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Jornalismo
 
Tão belos pra morrer tão moços
Por: Marlene Nascimento

Se há quem defende o GENOCÍDIO de jovens, é porque dentre as vítimas não somou AINDA, o seu filhinho lindo, o seu netinho precioso, o seu bisnetinho fofinho. AINDA! Tampouco o seu inteligente irmãozinho, nem seu adorável priminho... Tão belos pra morrer tão moços, não é mesmo?

Quando eu era bem jovenzinha, lembro que as pessoas adultas, conservadoras, não aprovavam o ritmo alucinante do rock and roll estremecendo com o balançado “obsceno” de Elvis Presley. E como condenaram a Jovem Guarda do Roberto! A Velha Guarda, ao som de boleros, muito comportada em matéria de música, desaprovava aquele mundo novo de sons eletrizantes, olhando torto o frenesi de jovens alucinados. Mas tiveram que engolir a nova era musical.

Agora, na era funk, aqueles jovens roqueiros dos anos 60, 70, 80 (as meninas de minissaias tão curtas, que escândalo!), parecem esquecer que deixaram seus pais de cabelos em pé, quando se reuniam em shows pirotécnicos e contorciam o corpo tomados de forças estranhas ao som dos acordes bélicos da guitarra. Pois é... Devem estar sofrendo de amnésia.

As donzelas daqueles anos dourados, esperavam os pais dormirem para pular a janela rumo às festas de arromba. E há quem diga que as mortandade de jovens hoje é culpa dos pais que permitem seus bebês irem pra farra. E por acaso os pais à antiga conseguiam acorrentar os jovens em casa, dominados que estavam pela febre da liberdade de expressão e da liberdade sexual?. É mesmo engraçado como os puritanos de hoje foram tão anjinhos ontem. Há até quem diga que na época deles não existia drogas. Não mesmo?

Sim, existem excessos nas concentrações joviais, quando vândalos e baderneiros portando armas brancas ou armas de fogo, infiltram-se em meios aos jovens que saem de casa apenas com o propósito de diversão, de curtirem a vida, essa vida tão triste, tão demasiada cruel. Que mal há neles?

E os velhinhos e velhinhas d'hoje – santos e santas do pau oco, que jovens curtiram a vida adoidados aterrorizando a vizinhança e ora apedrejam os moços - lembram dos hippies, aquela turminha da pesada que menosprezava o trabalho, o estudo e o status social? Lembram das manifestações e festivais como Verão do amor e o Woodstock? Lembram do linguajar Paz e Amor e do bordão que apregoava sexo, drogas e rock’n’roll? Claro que não lembram. Que perda de memória lastimável!



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