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JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA
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Desejando Feliz Natal: otimismo, esperança ou deboche?
Por: JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA

Gosta de bater, mas detesta apanhar


A população brasileira sentiu o aumento significativo no preço da carne bovina nos supermercados e açougues que vendem este produto. O motivo disso foi a desvalorização do real frente ao dólar, o que beneficiou a exportação, principalmente para a China, deixando de ser atraente a sua comercialização no mercado interno. Sabe-se que ela é indispensável no cardápio do povo, juntamente com o feijão e o arroz. Nessas horas se vê que a redução da Selic, a taxa de juros oficial que baliza o restante do mercado financeiro, pouco interfere no almoço do cidadão.
O otimismo do presidente Mito e da sua equipe, apoiados pelos fãs incondicionais, são facilmente questionados pela realidade. Como acreditar que tudo está melhorando com o salário e o desemprego estagnado, os preços do gás de cozinha e da gasolina nas alturas e os cortes nos serviços públicos essenciais na lista de prioridades deste governo? Se algum desempregado consegue enxergar tanto progresso nas medidas desta nova gestão, precisa explicar com muita propriedade o que a maioria não percebe que está acontecendo. Qual termômetro está usando?
Que as declarações grosseiras e questionáveis do presidente da República e dos seus ministros, sem dados confiáveis que possam ser facilmente comprovados, se tornaram a tônica desta gestão ninguém discute mais. O ministro da Justiça, o ex-juiz Sergio Moro, chegou a declarar que o ano de 2019 foi bom para o governo porque não “tivemos nenhum caso de corrupção”. Isso só ganhou aplausos dos apoiadores dele e do Bolsonaro. Basta perguntar como andam as investigações sobre o senador Flávio Bolsonaro e seu ex-assessor Queiroz. Por que não?
Como não lembrar da declaração do presidente Mito, o que veio para acabar com a corrupção e a mamata? Disse ele que bandido bom é bandido morto. Quando vieram à tona denúncias sobre desvios de verba, a conhecida “rachadinha”, comandada pelos seus filhos, assim como o exagerado número de assessores que eles mantinham nas Casas Parlamentares, ele perdeu a compostura e passou a agredir verbalmente a imprensa. Ao incluírem os agregados (sogra, avó da esposa e outros) no comportamento inadequado... ele surtou de vez. Pés de barro?
Infelizmente algumas pessoas acham que estão acima de tudo e de todos. Agridem, ofendem, desqualificam a reputação dos que consideram inimigos e desafetos como forma de defesa e demonstração de conduta imaculada. Se não há o que temer diante de qualquer investigação que seja... Qual é o problema em responder com educação, boas maneiras e civilidade? Se a mãe alheia não merece respeito, por que se incomodar quando a da sua esposa foi citada nos casos vexatórios? O que esperar de quem se comporta desta maneira?
Mas a mídia, que já foi declarada como inimiga do presidente Mito, não pode se intimidar por causa das grosserias e da falta de compostura dele. Por isso, circulou que o seu filho Flávio Bolsonaro lavou cerca de R$ 1,6 milhão através de uma franquia da Kopenhagen, uma famosa marca de chocolate. As informações são do Ministério Púbico do Rio de Janeiro. Os investigadores afirmam que os valores que entraram, em dinheiro vivo na empresa, coincidia com as datas da arrecadação do ex-assessor Queiroz no esquema da “rachadinha”. Não vem ao caso para o Moro?
Por um momento as desavenças devem ser esquecidas ou deixadas de lado porque o Natal, a maior festa cristão do planeta, está chegando. Todos procuram, dentro das suas possibilidades de recursos, comemorar a data em família elegendo a paz e a fraternidade como valores importantes na vida do ser humano. O nosso presidente Mito, como não poderia deixar a sua marca passar em branco, desejou um “Feliz Natal” aos brasileiros “mesmo sem carne para alguns”. Otimismo, esperança ou simplesmente deboche? Talvez só mais uma infeliz declaração.


J R Ichihara
24/12/2019

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