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JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA
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Indignação quebrando o isolamento social
Por: JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA

Os divergentes motivos para ir às ruas


As imagens de algumas cidades norte-americanas mostradas pela mídia, nos três últimos dias, trazem ao mundo uma questão há muito discutida pela sociedade. Em plena pandemia, com a recomendação de ficar em casa, milhares de pessoas foram às ruas protestar contra a forma como o policial branco Derek Chauvin matou asfixiado o negro George Floyd, em Minneapolis, Estados Unidos, no dia 25 passado. A vítima estava deitada no chão, falando que não conseguia respirar, com o policial pressionando o seu pescoço usando o joelho. Era apenas uma abordagem!
O fato é que a onda de protestos se espalhou mundo afora por causa da maneira brutal que o homem de 46 anos morreu. O laudo da sua autópsia constatou que doenças cardíacas arterioscleróticas e hipertensas, intoxicação por fentanil e uso recente de metanfetamina também contribuíram. Infelizmente, no país berço da democracia e terra das oportunidades para todos, a discriminação racial, o preconceito, a xenofobia e tudo que a humanidade civilizada condena, é extensamente observada neste país. Basta prestar atenção no discurso do atual presidente.
Mas a história norte-americana está recheada de perseguição aos negros, na forma de humilhação ou nas oportunidades de ascensão socioeconômica. Apesar de se autointitularem o exemplo de Justiça no mundo, os fatos comprovam que o discurso está muito longe da realidade. Livros e filmes relatam e mostram como os negros são tratados, independentemente da fama e do poder aquisitivo. Há um filme em que obrigaram o negro Jesse Owens, o astro das Olimpíadas de Berlim, entrar pela área de serviços em um restaurante – ele já era uma celebridade mundial.
Quem seria contra os protestos com esta forma de racismo? As imagens mostram que muitos brancos participaram das manifestações. Não é o que pensa o nosso presidente da Fundação Cultural Palmares, o negro Sergio Camargo. Em uma reunião gravada dia 30/4/20, ele chamou o movimento negro de “escória maldita” e disse que Zumbi, o símbolo da resistência ao escravismo, era “filho da puta que escravizava pretos”. Se ele que é descendente de negros fala isso... como deve ser o tratamento para as pessoas afrodescendentes partindo de um branco?
Uma preocupação dos que temem uma onda de limpeza étnica e ideológica é a crescente manifestação, especialmente nas redes sociais, de simpatizantes desse modelo de purificação de raça e pensamento. Os negacionistas louvam Hitler, ironizando o Holocausto, falam maravilhas do Regime Militar, debochando das torturas e desaparecimentos, vibram com o discurso semelhante ao de Mussolini... Isso num país multirracial que viveu escravidão e censura da imprensa. Por que as fotos com pessoas exibindo a suástica nazista? E declarações de extermínio de adversários?
Têm pessoas que fazem tudo para aparecer, principalmente quando não ocupam cargo de destaque na vida pública ou exercem uma atividade que interessa à mídia. Algumas exageram no visual para chamar a atenção; outras usam declarações que geram polêmicas inúteis. Daí que a atual “estrela” do momento é a ativista Sara Winter, a líder do movimento 300 do Brasil que apoia o presidente Mito. Ela chamou o presidente do STF para trocar socos e disse que não vai comparecer à “bosta da Polícia Federal” quando convocada. O povo melhorou tanto assim?
Como não poderia deixar de ser, a maior autoridade do país mostrou mais uma vez a que veio. Sob o anúncio que as mortes pela Covid-19 atingiram os 30 mil – quem sabe o objetivo pessoal dele – as imagens o mostraram trotando numa fazenda de amigos. E daí? Todos morrem um dia! Se os desobedientes no mundo saíram às ruas para protestar contra a brutalidade do policial norte-americano contra o negro, os diferentes brazucas foram para apoiar o Mito, um racista convicto. Enquanto a minoria insiste em apoiá-lo, a maioria o quer fora do cargo. Portanto...


J R Ichihara
03/06/2020

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