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JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA
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Vazio de comprovações, mas excesso de bravatas
Por: JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA

Seria convencer pela insistência?


Quem analisa com independência partidária as realizações do atual governo brasileiro, comparando com as maravilhas anunciadas pelo presidente e seus colaboradores mais próximos, além dos seus fãs incondicionais, rapidamente chega à conclusão de que nenhum resultado significativo foi conseguido. Mesmo ignorando as suas agressões contra quem pergunta alguma coisa relevante, especialmente as que envolvem suspeitas de corrupção, as declarações nada acrescentam ao que ele considera mentiras divulgadas pela mídia. É o Mito se materializando?
O anunciado escândalo do BNDES, um bombástico trunfo de campanha, era uma das maneiras de comprovar o mar de lama e corrupção que envolvia a gestão anterior. A população saberia como os recursos que deveriam ser investidos no país serviu para irrigar países comunistas que se mantêm através da ditadura. Pois bem. Depois de custar R$ 48 milhões à instituição, uma auditoria realizada por consultoria externa revelou que nada de irregular foi encontrado nos empréstimos efetuados. As acusações irresponsáveis não merecem desculpas?
Um dos problemas deste governo é o ego excessivamente inflado do chefe e seus ministros. O da Educação declarou que é superior a todos os anteriores, que sua gestão é uma revolução dos últimos 20 anos. Disse ainda que o ENEM sob seu comando foi um sucesso. A verdade? Problemas de correção prejudicando vários alunos. Mas a arrogância típica dele não deixou barato. Não haverá aditivo de prazo para a inscrição no SISU, o método aplicado para o ingresso às Universidades, com base na nota do ENEM. Um pouco de humildade não faz mal.
Mas o ponto nevrálgico do país, a crise econômica, entregue nas mãos do conhecido Posto Ipiranga, o ministro Paulo Guedes, se sustentou na Reforma da Previdência. O que ninguém pergunta é como nas gestões anteriores, sem reforma alguma, o Brasil chegou momentaneamente ao pleno emprego. A mídia divulgou que, depois de um ano da Reforma Trabalhista, a modalidade de trabalho intermitente não gerou os empregos e as rendas anunciados e a maioria não recebeu sequer um salário mínimo. Como sair da crise apostando neste caminho? Isso é bom para quem?
Se no ambiente doméstico os desamparados já sabem como o governo os trata, no plano internacional o ministro Paulo Guedes reforçou a afirmação do pobre ser o único atraso do país. Disse ele no Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça, na última terça-feira, “o pior inimigo do meio ambiente é a pobreza”, quando comentava sobre a relação entre a indústria e o meio ambiente. Talvez ele ignore as agressões da Vale do Rio Doce nos casos de Brumadinho e Mariana, onde os pobres foram apenas as vítimas. O que esperar de uma visão de mundo dessas?
Como não poderia deixar de acontecer semanalmente, com as costumeiras declarações estapafúrdias palacianas, o secretário da Cultura, Roberto Alvim, fez um pronunciamento com citações semelhantes a um discurso do nazista Joseph Goebbels, o ministro da propaganda de Adolfo Hitler. O fato chocou o mundo, provocou desconforto entre os israelenses e a sua demissão pelo presidente Bolsonaro. Mas será que o comportamento dele é muito diferente do seu chefe? A postulante ao cargo vago, a atriz Regina Duarte, é totalmente alinhada com o Mito. Então...
Infelizmente não adianta ficar contados os dias que faltam para acabar com tanto ódio, discriminação, perseguição à educação e às artes, segregação e agressões verbais contra quem discorda da forma de governar implantada desde 1°de janeiro do ano passado. A população aprendeu que não existe salvador da Pátria num regime democrático. Que o funcionamento das instituições é vital para o impedimento dos abusos e da segurança de que todos são iguais perante a Lei. Que governar um país como o nosso é aceitar as diferenças de necessidades dos cidadãos.


J R Ichihara
22/01/2020

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