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JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA
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Insistir nos erros serve para alguma coisa?
Por: JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA

A cegueira do fanatismo não aceita mudanças

Dentro de algumas horas o ano em curso se encerra permitindo uma avaliação de como o mundo e o nosso país se comportaram neste período. Talvez seja o momento de repensar atitudes, decisões sobre metas pessoais e coletiva, o impacto da pandemia da Covid-19 e seus efeitos colaterais... quem sabe revisar o planejamento estratégico individual ou entender como a gestão pública atuou. Isso resume a chamada chance de analisar os erros e os acertos para atingir o objetivo traçado. Mas declarar que faria tudo exatamente igual comprovaria qual insistência?
Sabe-se que um ano difícil, especialmente atingido por uma crise sanitária que abalou o mundo, não importando se o país é rico, pobre ou miserável deixou muitas lições aprendidas. Mas será que todos entenderam a gravidade da situação e as formas de combate assumidas pelas autoridades? Como aceitar que alguns afirmam que enfrentariam a crise da mesma maneira, se os resultados conhecidos são alarmantes? Esse comportamento expõe o que há de mais irracional no ser humano, a total falta de empatia com os familiares das vítimas fatais que os deixaram.
Como ver com tanta normalidade o aumento do desemprego, da fome e da miséria por ausência de políticas públicas no nosso país? Será que basta declarar que estamos decolando, vendo o fechamento de empresas e a inadimplência crescendo visivelmente? Ou tudo não passa de mais uma tática dos que não acreditam na “Teoria da Conspiração”? Logicamente que alguns nunca sentem os efeitos das crises com a mesma intensidade que os desprotegidos, mas os fatos e os números alarmantes deveriam preocupar os gestores e a sociedade como um todo.
Por que ainda ouvimos o nosso presidente da República falar em comunismo e colocar toda responsabilidade pelos problemas nacionais sobre essa ideologia que nunca se materializou neste país? A qualidade de vida da população, até onde se sabe, não depende somente da opção por socialismo ou neoliberalismo, mas, certamente, de colocar o interesse comum acima do projeto de poder pessoal. Simples assim! Justificar que não há verba para ajudar os necessitados, enquanto jorra grana aos borbotões para outros interesses, é desprezar a inteligência alheia.
Mas o fechamento de qualquer discurso do líder do nosso país sempre é o velho e batido “o Brasil é maior que tudo isso”. Isso não é apenas lindo de morrer, mas acende a chama do patriotismo que é manipulado pelos que adoram o poder, apesar da situação caótica e sem esperanças em que muitos se encontram. Sejam os desabrigados pelas enchentes na Bahia, os catadores de restos nos lixões em busca de comida... os milhares que perdem tudo nas catástrofes por fenômenos naturais ou provocados pela ganância humana. E daí? Faz-se o possível, não é?
Quando o povo não acredita mais nos seus governantes depois de ver tanto descaso e indiferença diante dos problemas, a insatisfação reflete na aprovação das gestões nas pesquisas de opinião. Esperar que nenhum contratempo surja no dia a dia do país é acreditar que Papai Noel existe, mas ver como atua cada líder nos momentos de crise que envolvem muitas pessoas faz toda a diferença. Afinal todo gestor eleito ou pago pelos recursos públicos deve agir no sentido de atender as necessidades do cidadão, não importando o viés ideológico de cada um. Portanto...
Uma análise do que aconteceu – focando no que poderia ser evitado – pode servir de exemplo para evitar novas crises ou enfrentá-las de forma menos traumática. Ouvir de alguém, depois de tudo que passou e mensurando os danos causados, que faria tudo exatamente igual é decepcionante. Isso apenas comprova que muitos não aprendem nem com o sofrimento. Mas nem por isso deve-se negar uma oportunidade para todos. Que o próximo ano que se aproxima seja infinitamente melhor que o atual, apesar de não sabermos quais problemas enfrentaremos.
Costuma-se jogar tudo que ficou pendente num ano para o próximo que está chegando. Acredita-se na mágica que o momento traz. Pela simples passagem de um ano para o outro, os problemas são solucionados. Ou enfrentados de maneira eficaz. Como se as análises e as estratégias para vencer não importassem... Ou as decisões das autoridades em nada influenciassem na solução. Onde tudo depende somente da vontade individual, do empenho, da persistência de cada um. Existe alguma motivação maior que essa? Um Feliz Ano-Novo a todos!

J R Ichihara
31/12/2021

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