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Jornalismo
 
ECOLOGIA EM MARCHA
Por: Milton Menezes

A indicação de que sobretudo nos países do ocidente se desenha uma certa conscientização em direção ao meio-ambiente, foi a escolha pacífica da candidata do Partido Verde para as próximas eleições gerais na Alemanha no outono europeu (nossa primavera no Brasil).
Annalena Baerbock é uma jurista na flor de seus 40 anos, especializada em Direito dos Povos. A escolha da candidata (nesta segunda-feira, 19 de abril de 2021) foi o resultado de um consenso amplo dentro das alas do Partido Verde na Alemanha. Os partidos verdes em toda a Europa eram até pouco tempo atrás caracterizados por disputas internas acirradas que impediram o avanço do movimento ecológico a nível legislativo em muitos países. Agora esta faceta dos ecologistas parece se tornar mais madura e teoricamente é até possível que o Partido Verde possa conseguir na Alemanha a maioria nas eleições parlamentares, pois os concorrentes clássicos unidos (como a direita liberal e a direita conservadora) também se atracam em disputa interna que pode prejudicar a maioria conjunta da chamada União (CDU e CSU).
Agora nos perguntamos: o que tem isto a ver conosco no Brasil?
Muito mais do que imaginamos.
Caso os Verdes alemães se posicionarem mais fortes na Alemanha, estarão provocando o chamado "efeito dominó" que se reflete na França, Holanda, Áustria e sobretudo nos países escandinavos, onde a conscientização da necessidade de proteger o meio-ambiente a nível internacional se desenvolve rapidamente (por exemplo em poucos anos na Noruega, já não serão mais licenciados carros novos movidos a combustível inflamável, porém apenas movidos a eletricidade). Outras formas de combustível neutros para o meio ambiente podem ser consideradas.
Assim este efeito dominó pode também atravessar o Atlântico e baixar na Amazônia. Investimentos internacionais a nível estatal ficarão cada vez mais acoplados a resultados benéficos ao meio-ambiente.
Neste sentido já ocorre agora uma certa pressão dos EUA de Biden em direção ao governo Bolsonaro. Mesmo que este esteja provavelmente em seu ano de crepúsculo, governos que o seguirem (seja a esquerda lulista ou o chamado "Centrão") estarão todos se apresentando de saia justa ao formularem seus programas econômicos.
Naturalmente -- para ficarmos mais atados ao tema ambiental -- é necessário que o povo "compre também este peixe ecológico". Consciência ecológica só pode se desenvolver solidamente se for um conjunto de esforços partindo da sociedade civil, avançando pelo legislativo e atingindo um executivo com boas intenções.
É o que eu diria assim cogitando, sem querer polemizar no assunto.

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