A casa dos grandes pensadores

Bem-vindo ao site dos pensadores!!!

| Principal |  Autores | Construtor |Textos | Fale conosco CadastroBusca no site |Termos de uso | Ajuda |
 
 
 

 

JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA
Publicações
Perfil
Comente este texto
 
Jornalismo
 
Roupa suja lavada em público?
Por: JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA

Exposição das divergências internas

Como o cidadão percebe que uma gestão pública não está alinhada no seu objetivo comum? Normalmente são as declarações controversas entre os seus integrantes dos postos-chaves. Esperar que tudo seja um festival de rasgação de seda é ingenuidade, mas quando se ouve estocadas entre eles significa que algo está provocando desconforto em alguns. Portanto, ouvir do superministro Paulo Guedes, o Posto Ipiranga do presidente da República, que o Ministério da Ciência e Tecnologia comete “burrices” é preocupante. Como isso chega ao povo?
O que se vê neste governo como valores sagrados são os comportamentos agressivos, às vezes com ofensas desnecessárias e ineficazes, especialmente contra os opositores. Mas com os aliados ou componentes da mesma equipe é um mau sinal sobre a sintonia entre os chefes das Pastas responsáveis pela estabilidade e credibilidade no caminho traçado. Afinal, o país que almeja horizontes promissores não deve tratar a Ciência e Tecnologia de forma tão desqualificada. Será que o ministro Guedes aderiu ao estilo “autêntico raiz” do seu chefe? Mereceu a avaliação?
Sabe-se que o comportamento de alguns apoiadores, principalmente os que o fazem apenas por outros interesses pessoais, funcionam ao sabor da situação. Quando tudo corre às mil maravilhas, haja festa e elogios que transbordam fartamente. O problema é quando a popularidade e o prestígio do comandante mostra sinais de fragilidade. Aí a conversa é outra e todos lembram que os interesses do país estão acima de tudo – e sempre estiveram! Para os analistas e críticos que atuam via mídia tradicional, isso é a debandada do barco que vai afundar. Simples assim!
Como entender a declaração do ex-deputado Roberto Jefferson, que o presidente se viciou em verba pública? Ele foi ressuscitado do ostracismo pelo presidente Bolsonaro, depois de ter a prisão decretada e sair amparado por meios jurídicos que a maioria não aceita. Virou um homem forte do presidente Bolsonaro e não escondeu o seu apoio incondicional ao Mito. Por que então dizer algo que joga suspeitas na imaculada reputação de quem se orgulha de combater a mamata? Para quem esqueceu, o ex-deputado foi o estopim do esquema Mensalão do PT.
Mas a política têm os seus meandros que afastam e reúnem as pessoas de interesses divergentes do bem-comum da população. Por isso se diz que não é um ambiente para qualquer um. Talvez o ministro astronauta Marcos Pontes, da Ciência e Tecnologia, assim como ministro banqueiro da Economia, Paulo Guedes, estejam pisando em terreno desconhecidos para eles. Se a declaração pública de um pouco acrescentará ao outro, além de nada mudar nos rumos do país, a indelicadeza é mais um assunto para alimentar a rede de polêmicas que muitos gostam. Então...
No frigir dos ovos, o que a população tem de concreto é a inflação ameaçadora, os preços dos combustíveis e gêneros alimentícios pela hora da morte, a incerteza da situação pós-pandemia, a queda de braço entre o Executivo e o Legislativo sobre a chamada “Licença para Gastar” ... a visão de um cenário mais para cinza que para azul. Portanto, assistir aos noticiários recheados de atualizações cheias de desesperanças é cada dia mais doloroso e assustador. Alguém lembra da frase otimista “é melhor Jair se acostumando”? O mundo sempre dá voltas.
Vira e mexe volta ao centro dos debates nacionais a tal da “liberdade de expressão”. Pena que muitos ainda não se deram conta que há um limite para isso. Praticar atos homofóbicos e antidemocráticos é crime. Por isso alguns apoiadores do presidente Mito foram enquadrados e condenados à prisão. Os saudosistas e críticos ferrenhos desses freios legais que se adaptem aos novos tempos. Se o que era permitido antes agora é proibido, não importando a opinião de cada um, que se cumpra a Lei. Afinal, a maioria diz que ela vale para todos. Qual é o problema nisso?
Qual contribuição o cidadão de bem faz ao incentivar a violência, a discriminação de forma geral, o racismo, a misoginia, o ódio contra determinados grupos étnicos, a imposição de vontades pessoais baseado em ideologia? Será que chamar alguém de “quadrúpede” publicamente, somente porque discorda de forma de pensar, nos torna superior? Se um presidente da República fez isso com uma repórter, um ministro chamar o outro de burro, também publicamente, pode se enquadrar perfeitamente dentro da normalidade neste governo. Lavar roupa suja tem hora e lugar?

J R Ichihara
28/10/2021

 Comente este texto
 Paralerepensar


Comentário (0)

Deixe um comentário

Seu nome (obrigatório) (mínimo 3, máximo 255 caracteres) (checked.gif Lembrar)
Seu email (obrigatório) ( não será publicado)
Seu comentário (obrigatório) (mínimo 3, máximo 5000 caracteres)
 
Insira abaixo as letras que aparecem ao lado: FYHN (obrigatório e sensível. Utilize letras maiúsculas e minúsculas;)
 
Não envie mensagem ofensiva e procure manter um intercâmbio saudável com o seu correspondente, que com certeza busca dar o melhor de si naquilo que faz.
Seu IP será enviado junto com a mensagem.