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JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA
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Limpeza como eficácia contra os diversos vírus
Por: JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA

Quando um minúsculo intimida o maiúsculo


A recente pandemia do Covid-19, a versão 2020 do antigo coronavirus fortalecido, serviu para várias reflexões sobre a fragilidade do mundo diante de uma ameaça invisível de efeitos claramente demonstrados. Nessas horas o mundo viu que de nada adiantou o poderio bélico da maior potência militar do planeta diante de um simples micro-organismo letal. A bravura dos ianques contra inimigos mais fracos foi insipida no combate a um adversário minúsculo, mas poderoso e de atuação devastadora contra qualquer valentão portando armas letais. Por que?
Pouco importou a cotação do preço do petróleo, do dólar e os efeitos desastrosos pelas consequências dos fenômenos naturais. Um simples bichinho, insignificante e invisível, derrubou as Bolsa de Valores do mundo, fechou lojas do comércio, interditou aeroportos e portos, suspendeu aulas nas escolas e campeonatos de futebol mundo afora... provocou uma correria das pessoas às farmácias para comprar álcool gel e máscaras respiratórias protetoras. Alguém viu o mesmo desespero procurando um arsenal nuclear ou um banco comercial? Quanto poder!
Infelizmente as reações às recomendações dos especialistas na área de saúde divergem ao sabor das convicções pessoais. O nosso presidente da República simplesmente ignorou o alerta de comparecer a lugares onde houvesse uma aglomeração. Além disso, voltou a ironizar as informações sobre os perigos de uma epidemia no país. Cumprimentou alguns presentes na frente do Alvorada, tirou fotos com outros e teve os seus 15 minutos de fama diante das câmeras. Mas a mensagem que passou repercutiu negativamente no Brasil e no mundo. Poderia dar o exemplo?
Mas o comportamento adequado a cada momento depende da forma como a pessoa entende a importância do seu cargo. Uma coisa é o Zé Ninguém desobedecer regras num momento delicado. A repercussão disso é ignorada porque não tem influência alguma sobre o dia a dia, muito menos servirá como referência para outros aderirem à desobediência. Agora, um presidente da República desprezar uma orientação do seu ministro da Saúde, num momento crítico sobre uma ameaça, não pode ser considerado apenas uma demonstração de autoridade.
Diz-se que algumas pessoas que se tornam conhecidas pelas aparições nos meios de comunicação acabam influenciando muitos telespectadores dos seus programas. Da mesma forma que o padre, o líder comunitário do bairro, o pastor da Igreja, o ídolo do esporte preferido. A mesma analogia pode ser aplicada a essas pessoas quando falam aos seus seguidores e fãs. Portanto, o bispo Edir Macedo e o Silas Malafaia, dizerem que ninguém pode impedir seus fiéis de comparecerem aos cultos é inaceitável. O apresentador Ratinho apoia tudo que o Mito fez.
Curioso é que os bilhões investidos na indústria bélica trouxeram zero de benefícios para defender os Estados Unidos de um simples vírus. Da mesma forma que isso aconteceu em todos os países que optaram no armamento como o único instrumento de defesa dos seus cidadãos contra as ameaças externas. Se comparar com os investimentos para proteger a saúde das pessoas ou combater a fome que existe no mundo... Os vultosos investimentos foram a fundo perdido. De nada serviram no momento que a vida humana precisa ser preservada e valorizada.
O que fica como a grande lição aprendida depois do Covid-19 passar é que a limpeza não deve ser apenas das mãos e dos locais alcançados pelo tato. Um exame de consciência deveria acontecer com os dirigentes dos países, com a sociedade mundial, com as empresas, com os poderes legalmente constituídos. A ideia de que tudo que interessa no mundo real é o lucro financeiro precisa ser revista. O mundo também precisa ser higienizado de outras impurezas típicas do ser humano porque a tendência dos vírus e se tornarem resistentes aos antídotos.


J R Ichihara
18/03/2020

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