Se temos bairros paupérrimos, favelas, desemprego, bandidagem, crianças desnutridas, escolas péssimas, é porque a distribuição de renda é imperfeita. Pobreza e Fome são indicativos que tributos soterram o povão. O Brasil está a anos-luz de garantir que todos os brasileiros tenham renda suficiente para garantir boa alimentação e boa qualidade de vida para todos igualmente; está a anos-luz de garantir direitos iguais entre negros e brancos, entre homens e mulheres; está anos-luz de suprir necessidades como acesso à saúde de qualidade, educação, lazer e segurança.

Retornando à morte trágica de Gugu Liberato, claro que eu o via como um homem de bem, carismático, um mega-empreendedor que empregava e ajudava muita gente. Nunca ninguém soube de algum escândalo que tenha manchado sua reputação. Foi marido, pai e amigo extremoso. Ele soube aproveitar todas as chances do seu mentor, Silvio Santos. As minhas palavras não são contra ele, são contra o sistema, que torna ricos cada vez mais ricos e pobres cada vez mais pobres.

Que haja o absolutamente rico para gerar empregos, mas que não haja o absolutamente pobre para viver de esmolas.

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