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JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA
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Permanência no subdesenvolvimento?
Por: JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA

Decisão pessoal sobre o futuro de todos


Mais um ano que se encerrou e os brasileiros sedentos pelo desenvolvimento questionam se o caminho sinalizado pelo atual governo está correto. Priorizar o agronegócio e a exploração de minérios, os carros-chefes das nossas exportações, estão longe de sair da dependência do fornecimento de commodities para o Primeiro Mundo. A disposição neste sentido ficou muito clara quando proliferam denúncias de desmatamento nas florestas para implantação de pastos para o gado, assim como a invasão de terras reservadas aos índios e à preservação ambiental.
Por outro lado, os neoliberais convictos, aqueles que não pensam nos benefícios que os recursos proporcionam, comemoram a privatização e venda de empresas responsáveis por atividades estratégicas como energia e alta tecnologia. Os casos mais comentados são a Eletrobras, a Petrobras e a Embraer, esta vendida para a norte-americana Boeing. Justificar que elas dão prejuízos e o melhor seria vende-las é vetar qualquer tentativa de adotar uma gestão eficiente. Para alguns, isso é o puro entreguismo do patrimônio erguido com a verba pública.
Quem gosta de analisar como alguns países saíram do subdesenvolvimento e chegaram ao topo, não encontra nenhum que priorizou a matéria-prima como item principal. Somente os que investiram em educação de qualidade e buscaram o caminho da alta tecnologia fugiram da dependência dos compradores externos. Provavelmente os atuais comandantes do Brasil acreditam que tudo virá como num passe de mágica. Desprezar a Ciência e a Tecnologia, via corte de verbas e desqualificação dos profissionais dessas áreas, demonstra o valor e o apreço por elas.
Infelizmente as esperadas diretrizes não chegaram em 2019. Será que 2020 nos reserva boas surpresas? Ou as prioridades serão o armamento, a censura disfarçada, o apoio incondicional aos banqueiros e o arrocho nos trabalhadores da base da pirâmide? Soa muito estranho propor ajuda aos que mais ganham dinheiro no país, enquanto contra os mais pobres a tesoura age vorazmente. Vendeu-se que a única forma de evitar o caminho da Venezuela e Cuba era eleger um presidente da extrema-direita. Estamos nos afastando ou nos aproximando deles?
Sempre existiu a crença que as escolas militares são exemplo de excelência no ensino. O que muitos que simpatizam com isso desconhecem é que o custo delas por aluno é cerca de 3 vezes maior que a escola civil. Portanto, a justificativa que a qualidade superior é devido à disciplina rígida imposta aos alunos não se comprova. O fato é que o presidente Bolsonaro disse que o país terá 216 escolas militarizadas até 2023. Por que esses investimentos não podem ser direcionados às escolas civis? Ele afirmou que o modelo tem de ser imposto. Precisa ser assim?
O presidente Mito justifica a militarização das escolas porque os estudantes não sabem regra de três, interpretar texto e responder uma pergunta básica de ciências. Se ele, longe de ser um exemplo de brilhantismo acadêmico, só estudou em escola militar, o problema não está só na forma de gestão do ensino. Será que os alunos que entram no ITA e no IME, ambas referências em engenharia, são bons porque as escolas são militares? Ou eles se destacariam em qualquer Universidade do planeta? Talvez a deficiência citada pelo Mito independa somente do aluno!
Voltando à tecla da educação convencional, especialmente comparando com os países que atingiram a excelência, quantos adotaram um regime militar nas suas escolas? Os modelos de sucesso comprovado não mostram isso. Qual a autoridade do nosso presidente, quanto ao conhecimento, sobre este assunto? O problema é que ele e o seu ministro da Educação, juntamente com o mentor intelectual deste governo, se colocam acima de educadores reconhecidos internacionalmente como o Paulo Freire, o energúmeno. Escola virando quartel?


J R Ichihara
03/01/2020

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