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JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA
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Jornalismo
 
Passando da hora de descer do palanque e governar
Por: JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA

Canal de comunicação de mão única


As declarações do presidente Mito, diariamente, no palanque improvisado na proximidade do Palácio da Alvorada, com fãs para aplaudir algumas baboseiras, são uma continuidade da campanha eleitoral de 2018, sem a participação dos adversários na disputa. Os únicos questionadores dos anúncios e críticas palacianas, os jornalistas, são uma espécie em extinção, segundo o comandante do espetáculo. Isso explica uma parte da ausência dos debates ao vivo da sua parte. Falar o que quer e desqualificar o que desagrada é fácil, numa via de mão única.
Infelizmente a própria mídia tradicional não primou pela imparcialidade nas gestões petistas, o que abriu um vácuo de credibilidade nas notícias divulgadas através deste meio de comunicação. Talvez por isso, o apoio de muitos cidadãos para as declarações do presidente Bolsonaro. Mas o que precisa ser desvinculado da verdade ou mentira é a artimanha que ele usa para justificar as suas declarações inapropriadas. Quais distorções os jornalistas fazem quando apenas replicam as palavras que ele disse voluntariamente? Menos, presidente, bem menos.
O que fazer quando a autoridade máxima de um país diz que ninguém deve se informar através dos meios de comunicação legalmente constituídos? Acreditar em tudo que é postado nas redes sociais? Eleger como a verdade absoluta as palavras que ele diz no palanque às proximidades do Palácio do Planalto? Ou assinar embaixo de tudo que circula nas mesas de bares, nas rádios e no churrasco entre amigos e familiares nos fins de semana? Será porque os jornais e as revistas são um amontoado de palavras, como nos livros didáticos? Ler é inútil mesmo!
Quem se dá ao trabalho de analisar o comportamento do presidente Mito durante as declarações polêmicas e as atitudes depois delas tem todo o direito de duvidar dele. Rejeitou a ajuda externa no caso dos incêndios na Amazônia, mas depois enviou o seu ministro do Meio Ambiente de pires na mão para Europa. Bateu duro no combate à corrupção, mas disse que se pudesse encerraria as investigações sobre seu filho Flávio. Anunciou o fim do toma lá, dá cá, uma prática parlamentar para aprovação de propostas, mas abriu as torneiras para isso. Então...
Uma análise isenta de ódios contra os adversários – inimigos, para o presidente Mito – mostra que ele continua se comportando como se estivesse em campanha. Será pensando nas próximas eleições presidenciais? Mas os esperançosos não tiveram o prazer de perceber as mudanças que nos livraria da desgraça das gestões anteriores. Declarações sem comprovação com fatos e dados só satisfaz os fãs incondicionais. O ministro da Educação, o melhor dos últimos 20 anos, postou e apagou uma mensagem que continha a palavra “imprecionante”. Acontece, né?
Mas o tema do momento é a troca de farpas, ou bombardeios, entre o Irã e os Estados Unidos e aliados. Rapidamente o nosso presidente apoiou a ação norte-americana porque é contra o terrorismo. O Irã exigiu explicações e os termos da conversa foi mantido em sigilo. Para atenuar a declaração irresponsável – o mundo entendeu que foi o presidente do Brasil que falou, não o cidadão Jair Bolsonaro -, o nosso Mito disse que as relações comerciais permanecem inalteradas. Sério? Apenas alisar depois de bater resolve o problema? Quem sabe ele espera compreensão!
Para comprovar o seu espírito aglutinador como dirigente de um país, ele declarou em uma de suas aparições no Facebook, sábado último, que “Temos um inimigo que está vivo. Não é inimigo meu. Inimigo do Brasil. Está vivo e não pode voltar por ocasião das eleições de 2022. Por isso, temos que nos preparar para enfrentar esse momento”. Como se o grande problema para resolver os problemas do país fosse a existência de um partido de oposição. Talvez ele não saiba que na democracia isso faz parte do regime. Mas como ele é a favor da ditadura... aguardem!


J R Ichihara
10/01/2020

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