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Antuérpio Pettersen Filho
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ELEIÇOÊS NA BOLÍVIA : “VOLVER EVO MORALES...”
Por: Antuérpio Pettersen Filho

ELEIÇOÊS NA BOLÍVIA : “VOLVER EVO MORALES...”
Por : Pettersen Filho
Boca de Urna, e Pesquisas antecipadas, dão como certa a vitória de Luis Arce, Ex-ministro de Evo Morales, como vencedores das Eleições Presidenciais de 2020 na Bolívia, o que, na pratica, significa, ou dá margem, para o retorno de Evo Morales, no exílio político, ao Poder na Bolívia, fazendo com que, por justiça histórica, retorne o Cocaleiro de Esquerda, retirado do Palácio Queimado, sede do Governo, em sinistro “Golpe” eleitoral, à moda CIA, há cerca de um ano, à frente da Nação Andina, gostemos, ou nâo.

Desde o sempre, quando conquistada pelos Saqueadores, Conquistadores Espanhóis, arrebatada de Incas, Astecas e Maias, até hoje majoritariamente Nativa a sua População, a Bolívia sempre o foi “Um pedaço de terra, montanhosa, cercada de terra por todos os lados”, sem acesso ao Mar, o que a levou a uma das mais sanguinárias guerras do Continente Americano, a Guerra do Chaco, rico em Petróleo, no Século XX, com o Paraguai, tendo lutado, e perdido, também com o Chile e Peru, tentando alcançar o Pacífico, sem sucesso, caracterizando-se o País, sempre, por Golpes de Estado, Ditaduras e isolamento internacional, pobre e esquecida por Deus, às vezes mais, ou menos, influenciada por uma Balança que pende entre os seus gigantes vizinhos, Argentina e Brasil, até que surgisse, há cerca de 13 anos atrás um Indígena mais esclarecido, Evo Morales, Cocaleiro eleito Presidente da República, quem trouxe certo progresso ao País, ultimamente o que mais cresce na América Latina, até que, essa semana, fosse expurgado do Poder, fugindo rumo ao México.

De origem Indígena, Evo Morales, repetimos Cocaleiro, não necessariamente Traficante, já que na Bolívia, assentada nos Altiplanos dos Andes, quem possui as cidades mais altas do Mundo, com ar rarefeito e frio, é a cocaína, mascada em folhas, costume local, teve por mérito herdar daquela Bolívia antiga, farto manancial de Gás, e algum Petróleo, o qual vende na sua grande maioria para o Brasil, e Argentina, completamente interessados em sua riqueza, sendo o Brasil umbilicalmente ligado à Bolívia, através de gasodutos, que ligam-na a São Paulo, de acordo com o que, passando a abrir mais, ou fechar a torneira, arrecada mais, ou menos, recursos, riqueza nova de que se valeu, em sua trajetória, Evo Morales, chegando mesmo a encampar uma Usina inteira do Brasil, Petrobrás, aos olhos complacentes do Governo Lula, sem que esse contestasse, agora, em meio ao Governo Bolsonaro, mais a Direita, e alinhado aos Estados Unidos, com quem Evo nutriu, aos se afastar dos EUA, e compor com Venezuela, Equador e Rússia, certo ressentimento, ora, com a sua deposição, aparentemente, pagando a conta...

Será que tem dedo da CIA, ou da ABIN, ai ?

Movimento que, teve como pretexto, Eleições supostamente fraudadas, auditadas justamente pela OEA – Organização dos Estados Americanos, Agência Marionete dos EUA, que dariam a Evo novo Mandato, diante de levante da Polícia, Exército, Igreja e Sindicalismo Radical, contra si, Morales se viu compelido a renunciar, embarcando para refúgio político no México, deixando para trás um País em convulsão, prometendo voltar.

Político de “Carreira”, no bom sentido, como um Chê Guevara, Herói da Revolução Cubana, ou Butch Cassidy e Sundance Kid, famosos Bandidos do Velho Oeste Americano, que encontraram o seu fim, também, nos Alpes Bolivianos, Evo Morales, parece-nos, permanecerá ainda por muito tempo uma incógnita quanto ao futuro, e real pacificação da Bolívia.
Obs: Crônica reeditada e emendada, baseada em texto anterior publicada em www.paralerepensar.com.br .

Antuérpio Pettersen Filho, membro da IWA – International Writers and Artists Association, é advogado militante e assessor jurídico da ABDIC – Associação Brasileira de Defesa do Individuo e da Cidadania, que ora escreve na qualidade de editor do periódico eletrônico “Jornal Grito do Cidadão”, sendo a atual crônica sua mera opinião pessoal, não significando necessariamente a posição da Associação, nem do assessor jurídico da ABDIC.

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