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ODILON DE MATTOS FILHO
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AFEGANISTÃO: DE VOLTA A UM TRISTE PASSADO
Por: ODILON DE MATTOS FILHO

Até o mundo mineral, como diria Mino Carta sabe que os EUA se alto intitulam tutores do mundo, porém, só agem dessa forma quando há algum interesse econômico e/ou geopolítico, mas, sempre com o falso pretexto de defesa da democracia.

Os exemplos dessa sanha dos imperialistas são inúmeras ao longo dos tempos, foi assim em Cuba, Vietnam, El Salvador, Nicarágua, Haiti, Líbano, Iraque, Afeganistão e tantas outras Nações que sofreram intervenções militares, atentados, golpes de Estado e destruição de suas soberanias. Aliás, a organização WikiLeaks revelou ao mundo os crimes de espionagem, pressões políticas e/ou diplomáticas, más prática governamentais, abuso de poder e crimes de guerra cometidos, ao longo dos tempos, pelos imperialistas do norte, especialmente, contra o Iraque e o Afeganistão.

Sabemos que os EUA obtiveram muitos êxitos em suas empreitadas, mas, foram, também, muitas derrotas, as empreitadas, o grande e duradouro fracasso fica por conta de Cuba, mas emblemática mesmo, foram às derrotas para o Vietnã, Iraque e Afeganistão. Porém, com exceção do Vietnã, os povos do Iraque e Afeganistão sofrem com os rastros de destruição econômica, política e social deixado pelas guerras patrocinadas pelos EUA.

É sabido que a invasão do Afeganistão pelos EUA e por forças da OTAN em 2001 foi uma resposta aos ataques do “11 de Setembro”. Com a invasão do Afeganistão os EUA e aliados conseguiram tirar do Poder o Talibã, desmantelaram a AI-Qaeda e assassinaram o seu grande líder, Bin Laden numa operação denominada “Liberdade Permanente”, mas que apesar do nome, matou quase trezentos mil cidadãos de 2001 a 2021 e custou mais de US$ 200 bilhões aos cofres estadunidenses, segundo a Agência Associated Press.

Após a guerra, foi constituído um governo corrupto e apoiado pelo ocidente e nesse acordo os EUA se comprometeram a construir uma democracia ocidental no país e ajudá-los na sua reconstrução, no entanto, sabe-se que foram aplicados, apenas, US$ 40 bilhões em ajuda humanitária e para o desenvolvimento do país, o que, convenhamos, é uma bagatela perto dos US$ 200 bilhões gastos com a guerra que se quer, conseguiu derrotar ou isolar o Talibã, ao contrário, esse grupo foi, gradativamente, ganhando força financeira e política no país.

Aliás, para se ter uma ideia do poder financeiro do Talibã, a revista Forbes noticiou que esse Grupo é a quinta, entre as dez organizações consideradas terroristas mais rica do mundo, com um faturamento de US$ 400 milhões. Seus negócios, segundo noticiado, são oriundos do tráfico de drogas, da extorsão e cobrança de impostos de plantadores de papoula e de doações de fundos de caridade de países do Golfo.

Depois de duas décadas os EUA em julho deste ano retiraram o restante de suas tropas do Afeganistão e essa retirada foi fruto de um acordo celebrado entre o Talibã e os presidentes Obama e depois pelo Trump. Neste acordo o Talibã se comprometeu que a Al-Qaeda ou qualquer outro grupo extremista não irá operar em áreas controladas pelo Talibã. Mas, não demorou muito, aliás, pouco mais de trinta dias da retirada dos soldados estadunidenses e o grupo fundamentalista derrotou o Exército Afegão e retornou ao Poder no país.

Segundo analistas, a vitória do Talibã tem algumas razões básicas: o serviço de inteligência dos EUA falharam, os EUA não apoiaram o Exército Afegão e saíram muito rápido e desastrosamente do país e, por último, os imperialistas subestimaram o poder financeiro e estratégico do Talibã. Aliás, o próprio Secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, reconheceu que “...os EUA investiram bilhões de dólares , durante quatro gestões de presidentes dos EUA nas forças do governo Afegão, dando-lhes vantagens sobre o Talibã, mas, ainda assim, não conseguiram impedir o avanço do grupo e tudo aconteceu mais rapidamente do que prevíamos1”

Diante de toda essa barbárie, é de fácil constatação que o Afeganistão volta a situação de vinte anos atrás e o que sobra dessa abjeta e inútil guerra patrocinada pelos EUA é a miséria, a destruição do povo Afegão e o medo, a despeito das promessas do Talibã, de se impor, novamente no país, a secular Sharia (conjunto de leis do Islamismo baseada no Alcorão) e um governo Teocrático semelhante ao de tempos pretéritos no qual se via pobreza, miséria e gravíssimas violações aos direitos humanos, especialmente, contra mulheres e minorias afegãs.

Pelo lado dos EUA as imagens que correram o mundo com os afegãos se digladiando nas pistas do aeroporto de Kabul para fugir do país, mostra a derrota dos imperialistas e do próprio do presidente Joe Biden. Por outro lado, se teve vencedores no meio desse caos, foram dois: o ex-presidente Ashraf Ghani que roubou US$ 170 milhões e fugiu do país e o segundo "vitorioso" foi um dos braços fortes do capitalismo selvagem que são as indústrias armamentistas estadunidenses, que não passam de uma fiel, covarde e implacável máquina de matar a serviço de outros impérios.




















































1Fonte:https://g1.globo.com/mundo/noticia/2021/08/15/taliba-volta-a-cabul-aconteceu-mais-rapido-do-que-pensavamos-diz-secretario-de-estado-dos-eua.ghtml



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