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Jornalismo
 
Brasil - faca de dois gumes
Por: Marlene A. Torrigo



Muitas das pessoas que recebem o auxílio emergencial de 600 reais, acreditam que tal ajuda é bondade do Presidente da República. Semanas atrás ouvi um homem dizendo: “Esse presidente é o cara; sem ele eu estava passando fome”. Porém, pelos Direitos Humanos da Pessoa Afetada por Desastres, todas as nações tem o dever de prestar socorro à pessoa vitimada por desastres socioambientais, como numa pandemia. Nem todas o fazem. Existem nações isoladas, extremistas que não obedecem decisões diplomáticas internacionais. Também, o Brasil paga valores irrisórios de ajuda emergencial, mas outros países pagam valores maiores, devido uma economia fortalecida.

Mas qual será a forma de conseguir ajuda para milhares de vulneráveis durante catástrofes terríveis? Não, o governo garante não possuir quantia tão astronômica. Portanto, a forma de o governo conseguir dinheiro para tamanha empreitada social, será com a promessa de que devolverá o valor necessitado no futuro e com acréscimo de juros. Resumindo, paga com o Erário Público, e depois nos cobra mais tributos. E sabemos que o Brasil é um dos países campeões em arrecadação tributária.

Lógico que a explicação de onde virá a dinheirama na faixa das centenas de bilhões de reais não é tão simples. A soma é definida por economistas que acrescem, diminuem, duplicam e fracionam bilhões de reais, seja fazendo dívida com grandes ou pequenos investidores, ou tomando do dinheiro emprestado à população por bancos, com a promessa de que nos devolverá tudo. O aumento da arrecadação virá também da própria recuperação econômica, outra de um corte de despesas governamentais e também aumentos de tributos, como nas contas de água, luz, empréstimos e alta dos produtos alimentícios.

E a ferida doerá mais aonde? No cérebro e coração da população. Podemos assim afirmar, que o tiro saiu pela culatra, para os vulneráveis - e para os não tão vulneráveis, claro. A pessoa desempregada que recebe ajuda do Governo, agradece o seu presidente, mas ignora que pelo o cafezinho que ela tomará ali na padaria da esquina, pagará imposto, e que já estará entornando aos cofres públicos o auxílio recebido. É uma faca de dois gumes: eu te ajudo, mas você me devolverá em dobro, até em triplo.

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