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JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA
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Perdedores e vencedores nas eleições
Por: JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA

Memória curta até na hora de votar?


As recentes eleições para os cargos do Executivo e do Legislativo municipal cumpriram a primeira etapa, com algumas capitais já definindo ambas as ocupações. Os especialistas e apaixonados pelo assunto emitem as opiniões sobre os vencedores e os perdedores, como se isso fosse a solução imediata dos problemas crônicos que nos condenam há décadas. Desde que a polarização PT x PSDB saiu dos holofotes, a grande expectativa era sobre o prestígio do presidente Bolsonaro, apesar de ele estar sem partido político desde 19 de novembro de 2019.
Como a maioria da população vive nas cidades, portanto dependendo diretamente dos gestores municipais, essa escolha deveria ser muito importante. Segundo o TSE, a abstenção neste primeiro turno foi de 23,14%, contra 20,33% em 2018 e 17,58 em 2016. Noves fora a pandemia, mas é um número elevado considerando que os efeitos dessas gestões afetam diretamente os moradores das cidades. Mas entre perdedores e vencedores, apesar da denúncia sem provas de fraudes, alguns cumpriram suas obrigações e assumiram as responsabilidades.
Quem esperava uma vitória esmagadora dos candidatos apoiados pelo presidente da República teve de engolir a decepção. Isso foi surpresa? Ou era mais do que esperado? A outra decepção foi que a vitória dos partidos da esquerda, como rejeição ao clã Bolsonaro, não aconteceu de forma significativa. Daí que os analistas pró e contra o atual governo declaram suas vitórias e as derrotas dos adversários de acordo com as suas conveniências. As consequências das escolhas serão analisadas no decorrer das gestões dos mandatos. Por ora tudo é festa!
Uma tônica dessas eleições foi a suspeita de fraudes no sistema utilizado. O atual presidente da República fez denúncias sobre isso nas eleições que venceu, afirmando que ganharia no primeiro turno. Nunca provou como isso aconteceu, mas continua afirmando que o sistema não é seguro. A deputada Carla Zambelli tentou eleger o pai, a irmã e uma cunhada, mas não conseguiu. O Mito apoiou 59 candidatos, mas só 10 se elegeram. A ex-esposa dele Rogéria e a ex-assessora Wal do Açaí, que ele apoiou, não se elegeram para a Câmara de Vereadores.
O que se pode tirar de positivo e negativo desse primeiro turno, uma vez que os estudiosos do assunto dizem que o segundo turno é uma eleição completamente diferente do primeiro. Serviu para medir o prestígio do presidente da República? Mostrou que o PT está morto e enterrado? Sinaliza que o centrão, com destaque para o DEM, que elegeu o maior número de prefeitos nas capitais, além de, junto com PP e PSD, aumentar o número de vereadores no Brasil. O que a queda do PT e PSL significam no cenário político? Eleições, como se ouve dizer, têm surpresas.
Mas um ponto de grande importância para o contribuinte brasileiro, estranhamente ignorado nessas eleições, é o propósito de não eleger mais os ladrões. O PT, considerado o partido mais corrupto do planeta, sente isso há algumas eleições, mas o PP, um dos mais investigados na Operação Lava Jato, foi o que mais elegeu prefeitos em relação ao número de candidatos registrados. Portanto, a afirmação que não devemos eleger membros de partidos reconhecidamente envolvido em corrupção não vale para todos. Alguém sabe dizer por quê?
Como em algumas cidades a decisão será no segundo turno, o eleitor já percebe a mudança de comportamento dos candidatos. Alguns intensificam as agressões contra os adversários; outros amenizam o tom e tentam atrair os indecisos na escolha. Daí se ver o pedido de desculpas de Bruno Covas à Guilherme Boulos, os finalistas à prefeitura de São Paulo. O motivo foi a declaração de um aliado dele, o ex-deputado federal Ricardo Tripolli (PSDB-SP), que disse que Boulos “mata a mãe para ir ao baile de órfãos para pode entrar”. Virou um vale-tudo?


J R Ichihara
18/11/2020

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