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JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA
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Live, twitter e redes sociais como porta-voz
Por: JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA

A facilidade do mundo virtual desaparece no mundo real


A gestão do novo presidente da República do Brasil declarou, logo após vencer as eleições no segundo turno, que dispensaria intermediários na comunicação entre ele e a população. Na época isso não ficou muito claro para a maioria dos profissionais da mídia, especialmente os que cobrem o dia a dia palaciano. Passados 16 meses, apesar do pouco esclarecimento do que seria o recado de Bolsonaro, o que se percebe é que os meios de comunicação tradicionais não fazem parte do canal entre ele e o povo. A figura do seu porta-voz também perdeu a serventia.
Mas o que se ganha em velocidade e alcance com o poder das redes sociais, se perde em confiabilidade sobre as postagens disponibilizadas num ambiente virtual. Nada substitui, apesar dos avanços tecnológicos, uma nota oficial e um pronunciamento ao vivo do líder da nação. A probabilidade de manipulação, ou o perigo de ocorrer a divulgação do conhecido fake news, é bastante reduzida. O que muitos estranham é que o Mito pouco utiliza a sua equipe criteriosamente escolhida. Haveria algum motivo para isso? Será que ele acredita tanto assim que é carismático?
O fato é que o desenrolar deste governo tem mostrado que o simples empoderamento de uma pessoa não é suficiente para facilitar a comunicação com os subordinados diretos e com a população. Pouco adianta, também, ficar apontado para o que acontece nos outros países, usando isso como parâmetro para comprovar uma superioridade gerencial. Desde que assumiu, o Mito desqualifica a Venezuela e a Argentina. O que isso agregou nas nossas relações internacionais? As notícias, entretanto, mostram que ambos enfrentam a pandemia melhor que o Brasil. Então...
Infelizmente a sociedade desconhece alguma reunião importante entre o presidente da República e os governadores, tendo como pauta o enfrentamento das crises geradas que afetam o país como um todo. Mas proliferam acusações e intenções de responsabilizar os gestores de cada Unidade da Federação, especialmente os considerados desafetos pessoais do Mito. Nessas horas, os que priorizam o espírito republicano, mas continuam apoiando o comportamento e as atitudes do nosso presidente, engrossam a turma dos que perderam a noção do que é um país.
Que a troca de cargos de extrema confiança da Alta Administração do país seja uma atribuição do presidente da República, é indiscutível. O que permite questionamentos é quando isso acontece por motivos pessoais, visando proteger os seus familiares e os parlamentares da sua base de apoio – o diretor da Polícia Federal. Da mesma forma que criticar o toma lá, dá cá, a prática de receber apoio em troca de cargos na Administração Púbica. A mídia denunciou que o Bolsonaro trouxe figuras do Centrão para o seu governo visando isso. O que mudou com ele?
Uma conclusão de que ninguém é perfeito – e para isso existem as Instituições – trouxe à público as declarações feitas na reunião do presidente da República e seus ministros, onde o ex-ministro Moro disse que foi pressionado para trocar o diretor-geral da Polícia Federal. O caso chegou a este ponto porque surgiu o impasse sobre quem estaria faltando com a verdade, pois a entrevista do presidente, depois das declarações do Moro à CNN, criou este clima tenso e desconfortável para ambos. As pessoas ouviram também dos adjetivos elogiosos feitos ao STF.
Tantas agressões verbais, ofensas direcionadas e divergências tendo como motivo principal o tal viés ideológico, só contribuíram para piorar as crises política, econômica e sanitária do nosso país. Com o dólar fora de controle, o desemprego no nível calamitoso e as pessoas se acusando mutuamente, sem motivos racionais justificados, se esperava que o líder assumisse as rédeas e procurasse conduzir o país de forma consciente, pacífica e responsável. Quais avanços conquistamos por causa das críticas às gestões anteriores? Gestor de redes sociais é outra coisa!


J R Ichihara
15/05/2020

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