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JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA
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Jornalismo
 
Investiga-se apenas os denunciantes sobre a irregularidade?
Por: JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA

Se a verdade é imparcial...

O vazamento sobre o alerta de anormalidades na aquisição da vacina Covaxin serviu para mostrar ao povo brasileiro a seriedade deste governo no combate à corrupção. A tropa de choque entrou em campo e ameaçou o deputado federal Luís Miranda e seu irmão, o servidor público que se sentiu pressionado para liberar o pagamento antecipado ao fornecedor. Mas o caso ganhou proporções porque envolveu o presidente da República que foi informado do problema, disse que ia mandar a Polícia Federal investigar, o que não aconteceu, segundo a mídia tradicional.
Na sessão da CPI da Pandemia, o servidor se restringiu a falar sobre o que achou estranho no processo de compra das vacinas, sob várias tentativas dos governistas para desqualificar as suas afirmações. Já o irmão deputado resistiu em falar o nome citado pelo presidente da República como o responsável pelas pressões na agilização da aquisição, no encontro que teve com este, mas acabou admitindo que é o deputado federal Ricardo Barros, o líder do governo na Câmara de Deputados. Isso foi um prato cheio para a oposição ao governo que se diz contra a corrupção.
Infelizmente um peso e duas medidas é normal quando as pessoas colocam as preferências acima da razão e da verdade. A turma que apoia e defende este governo não aceitou calada a decisão do STF sobre as nulidades das sentenças sobre o ex-presidente Lula, no caso do Triplex. Também sobre a competência desta CPI da Pandemia convocar governadores e prefeitos O plenário assim decidiu, acabando com o questionamento porque a ministra Rosa Weber o fez monocraticamente. Tem horas que o pau que bate em Chico, não bate em Francisco?
A verdade é que o cerco sobre o presidente Bolsonaro é perceptível. Surgem denúncias e suspeitas das mais diversas formas contra a sua gestão. Portanto, a intensidade das agressões contra jornalistas, repórteres e outros profissionais da mídia aumentou consideravelmente. Mandar uma pessoa calar a boca publicamente é deselegante, mas polido e respeitoso diante de chamar alguém de estúpida somente porque fez uma pergunta de interesse da população. Contra isso nem as palmas e gritos de Mito, como apoio, conseguem manter a aprovação do seu governo.
Para os que gostam de usar ditados populares, a atitude do governo contra o servidor do Ministério da Saúde e o seu irmão deputado se encaixa na irônica contradição em que “o mais importante é investigar o mensageiro que trouxe a má notícia”. O resto pode esperar. Simples assim! Segundo alguns senadores da CPI da Pandemia, o presidente cometeu o crime de prevaricação, pois sabia de algo grave contra os interesses do Estado, mas não tomou nenhuma providência. O que se viu, publicamente, foram as ameaças dirigidas contra os denunciantes.
No meio de tanta narrativa, oratória e clara demonstração de que nem todos querem saber a verdade, fica a curiosidade do povo. Veio à público que a empresa que intermediou a compra tem histórico condenável sobre o fornecimento ao governo brasileiro, descumprindo seus compromissos na entrega e na qualidade dos produtos que vendeu. Por que participou de um negócio tão importante para o momento que o país enfrenta? Quem a credenciou para isso? Isso tudo num governo que se orgulha de banir a corrupção herdada das gestões anteriores. Então...
Uma nova versão foi apresentada à sociedade brasileira. Falou-se que tão logo soube dos fatos mostrados nos documentos, o presidente da República ordenou ao ministro da Saúde Pazuello uma investigação. Se nada havia de irregular por que o denunciante não ficou sabendo? A cronologia pode questionar esta tese. O contato com o presidente foi num sábado e o ministro da Saúde exonerado na terça-feira seguinte. Como explicar que uma verificação criteriosa seja feita em um tempo tão curto? Por que os senadores defensores da verdade acreditam nisso?
Quem prestou atenção ao que disse o ex-ministro Pazuello ao novo ministro da Saúde Marcelo Queiroga, na fase de transição do cargo, lembra que ele falou publicamente que há pressões para a liberação de verbas. Não citou nomes, assim como o deputado Luís Miranda resistiu inicialmente em revelar, mas o pressionador ficou conhecido. Será que o ex-ministro será investigado por causa disso? Ou a invulnerabilidade do líder do governo na Câmara dos Deputados está acima de tudo isso? A verdade nas citações bíblicas de alguns é muito estranha.

J R Ichihara
27/06/2021

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