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JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA
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Ex-aliado também é inimigo
Por: JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA

Só resta chorar quando se vive cercado de potenciais inimigos?

Que a maioria da população brasileira sabe que o presidente da República Jair Bolsonaro não tem muita consideração por seus aliados é público e notório. Basta voltar um pouco no tempo e lembrar como o seu falecido apoiador ministro Gustavo Bebianno foi chutado do seu governo. Dedicou-se à campanha presidencial incondicionalmente, mas saiu como um mentiroso! O cardápio de aproximações calorosas e afastamentos cheios de arestas é farto, mas não surpreende mais os calejados com isso. Lembram do caso com o senador Kajuru e a CPI?
Como as declarações são resultados de entrevistas e postagens nas lives, o acesso é aberto ao público. Daí que a troca de farpas com o empresário Paulo Marinho foi devido a uma pergunta do filho deste, o humorista André Marinho, numa entrevista, sobre as “rachadinhas”. O Mito se irritou e disse que o maior interessado na cadeira do seu filho é o pai do entrevistador. A declaração azedou o relacionamento porque a reação do empresário foi à altura. Disse que educou os filhos para não temerem os poderosos como o presidente da República. Mais laços cortados?
Os que querem ver o circo pegar fogo – e são muitos que adoram isso – aproveitaram o momento que o ex-ministro Sergio Moro anunciou a sua filiação ao Podemos para concorrer à presidência da República. Postaram imagens onde a “conje” do ex-ministro juiz dizia que não via separação entre o seu marido e o presidente Bolsonaro – era “uma coisa só”. Isso é bem diferente do que falam o Mito e seus filhos. Agora, o ex-ministro só aceitava a interferência na Polícia Federal se o cargo no STF estivesse garantido. Parece que é uma “cuestão” muito delicada.
Mas o que o chefe do Executivo diz e depois acha que esqueceram se estende aos seus subordinados da alta cúpula. O general Augusto Heleno quando ocupava a chefia do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) emitiu a sua opinião sobre o Centrão, cantando “se gritar pega Centrão, não fica um, meu irmão”. Hoje, com este grupo sendo o principal apoio do presidente da República, ele fala muito diferente e ainda justifica a sua posição atual. Portanto, o comportamento deste governo também aceita de bom grado os ex-inimigos, declarados como aliados fidedignos.
Infelizmente fazer declarações ao sabor das circunstâncias têm lá suas inconveniências junto a opinião púbica, só não mudando um milímetro a convicção dos fãs incondicionais. Qual afirmação presidencial deve ser considerada como a verdadeira? Existe gravações em vídeos de mudanças inexplicáveis sobre o que foi dito e depois apresentado de outra maneira. Se isso não gera dúvidas sobre as divulgações deste governo, atribuindo a culpa à imprensa esquerdista, o modo de se comunicar com o povo precisa ser revisado. A boa comunicação exige mão dupla!
Uma simulação nas próximas eleições presidenciais vem despertando a curiosidade de alguns. Será que os ex-uma-coisa-só lavarão a roupa suja em público? Ou tudo que envolvia os escandalosos interesses pessoais irá para debaixo do tapete da ética e da moral? Afinal teremos na disputa do cargo mais importante do país os dois maiores caçadores de corruptos que o país conheceu, segundo a Operação Lava Jato e os que elegeram Jair Bolsonaro. O ex-juiz disse que nunca entraria para a política; o atual presidente disse que nasceu para ser militar. Mas... E agora?
Quem gosta de analisar os panos quentes e as espetadas do nosso cotidiano têm dois temas para isso. A decisão da ministra do STF Rosa Weber suspendendo o Orçamento Secreto, uma liberação de emendas parlamentares mal explicadas. A maioria dos contribuintes agradeceu. Isso foi a estocada. Os panos quentes foi a decisão do STJ anular todas as decisões tomadas pela Justiça do Rio de Janeiro, no início das investigações das “rachadinhas” do senador Flávio Bolsonaro, nesta terça-feira (09/11/21). Se orgulhar da Corrupção Zero é deste jeito mesmo?
Talvez a estratégia de jogar a culpa dos fracassos atuais na gestão anterior esteja desgastada, mas funciona junto ao eleitorado fiel e formador de opinião. Por isso, sempre que pode, o presidente se exime de responsabilidade e ressuscita o PT e os partidos de oposição. Numa recente declaração, ele afirmou que as filas de famintos para catar sobras nas lixeiras são as consequências do fechamento de botecos, procedimento apoiado por estes partidos. O perigo é que isso repetido milhões de vezes se internaliza nos necessitados e vira uma verdade absoluta.

J R Ichihara
12/11/2021

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