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JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA
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Tio Sam e a Democracia made in USA
Por: JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA

Quando os pés de barro do ídolo são mostrados a todos


O mundo viu como os inconformados com o resultado das eleições presidenciais nos Estados Unidos, o berço da Democracia e exemplo de Justiça no planeta, se comportaram ao invadir o Capitólio, o prédio onde funciona o Congresso deste país. Alguns críticos da interferência dos donos da Terra, que exibem uma fachada de detentores do equilíbrio político terrestre, citam os inúmeros casos em que os ianques dificultaram o direito de escolha das pessoas nos países espalhados no globo terrestre. Precisava acontecer isso para todos saberem como eles agem?
Alguém ficou surpreso quando o nosso presidente da República, o fã incondicional do candidato derrotado à reeleição, Donald Trump, apoiou publicamente as ações incentivadas pelos inconformados? Para quem não se lembra mais, o Mito incitou a invasão do nosso Congresso Nacional e o fechamento do Supremo Tribunal Federal, o STF. Além disso, já avisou que pode acontecer uma situação pior no Brasil no processo eleitoral de 2022, para a presidência da República, se o voto não for impresso. Isso é uma ameaça? Ou a versão tupiniquim do Tio Sam?
Portanto, a imagem de retidão, obediência às leis e respeito às Instituições que todos viam nos Estados Unidos como a referência mundial perdeu muito brilho depois do ato típico de um ditador mostrado pelo presidente derrotado na reeleição. Ele insistiu que houve fraude, exigiu recontagem de votos e fez tudo para manchar a credibilidade secular do processo eleitoral norte-americano. A única diferença entre ele e o nosso Mito, pelo menos a mídia não divulgou nada a respeito, é que o mundo desconhece que declarou quando venceu que o processo é falho.
Como fica a imagem do país admirado e respeitado por quem acredita na Democracia e na Justiça como freio diante dos abusos de autoridade e desmandos típicos dos regimes ditatoriais? Os conscientes sabem que não há perfeição inquestionável, especialmente quando se trata de comportamento humano, mas todo aparelhamento subordinado ao controle das vontades individuais, numa sociedade organizada, com direitos e obrigações, existe para preservar as Leis e garantir a segurança da livre escolha das pessoas. Isso não se aplica ao Donald Trump?
Infelizmente o triste e lamentável mau exemplo que os Estados Unidos mostraram aos que acreditam no regime que permite a livre escolha e a aceitação de quem perde numa disputa voluntária. Mas o que chamou a atenção de alguns foi a facilidade que os vândalos tiveram para acessar as dependências do prédio. Afinal desde o ataque às Torres Gêmeas e a tentativa de atingir o Pentágono, brotou uma paranoia antiterrorismo sem precedentes neste país. Por que não houve preocupação diante do comportamento inaceitável do presidente em final de mandato?
Mas este episódio vem ao encontro dos que sempre criticaram a forma como os Estados Unidos interferem nos países considerados ameaças aos seus interesse na política externa. Quem ignora o sofisticado sistema que eles usam para bisbilhotar qualquer pessoa, independentemente do cargo que ocupa, mundo afora? O procurado e marcado para morrer Snowden que o diga. Por isso a estranheza da facilidade que os praticantes do ato terrorista, fartamente criticado pelos norte-americanos, encontraram para acessar o prédio. O santo de casa deles não faz milagres?
Um episódio como esta invasão arranha a credibilidade da eficiência antiterrorismo, um orgulho do Tio Sam, perante o mundo? As medidas reparatórias amenizam e devolvem a confiança da sociedade americana? Se no país mais seguro da Terra, quanto aos ataques terroristas, acontece um fato lamentável desses, por causa de uma simples eleição presidencial... o que se pode esperar se ocorrer uma manifestação provocada por motivos mais ofensivos como racismo e outras discriminações que a mídia já mostrou aos admiradores, críticos e indiferentes?


J R Ichihara
10/01/2021

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