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Jornalismo
 
O ULTIMATO
Por: Afonso e Silva

Bolsonaro disse com todas as letras: “as coisas têm limite. Ontem foi o último dia. Eu peço a Deus que ilumine as poucas pessoas que ousam se julgar melhor e mais poderosas que outros, que se coloquem no seu devido lugar, que nós respeitamos e dizemos mais: não podemos falar em democracia sem um Judiciário independente, sem um Legislativo também independente, para que possam tomar decisões, não monocraticamente por vezes, mas as questões que interessam ao povo como um todo, que tomem, mas de modo que seja ouvido o colegiado. Acabou, porra! Me desculpem o desabafo. Acabou! Não dá para admitir mais atitudes de certas pessoas individuais, tomando de forma quase que pessoal certas ações”

Como o (des)governo Bolsonaro é familiar, seu filho e deputado federal Eduardo Bolsonaro emendou: “não mais uma opinião de se, mas de quando ocorrerá momento de ruptura”. Pelo visto, só falta a família do Alvorada definir o dia para proceder à ruptura, não é mesmo excrementíssimo deputado?

Fez coro à família Abraham Weintraub o ministro da (des)educação ao verbalizar sua opinião durante àquela nefasta reunião ministerial no Planalto, ocorrida no dia 22 de abril de 2020. Naquela oportunidade afirmou que integrantes do “STF deveriam ser presos”. Em seguida a iluminada ministra da mulher, da família e da falta de direitos humanos, Damares Alves, também teve seu minuto de glória e acompanhando Weintraub, estendeu a prisão também de governadores e prefeitos.

E agora, será que as instituições públicas, estão a esperar que realmente Bolsonaro se torne um absolutista em plena república que o elegeu? Estaria ele e família contando com a súcia que seu governo armou para instrumentalizar sua manutenção “ad eternum”, através de uma guerra civil?

As Forças Armadas tem o dever cívico de oficializar o que pensa acerca do tema, só para deixar a sociedade menos tensa. Já basta o pavor com a pandemia que assola o Brasil e o mundo. Particularmente não creio que os militares da ativa se embarquem nesse barco sob o comando de um capitão aloprado.

Por sua vez, a Câmara dos Deputados também está demorando demais à tomada de decisão. Somam mais de 30 processos de impeachment se esquentado sob a bunda do presidente Rodrigo Maia há algum tempo. Esse não um dos papéis de prerrogativa do presidente referente ao tema? Ou arquiva ou coloca em votação, uai! Simples assim!

Seja qual for decisão tem que ser tomada. Saia de cima do muro Maia. O que não pode é o país ficar a mercê de um presidente da Câmara covarde e indeciso. Ou aceita o pedido de impeachment e coloca em votação ou arquiva. Será que Rodrigo Maia estaria a aguardar que o Planalto tenha terminado a compra suficiente de parlamentares para impedir o impeachment, ou seja, 172 deputados e 54 senadores? A tática seria a mesma adotada por Eduardo Cunha associado a Temer? Se for, Cunha foi muito mais eficiente e infinitamente mais célere.

O ultimato foi claríssimo!

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