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JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA
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O que se resolve fugindo das suas responsabilidades?
Por: JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA

Constrangimento diante de fatos e dados


Qualquer pessoa que vive em uma sociedade organizada, especialmente sob um regime democrático, espera que o seu líder escolhido livremente exerça suas funções assumindo as responsabilidades inerentes ao cargo que ocupa. Isso é básico em todas as organizações, legais ou ilegais, para que os envolvidos saibam o rumo traçado e os meios para se atingir o objetivo comum. Portanto, a cidade, o estado e o país dependem de esclarecimentos sobre a condução da vida presente e as expectativas projetadas para o futuro. Não tem como se diferente.
Idealizar um mundo sem problemas, catástrofes geradas por fenômenos naturais, manifestações por insatisfação quanto a desigualdade e outros questionamentos é utopia. Enfrentar isso é o desafio de qualquer líder eleito. Por conta disso, o ocupante do cargo não pode simplesmente se esquivar das soluções, muito menos fazer ouvido de mercador para as propostas, mesmo que sejam de adversários políticos ou desafetos por causa do tal viés ideológico. Afinal, um gestor público sempre coloca o bem-comum acima dos interesses pessoais.
Será que a ocultação de dados oficiais, onde os números exporiam o desempenho de uma gestão, resolvem os problemas que existem? Ou a boa gestão reconhece os problemas e divulgam quais propostas tomarão para enfrentar as adversidades comprovadas pela realidade? A atitude voltada para o interesse de todos não confere nenhum título de nobreza ao ocupante de um cargo eletivo, muito menos o comportamento respeitoso e solidário garante um lugar no Céu. O servidor público, do auxiliar de serviços gerais ao presidente da República, é pago para servir o povo.
Por que alguns defensores da política de privatização dos serviços públicos essenciais se incomodam com a exigência de explicações sobre as operações do Banco do Brasil, que passaram ao Banco Pactual, sem concorrência? Será porque o superministro Paulo Guedes, um dos fundadores e sócios deste Banco, disse na reunião que veio à público que estava na hora de vender a “porra do BB”? Como algo que tem o governo como o maior acionista pode ser tratado desta forma? Aos fãs da Justiça do Primeiro Mundo... Como isso seria visto nestes países?
Mas um dos pontos da prova que o presidente Bolsonaro coloca o país e a economia acima de tudo foi a resposta à carta do governador do Maranhão, Flávio Dino. Expondo a situação atual e as previsões desanimadoras, baseadas em dados oficiais, sugeriu uma reunião com os governadores e representantes das entidades patronais e sindicais, tendo o presidente da República como o líder no encontro. Qual a reação do Mito? Disse ele, aos fãs do cercado do Palácio do Planalto, que o governador fala em desemprego, mas mantém o seu estado fechado.
Como reagiram os desempregados, os microempresários que faliram e os que falirão, os empreendedores que atendem aos aplicativos... os que esperavam que as autoridades buscassem uma luz para colocar no fim do túnel? Os defensores do Mito acham que o Flávio Dino mereceu porque é contra o presidente da República. Mas os críticos e os apolíticos partidários viram o gesto como uma forma irônica de se eximir da responsabilidade como líder. Não houve imposição, mas um convite ao entendimento. Por que colocar o viés ideológico acima de todos?
A velocidade e o alcance gerados pelas redes sociais preocupam os que precisam manter uma imagem pública imaculada. O que é verdade e o que é mentira? Como saber e de que adianta depois que o mal estiver feito? Portanto, divulgar que a filha do general Pazuello, o atual ministro interino da Saúde, foi agraciada com um cargo generoso em meio a crise e a ameaça de desemprego, questiona a ética dos militares e o fim da mamata deste governo? Mas, como dizem no torrão natal, vida que segue porque o Brasil é maior que isso tudo. Todos somos responsáveis?


J R Ichihara
31/07/2020

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