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JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA
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Demonização, admiração e decepção
Por: JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA

Por que insistir em não salvar vidas?

O ambiente onde prevalece a disciplina militar, a transparência com os gastos públicos e a superioridade ética e moral propagandeada pelo governo atual não se sustenta frente ao mínimo questionamento. Portanto, o último baluarte da ordem e do respeito aos valores sagrados, nos artigos e cláusulas pétreas do regimento das Forças Armadas, perdeu a admiração do povo e encheu de decepção quem ainda acreditava nisso. A anunciada punição do general Pazuello, ex-ministro da Saúde, por comparecer em ato político com presidente Bolsonaro, foi arquivada.
Será por isso que o presidente Bolsonaro declarava que o “Exército dele” estava pronto para intervir no interesse do país? Isso pode não ser motivo para desacreditar nas Instituições que compõem as Forças Armadas, mas a rigidez no cumprimento das regras não é tudo que se fala. Daí alguns formadores de opinião declararem que a “passada de mão na cabeça” do general pode abrir precedentes para a anarquia nos quarteis. Quando o presidente falava que alguém estava “esticando a corda”, o Alto Comando se posicionou “roendo a corda”? O Exército tem um dono?
Infelizmente os casos pontuais acabam generalizando e cada indivíduo se dá o direito de tirar suas próprias conclusões, passando a ignorar as análises feitas com mais embasamento. Viu-se que o termo “demonização” ganhou destaque entre os defensores do tratamento precoce na pandemia da Covid-19. Para eles, mostrar que os estudos científicos sérios, por instituições respeitadas mundialmente, que descartam esta opção, é a materialização do preconceito que cabe nesta classificação. Daí se ver algumas comparações inúteis para a busca de uma solução.
Alguém deixou de acreditar na engenharia naval porque o “infundável” Titanic acabou no fundo do mar? Ou torceu o nariz para a Indústria Farmacêutica depois que a Talidomida provocou má formação nos fetos? Quem atua na área cientifica sabe que o dinamismo não pode ser ignorado. Os casos citados serviram para um alerta sobre os produtos, sejam na biotecnologia ou em qualquer ramo ligado à Ciência e Tecnologia, mas nunca para desqualificar os cientistas, as pesquisas ou a procura da eficácia e da segurança para a população. Erros ensinam muito!
Mas a vida tem de seguir em frente, diz o ditado popular. Então, para a ponta de todo o processo, que resulta de concordâncias e discordâncias entre os profissionais, só resta torcer para que o ego e a arrogância cedam lugar para o objetivo que esteja acima disso. O debate civilizado e respeitoso entre cientistas é salutar e proveitoso em qualquer situação. Sabe-se que para a Ciência não existe milagres porque as conclusões são baseadas em fatos e dados, obtidos através dos experimentos que obedecem às regras e procedimentos aceitos no mundo acadêmico.
Lamentavelmente o grande troféu de uma disputa incompreensível, pelo comportamento dos antagonistas que podem decidir os destinos da vida no país, não é motivo de orgulho de nenhum postulante ao pódio. Basta confrontar as mortes com o orgulhoso número de vítimas que sobreviveram ao contágio da Covid-19, para concluir quem é quem nesta luta. Justificativas, de parte a parte, não servem para assegurar que estamos no caminho certo. Sob a frieza dos números um questionamento pode acender a luz da verdade. Por que desconfiar da vacina?
Uma distorção dos fatos, ou afirmação de crenças facilmente adotadas por alguns, pode mascarar o que está sob o manto da obscuridade que atende aos interesses político-partidários e demais consequências, por posicionamento diante do incontestável. Por que morreram tantos brasileiros? Quem foi omisso? Qual é o problema neste esclarecimento? O que precisa ficar sob a proteção dos recursos legalmente utilizados nos casos que alguém deve falar o que aconteceu? A conclusão é simples e lamentável: mais de 470 mil mortos pelo vírus desagregador! Portanto...
Soma-se à lista de decepções num mundo globalizado os efeitos da desigualdade no planeta. Enquanto os países ricos adquiriram doses além das suas necessidades para imunizar suas populações, os pobres ficam entregues à própria sorte. O efeito é que o vírus não respeita fronteiras, muito menos Índice de Desenvolvimento Humano, para fazer vítimas. Também se vê que as fortunas individuais tão orgulhosamente divulgadas pelas revistas especializadas pouco contribuem para combater uma ameaça que não escolhe quem vai infectar. Sabem por que?

J R Ichihara
06/06/2021

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