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Jornalismo
 
Entre a violência, o medo, a emoção e a dor
Por: Marlene Nascimento

Vivemos tempos sombrios onde a ignorância e o ódio são exaltadas e praticadas sem nenhuma modéstia. (Edson E. V. Jr - escritor e psicólogo))

Certa mãe, que recentemente perdeu uma filha assassinada pelo namorado, disse, com a voz embargada pela emoção e dor, durante uma entrevista televisiva em que mulheres debatiam o feminicídio: “Estamos à mercê desses loucos, desses psicopatas. Eles estão matando as nossas filhas. Estão deixando os nossos netos órfãos. O Estado tem a obrigação de defender, de proteger os seus cidadãos, a família, mas ele não faz nada por nós. Nem antes nem depois. A gente sabe que o monstro é capaz de matar, vai matar, denuncia, mas o Estado nada faz, não nos ajuda. Até riem de nós quando pedimos socorro. A gente chama a polícia e ela não vem...”
Sim, a criminalidade aumenta assustadoramente no Brasil. Estamos em guerra! A matança de mulheres jovens, assim como o genocídio de homens jovens, virou rotina, coisa banal. Também, a letalidade policial, assaltos, latrocínios, o matar por simplesmente matar, tudo nos assombra. Dá medo. Muito medo.
Mesmo em pequenas cidades do interior aparentemente calmas, também elas estão sendo alvo de gangues. Nas áreas rurais paradisíacas e nas cidades litorâneas com o marzão esplendoroso bem ali, corre-se o risco dos proprietários num belo dia encontrarem suas casas totalmente depenadas.
Diante de tanto crimes, o turismo, forte gerenciador de empregos e tão importante na economia global, que já vinha decaindo no pais, não mais atrai estrangeiros para cá. Eles querem distância do Brasil. Nossas belezas perderam o encanto diante de tanta brutalidade e desumanidade. Depois do trágico e inimaginável episódio dos 80 tiros no Rio de Janeiro os gringos estão dando as costas definitivamente às terras tupiniquins, que está perdendo até para os países menos cotados para o turismo, como a África do Sul, Tailândia, México, Peru, Canada.
Brasileiros, especialmente os mais jovens, com medo da criminalidade, estão se bandeando para outras terras, como Estados Unidos, Portugal, Irlanda, Austrália. Mesmo com os distúrbios e atentados lá de fora, ainda assim, preferem expatriar-se voluntariamente a correr o risco de perder a vida por causa de um celular.
Infelizmente, sem uma atuação eficaz do Estado no combate ao crime e violência, sem aplicação de leis seguras, rigorosas, a sociedade transforma cidadãos de bem em pessoas temerosas, desconfiadas, traumatizadas, reclusas do medo. Há um sociopata em cada esquina, assim pensamos, vivenciando uma ansiedade irracional, porém verdadeira. E a felicidade de vivermos livres, como cidadãos de bem, pagantes dos seu encargos tributários, trabalhadores, vai se perdendo num labirinto sombrio de medo e horror. Tememos por nossa integridade, tememos por nossa família, tememos por todos nós.

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