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JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA
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Mudança na dança por causa da música tocada
Por: JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA

Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará?

O cenário político brasileiro é rico em contradições praticadas pelos atores principais. A autodefesa sempre envolve direcionar os questionamentos para quem não tem nada a ver com o problema da atualidade. No Poder Executivo, a regra é culpar as gestões anteriores pela incompetência atual, quando não se consegue mostrar o desempenho e a transparência prometida nos palanques e debates durante a campanha eleitoral. Isso faz parte da história das últimas três décadas que acompanhamos no país. O povo continua desiludido com os salvadores da Pátria!
Quando ouvimos que o Brasil não é para amadores se baseia na divergência entre o que os líderes prometeram e o que entregaram – venderam sonhos e forneceram pesadelos. Neste cesto estão a maioria dos que já passaram pelos cargos do Executivo mais importante do país. O que aconteceu com o “Caçador de marajás”? Qual a herança nos deixou o brilhante sociólogo? Como atuou o operário que surgiu do povão? A solução seria com alguém incorruptível, um Mito que resistiu até a uma facada desferida covardemente durante um comício? Pobre povo!
Sabe-se que o mundo de hoje, apesar das desigualdades, melhorou para a maioria das pessoas. Mas será que a lentidão deste acontecimento satisfaz os abandonados e esquecidos pelas autoridades competentes? Ouvir que no seu governo não tem corrupção e ouvir gravações sobre a exigência de “rachadinha”, envolvendo o presidente da República, deve ser entendido como uma tentativa de derrubar quem quer acabar com isso no país? A dança segue a música ou o maestro da orquestra está fora de ritmo? Pelo visto, continuamos acreditando em milagres!
Mas quem é atacado sempre reage com as armas que têm às mãos. Na Administração Pública não poderia ser diferente. O problema é quando se compra briga com os meios de comunicação tradicional. Neste ambiente, dependendo do tratamento recebido, as notícias podem agravar a situação veiculando apenas as notícias que mostram o lado negativo. Isso sempre funcionou desta forma, contra todos os governos, não sendo uma exclusividade da gestão de Jair Bolsonaro. Portanto, a forma agressiva e desrespeitosa dele pouco ajuda nesta questão.
Vê-se que há uma tentativa de mudar a imagem do dono dos cargos públicos do alto escalão no país. Inaugurar obras, mesmo que isso seja dispensável num momento de crise sanitária, atacar os opositores membros da CPI da Pandemia e desqualificar os denunciantes do esquema de corrupção na aquisição de vacinas, pode funcionar como alguém que se encontra num poço de areia movediça – afundar na lama quem se agita demais. Acima de qualquer decisão favorável dos órgãos oficiais está o julgamento popular na urnas – a campanha já começou!
Como o eleitor consciente assimilou as notícias que o STF negou as investigações sobre os depósitos feitos na conta bancária da atual primeira-dama? Quantos acharam que não foi retaliação a Polícia Federal indiciar o senador Renan Calheiros, o relator da CPI da Pandemia, por envolvimento em esquema corrupção ocorrida em 2012? Esses fatos reforçam a crença do cidadão comum, aquele que não tem paixão político-partidária, que neste país sempre há dois pesos para mesma medida. Por que alguns figurões nunca foram indiciados, apesar das provas?
Infelizmente o sonho do brasileiro apartidário é algo que só se renova nas promessas eleitoreiras. Sai corrupto, entra moralista de araque ou corrupto disfarçado, mas a história se repete. Como tirar a razão de quem afirma que o nosso país não é para amadores? Até o exterminador de mamatas e do toma lá, dá cá, em menos de 2 anos, já aceitou dançar conforme a música. Seu pulso firme e a moral inabalável estão por um fio que romperá se o esticarem mais. Distribui agrados aos militares e aos charlatães dos templos religiosos, mas o nocaute o ameaça.
Se o Mito aguentará mais um round levando bordoadas, acuado nas cordas do ringue, só o tempo dirá. O seu semblante externa os efeitos do desgaste. Talvez o seu exame de consciência o atormente pelas agressões, ofensas e desqualificação da reputação alheia que distribuiu gratuitamente ao longo do seu mandato como presidente da República. Mas preocupou muito saber pelo próprio filho, o senador Flavio Bolsonaro durante uma fala na CPI da Pandemia, que o conselheiro pessoal do seu pai é o pastor Silas Malafaia. Será que todos merecemos isso?

J R Ichihara
06/07/2021

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