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JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA
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Tática ou mimimi sobre voto impresso?
Por: JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA

Quando só há uma opção para tudo...


Depois de mais de um ano sob a maior crise sanitária da história do país, com mais de 550 mil mortes vítimas da Covid-19, o nosso presidente da República dá prioridade ao voto impresso nas próximas eleições oficiais. Para quem não gosta de mimimi, a insistência em algo que não é a prioridade no momento, muito menos no restante desta década, a oposição entende que é mais uma tática deste governo. A sua equipe faz questão de manter o assunto no foco das discussões nacionais, envolvendo membros de alta patente das Forças Armadas. E as vacinas?
Causou muita comoção a fila dos que buscavam restos de ossos doados pelos açougues para matar a fome, no Mato Grosso. A ironia é que este estado é um dos maiores produtores de gado bovino do país. E daí? Isso não é problema do governo! A prioridade é decidir como será a contagem dos votos que elegerão o presidente da República, os senadores, os deputados e os governadores. A culpa é dos gestores municipais e estaduais que resolveram obedecer às recomendações sobre o controle da pandemia. Chororô nunca resolveu nada no mundo. Talkey?
Se uma motociata representa a disposição de continuar em frente, deixando claro que o brasileiro raiz, o patriota isento de frescura, por que dar importância aos fracos que sempre dependem da ajuda pública? Adianta divulgar que alguns generais receberam mais de R$ 100 mil de salários? Ou que as filhas solteiras deles receberão uma pensão vitalícia pagas pelo contribuinte? Chega de mimimi! Um general já disse recentemente que mata e morre pela Pátria. Precisa de argumento, além deste, para reconhecer o valor dos militares e remunerá-los bem?
O que incomoda é a passividade do povo que há pouco reclamava de tudo, fazia greve e se manifestava com inesquecíveis panelaços. Será que melhoramos tanto assim? Ou a maioria está com medo de que a corda estique além do permitido? Pode ser que as bordoadas na deputada federal Joice Hasselmann sejam um freio na ousadia para fazer declarações indevidas. Talvez os que viviam pedindo uma intervenção militar estejam satisfeitos com o que veem. Os sucessivos aumentos do óleo Diesel, gasolina e gás de cozinha não afetaram mais ninguém.
Quais medidas um gestor deve tomar para enfrentar o desemprego, a alta da inflação, o desabastecimento de gêneros alimentícios e a superlotação de postos de Saúde? Passear de jet ski para aclarar a mente? Andar de cavalo para encontrar uma solução? Visitar padarias e feiras para buscar inspiração? Tempestade de ideias num churrasco com amigos? Ou promover uma passeata com motocicletas para injetar ânimo nas pessoas? Inaugurar obras e criticar as gestões anteriores? Quem sabe assistir uma emocionante partida de futebol? Tantas opções positivas!
Uma gestão voltada para o mercado financeiro não tem tempo para olhar para quem nada pode oferecer em termos de investimento. A ideia de que a inclusão social movimenta a economia é papo de comunista. Isso está internalizado nas pessoas porque as escolas públicas servem para fazer a lavagem cerebral nas crianças, adolescentes e jovens universitários. Sair do mapa da fome e sobressair internacionalmente é invenção dos esquerdistas, divulgando dados estatísticos pouco confiáveis. O certo é favorecer o rico que dá emprego ao pobre. Como ainda questionar isso?
Fala-se no tal tecido social como se isso vestisse o país de forma decente e aceitável. Da mesma forma que se insiste que não há racismo no Brasil. Admitir que há muito preconceito em terra Brasilis é mimimi, frescura e chororô. Mas quando alguém reconhecido mundialmente toca no assunto, a reação de muitos sai do armário e externa todo o ódio e a discriminação que amarrota o precioso tecido social tão valorizado pelo politicamente correto. Como muitos se comportam à imagem e semelhança do ídolo Mito... Só os fortes sobrevivem e triunfam. Então...


J R Ichihara
28/07/2021

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