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JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA
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Pronto-socorro da reputação e da popularidade?
Por: JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA

Quando as mil palavras são dispensáveis


As recentes imagens do presidente Bolsonaro sendo levado com urgência para um hospital de São Paulo e depois deitado numa cama cheio de tubos, surtiram o efeito que os seus apoiadores esperavam? Será que isso ressuscitará a imagem positiva dele quanto a reputação e a popularidade, desde as denúncias sobre indícios de corrupção na aquisição de vacinas contra a Covid-19? Vê-se que nem a fervorosa atuação dos governistas na CPI da Pandemia, as postagens dos supostos robôs nas redes sociais e as notas de repúdio dos militares amenizaram a situação.
Diz-se que o sistema político no Brasil não é para amadores, que poucos sobrevivem imaculados e saudáveis nesta máquina de triturar reputações. Por que com o Mito isso seria diferente? Talvez ele nunca imaginasse que os aliados por conveniência têm os interesses particulares que não estão alinhados com os seus, muito menos com os do país. Apontar defeitos e criticar estando fora do problema – e principalmente da responsabilidade – é muito simples e gera um efeito colateral muito positivo. Mas ser o gestor de uma crise impactante é outra história.
Quem desconhece a enxurrada de desconfianças que a internação às pressas e a saída triunfal do presidente da República, caminhando normalmente e falando sem abatimentos, gerou entre os seus opositores? Muitos até hoje não acreditam na tal facada a poucos dias das eleições para a presidência da República. O teste sobre as consequências disso será conhecido após a primeira pesquisa de opinião pública depois da sua alta hospitalar em São Paulo. Tem horas que a simulação pode ser uma ferramenta de marketing muito eficaz. Isso é uma exceção na política?
Os sedentos por notícias catastróficas, aqueles que não perdem um segundo no desenrolar dos assuntos em destaque, engoliram a frustração no caso do presidente Mito. Ignoraram que ele tem um passado de atleta? Que é invulnerável a coisinhas que só afetam os que não enfrentam as adversidades como macho? Melhor esquecer que algo insignificante derrubaria o nosso presidente. Daí ser mais proveitoso acompanhar os noticiários sobre as enchentes na Alemanha e na Bélgica. O herói nacional venceu mais uma batalha na sua vida.
Felizmente o vírus do ódio que este governo espalhou ao longo do seu mandato não contaminou a todos. A maioria não desejou a sua morte, como ele fez quando a ex-presidente Dilma Rousseff esteve hospitalizada, apesar de não esperar qualquer mudança de comportamento na empatia com os familiares das mais de 540 mil vítimas da Covid-19. Certamente alguns até torceram para nada de pior acontecesse com ele. Mas a vida tem mostrado que a indiferença com o sofrimento alheio, às vezes com atitudes debochadas, é paga na mesma moeda. Portanto...
Para quem sempre defendeu a tortura e até a morte de pessoas que divergem do seu ponto de vista e da sua forma de governar, os acontecimentos podem ser um amostra do que isso é sentido pelas vítimas. Se o nosso presidente sequer resiste às críticas normais, na forma de palavras que estão longe das usadas por ele, simplesmente porque deve explicações ao povo... Como suportaria uma humilhação diante de métodos desumanos por causa de divergências de opiniões? Provavelmente o seu conceito de mimimi seja uma prerrogativa individualmente restrita.
Como para frente é que se anda, segundo o ditado popular, não sabemos o que vamos encontrar no caminho. O fato é que recados ambíguos como “estão esticando a corda”, “quem tem arma não ameaça” e “um pode e o outro obedece” podem sinalizar o que esta gestão promete no caso de ser encurralada sobre as suas decisões ou esclarecer como os recursos públicos estão sendo empregados para atender os interesses do contribuinte. A única certeza em toda essa disputa pelo poder é que o povo sempre paga a conta, o pobre e o rico, sem distinção.


J R Ichihara
22/07/2021

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