A casa dos grandes pensadores

Bem-vindo ao site dos pensadores!!!

| Principal |  Autores | Construtor |Textos | Fale conosco CadastroBusca no site |Termos de uso | Ajuda |
 
 
 

 

 
Jornalismo
 
Quando o tiro sai pela culatra
Por: Marlene A. Torrigo



Pessoas que não pagam transporte público, como idosos aposentados, passeiam bastante. Muitos, irrequietos, passeiam todos os dias. É diferente dos nossos pais e avós que não tiveram o privilégio de passagens gratuitas e remavam a velhice em casa mesmo.
Assim, os idosos d’agora passeiam bastante, seja realizando passeios locais, intermunicipais ou interestaduais. E muitos não estão nem aí para a pandemia ceifando milhares de vítimas. Passeamos de graça mesmo, afirmam. Assim pensam; que é de graça, mas não é.
Quando um trabalhador se aposenta, seja por idade ou por tempo de serviço, a sua aposentadoria é definida pelos anos trabalhados. À essa soma, pensa-se o número provável de anos que essa pessoa terá de sobrevida, e acrescenta-se todas as benesses públicas gratuitas das quais usufruirá nos anos ociosos, até a morte. Assim, as benesses serão cobradas, antecipadamente, na aposentadoria a ser concedida.
Sem complicar, se o recém aposentado tiver que receber 3 mil reais, ele recebera mensalmente até o fim de sua vida, apenas 2/3 do total a que tem direito, concluamos assim, com pouquíssimos reajustes, para pouco mais ou para muito menos.
Mas de onde vem o dinheiro para pagamento das aposentadorias? Dos ganhos dos trabalhadores ativos, e assim sucessivamente. E como o governo paga benefícios assistenciais, seja por incapacidade laboral ou para pessoas especiais? Pagam-nos através de reformas previdenciárias realizadas pelo Congresso. Dissertando sobre definições mais simples, o governo as pagas também com o meu, com o seu, com os nossos salários de trabalhadores ativos.
Funciona assim: Quando somos contratados por uma empresa, o salario que deveria ser oferecido por uma X quantia, nos é oferecido por Y quantia menos. E quando o recebemos, ele já vem defasado das mãos dos patrões. Os bancos por sua vez, repassam-nos amanhando o seu quinhão. Então corremos a pagar as nossas contas com cartões bancários que abocanham outra Y quantia. Sobre contas à pagar, coloque-se em destaque a conta de água, que se pagamos 70 reais de consumo, pagamos mais 70 reais de esgoto (Brasil, mostra tua cara...). Após, seguimos ao supermercado, ao dentista, à farmácia... E até o recebimento do próximo salário devasado, haja dias de penúria! E mais contas a pagar.

 Comente este texto
 Paralerepensar


Comentário (0)

Deixe um comentário

Seu nome (obrigatório) (mínimo 3, máximo 255 caracteres) (checked.gif Lembrar)
Seu email (obrigatório) ( não será publicado)
Seu comentário (obrigatório) (mínimo 3, máximo 5000 caracteres)
 
Insira abaixo as letras que aparecem ao lado: UdNH (obrigatório e sensível. Utilize letras maiúsculas e minúsculas;)
 
Não envie mensagem ofensiva e procure manter um intercâmbio saudável com o seu correspondente, que com certeza busca dar o melhor de si naquilo que faz.
Seu IP será enviado junto com a mensagem.