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JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA
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Tarados por vacinas e órfãos maternos
Por: JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA

Os desprotegidos pela vontade presidencial

A recente declaração do presidente da República sobre o desejo da maioria em vacinar as crianças de 5 a 11 anos, devidamente autorizada pela ANVISA, além da aprovação na Consulta Pública, não causou espanto mundial. Disse ele que por trás desses “tarados por vacinas” deve existir outros interesses, o que deixou no ar a suspeita de indícios de corrupção. Aliás, a CPI da Pandemia expôs um esquema de corrupção na aquisição de imunizantes, mas os senadores governistas alegaram que não houve pagamento, muito menos recebimento do produto. Então...
Mas o presidente da ANVISA não engoliu calado a insinuação presidencial e se manifestou através de uma Nota Oficial. Nesta, cita que se o Mito têm provas da irregularidade que não prevarique e autorize uma investigação. Acrescenta ainda que se isso não se sustentar em argumentos inquestionáveis, o acusador deve uma retratação ao órgão responsável pela autorização do uso do imunizante na proteção infantil. Em sã consciência, diante da situação ameaçadora pelo surgimento de novas variantes, o país precisa de mais um desgaste inútil?
Uma análise desapaixonada de política partidária e do viés ideológico desnudam a clara intenção do chefe do Executivo manter a postura negacionista. Afirmou ele, sem qualquer embasamento técnico e científico, que não há ameaças ao grupo que a maioria quer ver protegida. Portanto, defender que esta gestão faz o que está ao seu alcance para prevenir uma crise sanitária deve ser a conclusão de quem não acompanha os noticiários divulgados na mídia tradicional. O que o cidadão consciente percebe é que este governo desqualifica a Ciência sempre que pode.
Infelizmente, não bastasse tanta polêmica improdutiva, o ministro da Saúde declarou que a primeira-dama é a mãe dos brasileiros. O que isso significa num momento em que os esforços e a dedicação deveriam estar focados em outros objetivos? Ela é mais lembrada por causa dos depósitos inexplicáveis na sua conta bancária que pela atuação na área social, uma das atribuições tradicionais da esposa de um presidente da República no Brasil. Por que tanta inutilidade planaltina quando a população espera outras atitudes, comportamento e declarações?
Quem já se acostumou com o dia a dia do nosso presidente da República nem se surpreende mais com o que chega ao conhecimento público. Depois de ser hospitalizado às pressas por uma problema grave de saúde, que talvez exigisse uma intervenção cirúrgica de emergência, imagens o mostraram dando o pontapé inicial numa pelada de futebol. Isso comprova o seu histórico de atleta ou o talento de um ator nas suas representações? Talvez ele queira mostrar que todos devem parar com tanto mimimi, frescura e enfrentar as coisas como homem.
O fato é que de tanta controvérsia que vemos na postura do Mito, a manipulação de notícias adversas ganha credibilidade perante a opinião pública. Por isso a sua reprovação cresce de forma contínua e perceptível nas pesquisas de opinião. Quem poderia mudar isso? Será que todos desejam o pior para ele e para o país? Num dia ele anuncia que haverá reajuste de salário para o servidor público... horas depois, declara que isso ainda não está certo. Em qual declaração o cidadão deve acreditar? Como torcer a favor diante de tanta confusão desnecessária?
Como entender qual é relojes de imitacion o objetivo desta gestão? As críticas e desqualificação presidenciais só visam os profissionais que podem contribuir para que possamos sair desta situação caótica. O que se ganha agredindo professores, cientistas, jornalistas, artistas, grupos minoritários, servidores da área de saúde e auditores dos órgãos de fiscalização? Que futuro se vislumbra dificultando o acesso de todos ao ensino superior? Por que não aceitar as críticas construtivas e insistir nas medidas que nada trouxeram de bom para a população? Isso é governar um país?
Há muitos anos, mais precisamente em 9 de janeiro de 1822, o então imperador do Brasil Dom Pedro I foi chamado para retornar a Portugal, mas ele se rebelou e permaneceu por aqui. O fato ficou conhecido como o Dia do Fico. Seis meses depois a colônia se declarava independente da Coroa Portuguesa. Assim consta nos registros da História do Brasil. Curiosamente, 200 anos depois, a maioria da população pede que o presidente da República deixe o cargo gritando “Fora, Bolsonaro”, nos diversos locais onde ele aparece. Ficar ou sair também é uma vontade popular.

J R Ichihara
09/01/2022

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